
Isidro, Júlio (2004) É tudo primos e primas. Porto: Edições Asa.
Ilustrações e concepção gráfica de Inês do Carmo
ISBN – 972-41-4081-4
Segundo a editora, recomendado a crianças com mais de 6 anos.
Júlio Isidro é um locutor de rádio e entertainer português. Frequentou o curso superior de Engenharia Mecânica que não concluiu. Estudou realização e produção televisiva na Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA). Unanimemente reconhecido como um dos mais bem sucedidos profissionais da televisão portuguesa, Júlio Isidro estreou-se nos écrãs por volta de 1960. Muitos dos programas em que participou, como autor, apresentador, realizador ou produtor, marcaram a televisão portuguesa. Apresentou ainda eventos especiais, como a Gala dos 50 anos da ONU, o espectáculo do 30º Aniversário da RTP1, a inauguração da RTP África e RTP Internacional e a Gala FIFA (1997). A sua actividade estendeu-se também à imprensa escrita, à publicidade, à música e à literatura infantil. Júlio Isidro conta já com dois títulos publicados e assegura uma colaboração regular no jornal 24 Horas, onde publica semanalmente histórias infantis – fonte, aliás, onde foi beber este seu novo livro, intitulado É Tudo Primos e Primas, com chancela de Edições ASA.
Nesta obra o autor reúne algumas dessas histórias – as suas preferidas – e, através da selecção que nos oferece, permite-nos conhecer uma família muito especial, onde reina a solidariedade, a amizade e a brincadeira. Os primos e primas são a Mariana, a Francisca, o Lourenço, o Max e o Xavier, heróis de histórias comuns a todas as crianças e à maioria das famílias. Apesar das diferenças de idade e da personalidade de cada um, estes primos são, sobretudo, companheiros e amigos que, através das peripécias do dia-a-dia, vão crescendo e estreitando cada vez mais os laços que os unem. Assim, na companhia de um tio “fixe” – o Tio Julião –, os acontecimentos mais banais ganham outro significado e uma simples visita ao Oceanário ou à Serra da Estrela transformam-se em verdadeiras aventuras.
O tio Julião cumpre, em algumas alturas, o papel do avô orientador, marcado pela experiência dos anos já vividos, e que vai conduzindo as operações (“Os cinco primos nunca tinham ido à neve, mas o tio Julião decidiu fazer-lhes uma surpresa de um fim-de-semana diferente.”, pág. 51); noutras situações, ele é personagem activa dos acontecimentos. Em súmula, o espírito de entreajuda do grupo é, por várias vezes, valorizado e preconizado. A curiosidade está sempre presente no espírito dos primos e é ela que muitas vezes permite que se evolua na acção, no próprio imaginário: “– Eu gostava de saber o que é uma bióloga!? – perguntou a Mariana” (pág. 29). Sabemos que só perguntando se sabe, ninguém nasce ensinado e, neste livro, existe sempre quem questione, existe sempre quem possa responder.
O texto icónico serve, nesta obra, fundamentalmente uma função representativa. Entre objectos representados, encontram-se páginas inteiras com verdadeiros cenários relativos às histórias imaginadas pelo grupo de primos e tio. Por vezes, como é o exemplo das págs. 10 e 11, os elementos encontram-se de alguma forma desordenados, respeitando uma ideia de surgimento livre e inesperado de novos acontecimentos e ideias, tal como acontece na história. Noutras situações, o cenário é absolutamente representativo de uma determinada acção; é o exemplo do tio bisbilhoteiro (pág. 14).
De notar neste livro é que, nas várias histórias dialogadas, se parte de um princípio bastante real para depois se entrar num mundo ficcional; como que entrando dentro de tantos outros mundos mágicos. A literatura infantil, entre outras, parece ser farta neste movimento. A Alice, no País das Maravilhas, é uma criança que, vivendo num mundo real, vê-se posteriormente a cair num túnel/abismo que vai dar a um mundo maravilhoso de elementos personificados.
As várias histórias deste livro servem-se de palcos da vida real muito comuns na nossa actualidade. Ajuda assim a despertar o interesse do leitor, por ele próprio se poder sentir nesses cenários. Assim, as histórias vão-se iniciando, ora seja no Jardim Zoológico, ora seja na Serra da Estrela ou ainda no Oceanário de Lisboa.
Nesta obra o autor reúne algumas dessas histórias – as suas preferidas – e, através da selecção que nos oferece, permite-nos conhecer uma família muito especial, onde reina a solidariedade, a amizade e a brincadeira. Os primos e primas são a Mariana, a Francisca, o Lourenço, o Max e o Xavier, heróis de histórias comuns a todas as crianças e à maioria das famílias. Apesar das diferenças de idade e da personalidade de cada um, estes primos são, sobretudo, companheiros e amigos que, através das peripécias do dia-a-dia, vão crescendo e estreitando cada vez mais os laços que os unem. Assim, na companhia de um tio “fixe” – o Tio Julião –, os acontecimentos mais banais ganham outro significado e uma simples visita ao Oceanário ou à Serra da Estrela transformam-se em verdadeiras aventuras.
O tio Julião cumpre, em algumas alturas, o papel do avô orientador, marcado pela experiência dos anos já vividos, e que vai conduzindo as operações (“Os cinco primos nunca tinham ido à neve, mas o tio Julião decidiu fazer-lhes uma surpresa de um fim-de-semana diferente.”, pág. 51); noutras situações, ele é personagem activa dos acontecimentos. Em súmula, o espírito de entreajuda do grupo é, por várias vezes, valorizado e preconizado. A curiosidade está sempre presente no espírito dos primos e é ela que muitas vezes permite que se evolua na acção, no próprio imaginário: “– Eu gostava de saber o que é uma bióloga!? – perguntou a Mariana” (pág. 29). Sabemos que só perguntando se sabe, ninguém nasce ensinado e, neste livro, existe sempre quem questione, existe sempre quem possa responder.
O texto icónico serve, nesta obra, fundamentalmente uma função representativa. Entre objectos representados, encontram-se páginas inteiras com verdadeiros cenários relativos às histórias imaginadas pelo grupo de primos e tio. Por vezes, como é o exemplo das págs. 10 e 11, os elementos encontram-se de alguma forma desordenados, respeitando uma ideia de surgimento livre e inesperado de novos acontecimentos e ideias, tal como acontece na história. Noutras situações, o cenário é absolutamente representativo de uma determinada acção; é o exemplo do tio bisbilhoteiro (pág. 14).
De notar neste livro é que, nas várias histórias dialogadas, se parte de um princípio bastante real para depois se entrar num mundo ficcional; como que entrando dentro de tantos outros mundos mágicos. A literatura infantil, entre outras, parece ser farta neste movimento. A Alice, no País das Maravilhas, é uma criança que, vivendo num mundo real, vê-se posteriormente a cair num túnel/abismo que vai dar a um mundo maravilhoso de elementos personificados.
As várias histórias deste livro servem-se de palcos da vida real muito comuns na nossa actualidade. Ajuda assim a despertar o interesse do leitor, por ele próprio se poder sentir nesses cenários. Assim, as histórias vão-se iniciando, ora seja no Jardim Zoológico, ora seja na Serra da Estrela ou ainda no Oceanário de Lisboa.
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