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05 janeiro, 2007

Quem ficará com a Égua Branca?


Andrade, Eugénio (2000). História da Égua Branca. Colec. «Palmo e Meio». Ilustrações Joana Quental. Porto: Campo das Letras (7.ª edição).
ISBN 972-610-352-5.
Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura (3.º ano).

Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas, nasceu a 19 de Janeiro de 1923, na Póvoa de Atalaia (Fundão). Escreveu os seus primeiros poemas em 1936, o primeiro dos quais intitulado de Narciso. Em 1947 torna-se funcionário público e, durante 35 anos, exerce as funções de inspector administrativo do Ministério da Saúde. Afirma-se como poeta em 1948 com a publicação de As Mãos e os Frutos. As suas obras são maioritariamente poéticas, tendo escrito apenas duas obras de literatura infantil (História da Égua Branca e Aquela Nuvem). Eugénio de Andrade foi galardoado com inúmeras distinções, entre as quais o Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários em 1986, o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores em 1989 e o Prémio Camões em 2001.
Faleceu a 13 de Junho de 2005, no Porto.

Joana Quental nasceu em 1969. Licenciou-se em Design de Comunicação na Faculdade de Belas-Artes do Porto em 1992 e em 2001 concluiu o Mestrado em Arte Multimédia.
A sua actividade profissional tem-se repartido pelo desenho animado, multimédia, produção de material escolar, genéricos de televisão e ilustração de livros didácticos e de literatura infantil. Em 1997 recebeu a Menção Honrosa no Concurso Nacional de Ilustração Infantil.
A História da Égua Branca é uma narrativa, cuja protagonista, a Égua Branca, funciona como uma espécie de herança que o Cristóvão deixará a um dos três filhos. No entanto, como todos os filhos desejam a Égua Branca e como esta não pode ser repartida pelos três, o velho Cristóvão decide pedir ajuda ao seu amigo boticário. Este aconselha Cristóvão a pôr à prova os seus filhos. E assim o fez, confiou a Égua Branca durante três semanas a cada filho. E a partir daqui surgem três episódios distintos, dois com um final de carácter mais humorístico e um com um final mais dramático.
Quer as ilustrações, que aqui se apresentam como um forte apoio para a compreensão do texto, quer a simplicidade da linguagem, permitem ao leitor captar, de forma mais eficaz, as mensagens que o texto potencia.
Carregada de elementos simbólicos, a cor branca (símbolo da pureza) e o número três, esta obra faz um verdadeiro apelo à dedicação e ao afecto.
Apesar de todos os filhos do Cristóvão demonstrarem amor pela Égua Branca, nenhum soube tratá-la da melhor forma. Todavia, apesar de todas as aventuras, menos felizes, vividas pela protagonista, esta teve um final feliz.
É caso para dizer “Ninguém estima o bem que tem até que o perde".

Ana Andrade e Susana Mota

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