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05 janeiro, 2007

Não me cortem as raízes…



Losa, Ilse (1996). Beatriz e o Plátano. Rio Tinto: Edições ASA.
ISBN: 972-41-0242-4
Ilse Lieblich Losa, escritora portuguesa de origem alemã e de ascendência judaica, nasceu a 20 de Março de 1913, em Bauer, uma cidade perto de Hanover. Frequentou o liceu em Osnabrük e Hildesheim e o Instituto Comercial em Hanover. Em 1930 tomou conta de crianças durante um ano, em Londres. De regresso à Alemanha e devido à sua condição de judia é perseguida pela Gestapo e é forçada a abandonar o seu país, refugiando-se em Portugal onde chega em 1934, radicando-se no Porto, casando com um arquitecto português e adquirindo, assim, a nacionalidade portuguesa.
Da sua vasta obra fazem parte romances, contos, crónicas, trabalhos pedagógicos e literatura infantil. Em 1984 recebe o Grande Prémio Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra para crianças e, em 1998 recebe o Grande Prémio de Crónica, da APE (Associação portuguesa de Escritores) com À Flor do Tempo.
Beatriz e o Plátano (com ilustração de Lisa Couwenbergh) é um livro que retrata a amizade verdadeira (para o bem e para o mal) entre Beatriz, uma menina corajosa e determinada, e uma árvore (um plátano) e as aventuras pelas quais Beatriz tem de passar para conseguir salvar essa árvore, que as autoridades decidem deitar abaixo para se conseguir um alargamento da praça, podendo, deste modo, obter-se um visionamento mais amplo do remodelado edifício dos Correios. Esta obra cativa o leitor, levando-o a querer descobrir o resto da história, página a página! Assim, ele está implicado na história, pois pretende-se, também, que este se sinta sensibilizado para a questão da protecção da natureza. No que diz respeito às ilustrações, estas acompanham o decorrer da acção, sendo esclarecedoras do que se passa na história.
Esta obra é, sem dúvida, um bom auxiliar para alertar/sensibilizar as crianças (e por que não adultos também…) para a necessidade da preservação da natureza, bem como para a importância e necessidade de uma grande amizade, capaz de enfrentar tudo e todos em defesa da sua amiga árvore, um verdadeiro monumento naquela praça! Uma árvore é um fiel amigo que devemos cultivar e, depois, ir regando com muito carinho e amizade! O exemplo da Beatriz devia ser seguido por todos nós, não vos parece?
Gabriela Silva e Olga Martins

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