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28 março, 2007

Formar Leitores: Das Teorias às Práticas


Decorre no próximo dia 23 de Abril - Dia Mundial do Livro - o lançamento e apresentação da obra Formar leitores: Das Teorias às Práticas, no Fórum FNAC Chiado, em Lisboa, pelas 19h.

Os diversos capítulos que compõem esta obra falam-nos dos lugares considerados importantes para a formação de leitores e dos gestos para que o prazer pela fruição efectiva dos chamados bosques da ficção possa ser afectivamente vivenciado por todos.

Com base num referencial teórico explícito e devidamente fundamentado na investigação, são analisadas e propostas práticas consideradas significativas para a constituição de um projecto pessoal de leitura em contextos diversificados: desde o jardim-de-infância à sala de aula, passando pela biblioteca, mas também por outros lugares considerados relevantes para a formação, constituição e consolidação de comunidades leitoras.

Nesta perspectiva, esta obra vem responder às preocupações e aos desafios que o Plano Nacional de Leitura coloca às instituições responsáveis pela formação de profissionais: formar leitores voluntários, leitores competentes, leitores reflexivos e críticos, que não apenas lêem em quantidade, mas, principalmente, em qualidade e que, assumindo-se como tal, activamente se encontram comprometidos com o desenvolvimento do grau de literacia de todos os cidadãos.
A entrada é livre e são todos bem-vindos!
Índice

Prefácio
Teresa Calçada, Vice Comissária do Plano Nacional de Leitura

Nota de Abertura
Fernando Azevedo, Universidade do Minho

Formas de Ler. Ontem e Hoje
Maria da Graça Sardinha, Universidade da Beira Interior

A Compreensão na Leitura: Investigação, Avaliação e Boas Práticas
Luísa Araújo, Instituto Superior de Educação e Ciências

Literacia Emergente: de uma Infância com Livros a Adultos que Lêem
Paulo Fernandes, Universidade do Minho

A importância do Ensino Básico na criação de Hábitos de Leitura: O Papel da Escola
Virgínia Coutinho e Fernando Azevedo, Universidade do Minho

O Texto Literário na Escola: uma outra abordagem – Círculos de Leitura
Otília da Costa e Sousa, Escola Superior de Educação de Lisboa

Formar Leitores Críticos, Competentes, Reflexivos: o Programa de Leitura Fundamentado na Literatura
Verónica Pontes e Lúcia Barros, Universidade do Minho

Leitores de hoje: uma visita guiada pela Literatura Infantil
Carminda Lomba e Rita Simões, Universidade do Minho

O Imaginário na Literatura Infanto-Juvenil: O Lúdico e o Pedagógico em Contexto de Sala de Aula (Tomadas de Consciência)
Gisela Silva, Universidade do Minho

Da Leitura à Escrita na Sala de Aula – um percurso palmilhado com a Literatura Infantil
Ângela Balça, Universidade de Évora

Construir e Consolidar Comunidades Leitoras em Contextos Não Escolares
Fernando Azevedo, Universidade do Minho

A Promoção da Leitura nas Bibliotecas Municipais de A Corunha
Cristina Ameijeiras Sáinz, Fundação Gérman Sánchez Ruiperez

A Promoção da Leitura em Público e da Discussão Pública. O promissor caso da Biblioteca Pública de Évora
Cláudia Sousa Pereira, Universidade de Évora

23 março, 2007

"A Maior Flor do Mundo"



Segundo o narrador, que parece ser omnisciente, o enredo da história foca-se na aventura do “menino herói”, que sai da aldeia, chega a Marte, atravessa o mundo muitas vezes e acaba por encontrar uma flor. Percorre o mundo em busca de um rio para saciar a “sede” da flor, “foi vinte vezes cá e lá” e fez “cem mil viagens à lua” até que salva a sequiosa flor e transforma-se em herói, fizera algo ‘‘muito maior que o seu tamanho e do que todos os tamanhos’’.

Esta obra, assinada por José Saramago, é a sua primeira publicação de uma história para crianças, que se concretiza numa breve mas interessante narrativa. Enquadra-se no género infanto-juvenil e pode até ser considerado um álbum ilustrado. Porém, esta aparente simples história, acarreta algumas técnicas narrativas complexas, como é o caso da articulação entre dois níveis narrativos distintos, através da técnica do encaixe. De notar que estes níveis narrativos distintos ultrapassam o domínio estritamente linguístico e literário e acabam por se estender ate à ilustração do próprio texto.

