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03 janeiro, 2007

“O menino herói”


Saramago, José (2001) A Maior Flor do Mundo. Ilustração de João Caetano. Lisboa: Caminho,
ISBN: 972-21-1437-9
Idade recomendada: A partir dos 6 anos

A Maior Flor do Mundo é uma magnífica história para crianças, é um legítimo de Saramago impresso sobre belíssimas ilustrações de João Caetano que iluminam e dão maior vida à leitura do livro, além de o ilustrador ter pintado, colado e desenhado o autor de uma forma inesquecível.
José Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga (Golegã), em 1922, é um escritor bastante conhecido que foi laureado com o Prémio Nobel da Literatura 1998 pela The Nobel Foundation. A publicação de uma história para crianças concretizou-se enfim, com o livro A maior Flor do Mundo. Transformando-se em personagem, o autor conta-nos que uma vez teve uma ideia para um livro infantil, inventar uma historia sobre o menino que fez nascer A Maior Flor do Mundo.
Com um envolvimento no livro, os leitores são chamados para uma divertida brincadeira, pois o autor narra o texto não como se fosse a verdadeira historia do menino e da flor, mas sim, apenas um esboço do que poderia ser feito se soubesse escrever para crianças, “escrever a melhor historia de todos os tempos…”
A primeira imagem do menino protagonista deste conto é retratada como uma criança normal no seio da natureza, a brincar calmamente, próprio da sua condição de criança. Este menino é um aventureiro, solitário e destemido que, com uma vontade enorme de explorar o mundo, encontra uma ligação com Marte. Quando lá chegou, ao “cimo da encosta”, depara-se com uma flor caída e murcha e é nesta flor que se centra toda a acção e o acto heróico deste menino. Quando ele viu a flor tão moribunda resolveu logo salvá-la e, para tal, atravessou de novo mundo todo, “vinte vezes cá e lá…”, “…cem mil viagens à lua…”, tudo para salvar a pobre flor, transformando-se com isto num menino feito herói, como afirma o próprio autor.
O autor descreve esta história de forma singela e simples, avisando quando se aproximam palavras mais difíceis e subjectividades menos comuns aos espíritos novos, transportando o leitor para um mundo de fantasia onde os actos heróicos são reais e a força de vontade transborda por cada sílaba descrita no conto.
Esta análise permite-nos aprender alguns dos traços e dos recursos técnico – expressivos que definem e especificam essa escrita com destinatário explícito.
A qualquer criança que lhe seja lida esta magnifica obra e com a qual ela se envolva, deparar-se-á com a diferença, algo único que lhe vai por à prova as suas poucas mas muito significantes competência literárias.

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