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05 janeiro, 2007

Estão todos convidados!!


Saldanha, Ana (2002). Ninguém dá prendas ao Pai Natal. Ilustrações de Joana Quental. Porto: Campo das Letras (2.ª Edição). ISBN 972-8146-85-X

Ana Saldanha nasceu no Porto, em 1959. Licenciou-se em Estudos Portugueses e Ingleses, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Tirou o mestrado em Literatura Inglesa, pela Universidade de Birmingham e o Doutoramento na Universidade de Warwick, no Reino Unido. Actualmente, é professora de Inglês no Ensino Superior Politécnico. Pelas suas obras, recebeu inúmeros prémios, entre eles a menção honrosa do Prémio Adolfo Simões Müller e o Prémio Cidade de Almada, ambos em 1994.
A ilustradora da obra, Joana Quental, é licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas-Artes do Porto, tendo obtido também um mestrado em Arte Multimédia. Em 1997, recebeu a Menção Honrosa no Concurso Nacional de Ilustração Infantil.
Uma vez que os leitores alvo desta obra são, preferencialmente, as crianças, a autora faz alusão a figuras muito familiares do universo infantil, do mundo imaginário e ficcional do qual faz parte o Pai Natal. Com efeito, as personagens que surgem são colhidas no mundo literário infantil, que tem como base os contos maravilhosos e tradicionais. Nesta obra, o Pai Natal, que se assume como a personagem central de todo o desenvolvimento da história (ocupando, deste modo, maior espaço textual) convive com as personagens de uma forma agradável.
O título desta obra suscita a curiosidade do leitor, pois esta é uma questão que raramente se debate. As crianças (à partida, o leitor alvo), salvo raras excepções, não pensam em oferecer prendas ao Pai Natal. No entanto, também é um título controverso pois, ao longo da história, o Pai Natal recebe não só presentes materiais, mas também a visita dos seus amigos. Ora, é neste sentido que, através de uma estratégia inovadora, a autora apresenta o Pai Natal como uma figura sensível e triste porque as pessoas só exigem e não retribuem os presentes por ele oferecidos no dia de Natal.
O facto de a linguagem ser informal, de carácter descritivo mas, sobretudo, divertido, pareceu-nos ser um ponto relevante. Na verdade, o narrador consegue envolver os leitores até à última linha, sendo capaz de penetrar no íntimo das personagens, revelando os seus pensamentos e as suas emoções.
Um livro que nos faz acreditar no Pai Natal...

Gabriela Silva e Olga Martins

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