São estes os dois níveis diegéticos, o do narrador, que engloba as suas reflexões, os seus comentários, as suas “notas de rodapé”, os seus sucessivos pedidos de desculpa pela sua inexperiência em contos infantis e os seus apelos e investidas à criatividade do leitor; e o da narrativa que intitula o livro e que vai narrando a história de um menino e as suas aventuras para salvar uma flor.

No que diz respeito à ilustração da história, por João Caetano, é importante referir que as imagens que acompanham a história ajudam a fixar elementos dos dois níveis narrativos, referidos anteriormente, as ilustrações aproximam o narrador ao autor e identificam-nos do ponto de vista físico. Ao longo da obra são várias as ilustrações que nos remetem para o próprio Saramago, e acabam, por isso mesmo, numa leitura/interpretação possível para este texto. Essas ilustrações apesar de simples, apresentam grande significado para a compreensão da obra, completam a aparente simplicidade da diegese, através do recurso a uma técnica plástica mista, que abarca a pintura e a colagem. O próprio João Caetano reconhece que o seu objectivo é completar o texto e não parafraseá-lo ao afirmar que “espero não fazer com que as imagens digam aquilo que o texto já diz. Procuro dar algo mais” (Pimenta, 2002: 66).

Por sua vez, o título, torna-se num elemento de grande importância, que remete os leitores para a criação de um horizonte de expectativas infindável e maravilhoso, o titulo “A maior flor do mundo” coloca o texto sob uma certa informalidade e simplicidade, na medida em que apesar de sugerir a grandeza de um certo ser, apresenta-se grafado em letras minúsculas e refere-se a uma entidade bastante comum e conhecida.

Está presente na obra, uma Preocupação pedagógico-didáctica com as dificuldades que os leitores mais pequenos possam vir a sentir face ao vocabulário usado no seu conto, acabando por alertar: “agora vão começar a aparecer algumas palavras difíceis, mas, quem não souber, deve ir ver ao dicionário ou perguntar ao professor”. Esta obra valoriza também, a mediação das obras literárias por adultos, para uma melhor compreensão por parte do leitor infantil, que quando tem duvidas deve solicitar a ajuda dos professores ou de outro adulto.

São várias as notas, quase paratextuais, que concorrem para o facto da história surgir frequentemente entrecortada ou permeada por segmentos textuais próximos das notas ou de reflexões acerca daquilo que é ou não é paradigmático no mundo dos livros infantis e dos leitores mais novos. Veja-se assim, implícita a definição do conceito de Literatura Infantil, que sem deixar de ser literatura exige capacidades específicas ao seu criador. A aparição de reflexões sobre a construção de textos literários para crianças, permitem produzir efeitos benéficos no leitor, como o desenvolvimento do espírito critico, da atenção e aquisição de técnicas para uma melhor construção e interpretação de um texto icónico, e tornar assim mais agradável a leitura aos leitores infantis.

O texto ao apresentar-nos a história de um menino herói, destemido e altruísta, com vontade de ajudar e sem medo de arriscar, demonstra-nos também alguns valores humanos, que muitas vezes só encontramos nos livros, mas que devíamos encontrar todos os dias em cada pessoa por quem passamos.

Referências bibliográficas
Saramago, José (2001) A maior flor do mundo, Lisboa: Caminho
ISBN:
972-21.1437-9.

