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22 dezembro, 2006

A magia de um livro






João e a floresta de betão
Pedro Reisinho (texto) / José Manuel Gonçalves (ilustrações)
2ª Edição, Edições Gailivro, 2004
ISBN: 987-557-115-1





Pedro Reisinho escreveu e José Manuel Gonçalves ilustrou João e a floresta de betão, um livro da Gailivro no qual se apresenta uma cidade onde não existiam flores, um menino que tinha um sonho e a história de um menino que fez uma cidade mais bonita.
João era um menino que vivia numa cidade onde tudo era cinzento, tão cinzento que, para ele, até o céu era cimento. Mas, dentro do seu quarto, no seu pequeno mundo tudo tinha cor e tudo era radiante, pois as paredes do seu quarto eram verdes e tinham flores coloridas… mas o João nunca tinha visto flores e não sabia o que eram aquelas coisas cheias de cor e de vida. João perguntou à mãe que coisas eram aquelas e, nesse momento, a mãe percebeu que o seu pequeno João nunca tinha saído da cidade e não conhecia a beleza do campo. Assim, a mãe levou o filho a passear e quando chegaram ao campo ele ficou parado, bloqueado de tanta admiração. No entanto logo lhe passou e João “saltou, pulou e brincou, fez tudo aquilo que sempre quis” e ficou tão feliz que, na hora de ir embora, chorou, pois não queria voltar. Foi nesta altura que lhe apareceu um velho senhor que lhe deu umas sementes mágicas, umas sementes que faziam crescer flores em qualquer lugar e disse à criança para, à noite, ao chegar a casa, as atirar da sua janela, pois, na manhã seguinte, iria ter uma cidade muito mais florida e colorida. João, ainda com dúvidas se a magia ia funcionar ou não, lançou as sementes e foi dormir. Quando acordou, a cidade parecia um jardim e todas as pessoas, sabendo que tinha sido João o responsável por tão bela transformação, agradeceram-lhe muito, prometendo cuidar para sempre daquele tão belo jardim na sua cidade.
Ao longo de todo este texto, registado com uma caligrafia da criança que se inicia na escrita, existem ilustrações de tal forma estimulantes que não só evidenciam o que está escrito, como promovem a passagem para o mundo da fantasia e da beleza sem fim, proporcionando um complemento do texto verbal. A leitura deste livro torna-se ainda mais clara e suave pela sua forma poética.
O autor e o ilustrador, através da fusão de um texto simples e de uma ilustração rica, demonstram a necessidade inocente que uma criança tem de viver num local bonito e com vida. Esta obra testemunha ainda a magia que existe no mundo de uma criança e tudo o que ela faz através do sonho e do maravilhoso. João, após ter visto a beleza do campo, não conseguia mais viver no cinzento da cidade, e através da magia transformou não só a cidade, mas também as pessoas que nela viviam.
Assim, este livro permite observar a capacidade de mudança que as pessoas possuem e que, muitas vezes, não praticam, em muito influenciados pelo peso de uma sociedade comodista.
De foram a concluir, através desta obra, são enaltecidos valores ambientais, sociais e pessoais que promovem, numa perspectiva educacional, a cidadania nas crianças e jovens.


Susana Faria

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