19 março, 2007

Recensão crítica


“Os três presentes” de Álvaro Magalhães


A obra “Os três presentes” de Álvaro Magalhães é uma comovente narrativa, na medida em que nos é contada uma verdadeira história de amizade entre três crianças e um senhor já de idade, o senhor Martins.
Os três presentes, pela sua capa com cores bastante claras, subtis e com a imagem, transmitindo a alegria e o sonho da juventude, convida desde logo à sua leitura. Por seu lado, o título desta obra é algo que poderá atrair e abrir um mundo desconhecido, pois este parece que não coincide com a imagem que ilustra a capa, despertando assim a curiosidade do leitor. Este poderá levantar determinadas questões, como por exemplo: “Quais serão estes presentes?”, “ Qual o motivo para o número de presentes ser três?”, “ Para quem serão os presentes?”. Estas e muitas outras perguntas poderão ser levantadas pela leitura do título da obra, o que, seguramente, levará o leitor à descoberta das respostas que mesmo suscitou. O leitor irá, então, preencher os espaços em branco que o título do livro lhe “propôs”, sendo que a partir daqui entrará em contacto com o texto, havendo uma interacção com o mesmo, criando um mundo imaginário no qual quer participar.
Mesmo a imagem que a capa do livro contém poderá atrair o interesse do leitor, na medida em que esta transmite uma sensação de ternura e felicidade.
“Os três presentes” é um conto camuflado de Natal, onde é narrado a história de amizade entre três amigos, que no dia de Natal resolvem dar um presente muito especial (amor, alegria e silêncio colocados dentro de três frascos de vidro) a um pobre senhor que já tinha desistido de viver. Deste modo, poder-se-á estabelecer uma relação de natureza intertextual com a história dos três Reis Magos que no dia de Natal ofereceram ao menino Jesus três presentes: ouro, incenso e mirra. Tal como os três Reis Magos que viajaram durante dias, seguindo a estrela guia, oferecendo presentes ao menino Jesus: ouro, incenso e mirra, estas três crianças ofereceram, igualmente, três presentes ao seu amigo que estava a deixar-se levar pela solidão e pela doença. Nesta obra verifica-se um diálogo, um intercâmbio discursivo com a história dos Três Reis Magos, pois tal como estes, os três amigos levaram ao senhor Martins três valiosos presentes que lhe permitiu o renascimento para a vida, no dia “mais diferente de todos os dias diferentes. Era o dia de Natal.” (Magalhães, 2003:34).
Esta obra deixa transparecer nas suas entrelinhas vários valores que são experimentados e vividos pelas personagens da história, o João, a Teresa, o Pedro, o senhor Martins e o senhor Afonso. A amizade é o valor que mais sobressai quando se entra no mundo destas cinco personagens. A verdadeira amizade entre três amigos que ao verem o senhor Martins desiludido com a vida, desistindo de lutar, decidem fazer alguma coisa para não deixar que o seu velho amigo abdique de viver e de apreciar a verdadeira beleza da vida.
A magia e o sonho também fazem parte desta história, pois à medida que lemos o livro vamos entrando no mundo de sonho e fantasia de três crianças que pretendiam colocar dentro de três garrafas, amor, silêncio e alegria para oferecer ao seu amigo. Estas três crianças colocaram dentro de três garrafas estes três presentes, mas como é que isto pode ser possível? De facto, para o leitor compreender o texto no seu verdadeiro sentido, terá que interagir com ele, entrar no jogo e criar um pacto ficcional, fazendo, assim, gerar os efeitos perlocutivos. Somente criando e aceitando este mundo imaginário no qual tem que participar, o leitor irá compreender como é possível colocar dentro de três simples garrafas algo que não é palpável, ou seja, amor, alegria e silêncio.
Ao longo da obra o leitor terá que entrar no jogo e no desafio interpretativo, promovendo, assim, os efeitos perlocutivos, aumentando o grau de perceptibilidade dos objectos e proporcionando uma visão cuidada dos objectos em si. O leitor encontra-se, frequentemente, perante marcas de estranhamento quando se depara com expressões que “exigem” que interprete e interaja com o texto, como por exemplo: “Nessa noite adormeceram com os olhos abertos e tiveram sonhos de todas as cores”. (idem, ibidem, p:10).
Toda a obra está repleta de múltiplas significações, de significados plurais que são construídos no âmbito de uma cooperação interpretativa que envolve o próprio leitor e o texto em si.
“Os três presentes” é bastante rico em ambiguidade, plurissignificação ou conotação, sendo que muitas das suas palavras apresentam vários sentidos figurados.
Durante a leitura desta obra verifica-se a existência de vários convites para o preenchimento dos “espaços em branco”, dos “elementos não-ditos”. Este texto é bastante rico em “espaços em branco”, solicitando assim uma cooperação activa e empenhada por parte dos seus leitores. Esta obra dá ao leitor um espaço de liberdade para o preenchimento destes “espaços em branco”, dos “elementos não-ditos”. Ao longo da leitura desta comovente história de amizade o leitor é convidado, frequentemente, pelo texto para uma interpretação livre e pessoal dos seus vários elementos. Os três amigos decidiram colocar amor, silêncio e alegria dentro de três frascos de vidro, sendo a imagem que representa estas três garrafas a verdadeira alma do livro. Os presentes que os amigos decidiram oferecer ao amigo doente foram presentes completamente diferentes de todos que o leitor está habituado a ver, principalmente o leitor/criança, provocando este facto admiração e estranheza. O leitor terá que pactuar e aceitar este mundo maravilhoso criado pelo texto, não poderá contestar e duvidar que o amor, o silêncio e a alegria couberam dentro de três simples garrafas, desenvolvendo assim os efeitos perlocutivos.


Grupo do 3. º ano de Ensino Básico - 1.º Ciclo:

Lia Ferreira

Marta Abreu

Patrícia Silva




16 março, 2007

Bem vindos ao nosso blog!

Estão convidados a participar activamente na partilha de leituras e experiências no âmbito da literatura infanto-juvenil!
Esperamos contribuições vivas e pertinentes!

10 março, 2007

Porquê o Jornal? (escolar)
Porque é que mesmo hoje, com a concorrência da rádio, da televisão e das TICs, tantos homens e mulheres continuam presos à leitura do seu jornal? Porquê na grande maioria das escolas proliferam jornais escolares, boletins culturais, flyers etc?
Como diz Thibaut(1976) "Sans doutes est-ce parce que le journal répond à de nombraux besoin, certains avoués, d'autres cachés ou inconsciens..."
Embora esta frase seja de 1976, parece-nos ainda ter toda a actualidade, nas escolas portuguesas, uma vez que embora o ratio aluno por computador tenha aumentado substancialmente, em Portugal ele continua muito abaixo da média da União Europeia e continua, sobretudo, abaixo do que seria necessário para se poder fazer um trabalho realmente eficaz ao nível, por exemplo, da aprendizagem de uma língua (materna ou estrangeira) ou mesmo da matemática.
Assim, apesar de já haver inúmeros professores que desenvolvem e promovem junto dos seus alunos jornais e revistas on-line, blogs e trabalhem com plataformas de aprendizagem a palavra impressa ainda tem aquele sentimento de relience que é " Le sentiment quónt tous les hommes, quels que soient leur race, leur catégorie social et leur niveau de vie, d'appartenir malgré tout à une communauté dont ils partageront le destin inéluctable."
Será que alguma vez iremos obter este sentimento da palavra virtual? Certamente que as novas gerações o vão poder experienciar e tirar do meio virtual "des jois et des souffrances de notre conditions humaines, permet sans doute à chacun de mieux supporter ses propes problèmes; et peut-être de les oublier..."
THIBAUT, Daniel (1976): Explorer le Jounal; P aris,Hatier



27 fevereiro, 2007

O Ensino da língua e da literatura
Neste momento, em algumas escolas, está a desenrolar-se um debate sobre a autonomia pedagógica, administrativa e financeira que poderá conferir maior autonomia e maior reforço das competências que até hoje lhes estavam atribuidas.
Um ponto desse debate é a ligação que necessáriamente se estabelecerá com as Universidades e Escolas Superiores de Educação, na formação contínua dos professores, já com largos anos de experiência de ensino.
Redireccionar esses professores para campos pedagógico didácticos algo estranhos das suas práticas habituais, não será tarefa fácil, porque o novo perfil de professor exigido, para podermos contribuir para que os alunos alcancem as competências necessárias para a vivência no século XXI, é necessáriamente diferente.
Assim, ocorre-me o que disse António Mendoza Fillola sobre o perfil do professor."...poderríamos estabelecer, siguiendo la distribuión del enfoque curricular oficial, capacidades u objectivos basados en conceptos, procedimientos y atitudes ...
A) Capacidades y saberes:
Poseer una amplia competencia linguística y literaria.
Connocer las caracteristicas sistemático-funcionales.
Reconocer situaciones comunicativas (...)
B) Procedimientos:
Usar adequadamente los recursos linguisticos, a manera de modelo.
Estabelecer una comunicación clara, motivadora y eficaz.
Facilitar la interpretación y comprensión de los alumnos a partir de los modelos y/o textos utilizados (...)
Utilizar técnicas de animación (...)
C) Atitudes y rol(es) del professor:
Presentarse como modelo, consultor, informador, participador (...)
Interesarse por la materia que imparte (...)
Seguir las inovaciones teórico-didácticas que puedan incidir en la mayor eficacia de su actuación docente (...)".in Mendoza Fillola, António (1996): "Didáctica de la Lengua para la Ensenanza Primaria e Secundaria", Ediciones Akal
Relativamente a esta última característica, necessária ao professor de língua e literatura, que realcei e destaquei do texto de Mendoza Fillola, parece-nos que será a mais difícil de ser conseguida, por qualquer sistema de formação, uma vez que ela tem muito a ver com as qualidades intrínsecas à pessoa professor, à sua personalidade e à sua postura perante a vida.

20 fevereiro, 2007

Encontros de Português - Universidade da Beira Interior


Inicia-se no dia 22 de Fevereiro, no Pólo I da Universidade da Beira Interior, o ciclo de conferências intitulado Encontros de Português - Reflectir para Agir - , destinado a alunos e professores de Português de todos os ciclos de ensino. Estes encontros têm como objectivo principal a reflexão/acção na prática docente.

19 fevereiro, 2007

Já estamos instalados no campus!



Iniciámos, desde hoje, 2ª feira, dia 19 de Fevereiro, funções no novo edifício, situado no campus de Gualtar.

Morada: Instituto de Estudos da Criança
Universidade do Minho
Campus de Gualtar
4710-057 Braga
Um quarto de sonho para sonhar com fadas!
Deliciem os vossos ávidos pequenos leitores com um quarto de sonho! Uma pequena estante ou mesmo um armário já usado e pintado de novo poderão servir para transformar um quarto absolutamente normal num espaço que promova a leitura, a criatividade e a literacia...
Começar pela estante poderá ser o ponto de partida. Os livros que se escolhem e a forma como são mostrados podem fazer toda a diferença. Estabeleçam esta área como o lugar fundamental do quarto da criança e a partir daí deixem a vossa criatividade expandir-se.
Bons sonhos!

Virgínia Coutinho


12 fevereiro, 2007

Maestría LITERATURA PARA NIÑOS - Argentina

UNR
Facultad de Humanidades y Artes
Escuela de Posgrado

Maestría
LITERATURA PARA NIÑOS
Director: Ovide Menin
Secretaria Técnica: María Luisa Miretti
Comité Académico:
Beatriz Actis, Fernando Avendaño, María Luisa Cresta de Leguizamón, Alma Maritano, Félix Temporetti
(Aprobado por Res. Nº 316/02 C.S. de la UNR)

Objetivo: generar un espacio de estudio y de investigación para el adecuado tratamiento de la literatura para niños, en un marco de reflexión crítica y de permanente revisión superadora que permita la formación postgradual de los graduados universitarios en Letras y afines.
Plan de estudio: estudios postgraduales de cuatro cuatrimestres de duración que culminan con una tesis. Tienen carácter interdiscplinario (literatura, psicología y didáctica) que suman 60 créditos equivalentes a 600 horas de actividad académica entre presenciales y autogestionarias.
El Plan, que será sometida al veredicto de la CONEAU, es el siguiente:
1º año:
I) Teoría
1. Historia crítica de la Literatura para niños I (General)
2. Teoría Literaria
3. Crítica Literaria
4. Taller (I) Pragmática literaria. Semiótica y análisis del discurso.
II) Aprendizaje
1. Historia crítica de la Literatura para niños II (Argentina)
2. Psicología del niño
3. Psicoanálisis
4. Taller (II) Teorías del Aprendizaje y prácticas docentes con niños

2º Año:
III) Sistemática
1. Sociolingüística
2. Psicolingüística
3. Sistemas literarios alternativos
4. Taller (III) Relaciones de la Literatura para niños con la Didáctica
IV) Investigaciones
1. Metodología de la investigación literaria
2. Taller (IV) Elaboración del Proyecto de Tesis (incluye Tutoría)
3. Tesis
Total de créditos: 60 (equivalentes a 600 horas)

Organización: Los seminarios abordarán temáticas y problemas medulares para el tratamiento y estudio de la literatura para niños, desde una perspectiva actualizada y crítica, con sólido manejo teórico, sobre los modelos conceptuales del campo específico de la literatura para niños. Los talleres brindarán herramientas técnicas así como su fundamentación teórico-metodológica desde un espacio de producción e implicación a propósito de temáticas o problemas específicos. La tesis debe constituir un aporte original a un problema específico relativo al objeto de estudio. Cumplidas las exigencias académicas, asistencia y aprobación de los seminarios y talleres detallados en el programa, elaboración, defensa y aprobación de la tesis- se obtendrá el grado de Magister en Literatura para Niños.
Destinatarios: graduados universitarios en Letras y afines; profesionales con título terciario interesados en la temática.
Informes e inscripción: La inscripción deberá completarse en la Escuela de Postgrado, Facultad de Humanidades y Artes, UNR, Entre Ríos 758 (2000) Rosario (Te. 0341 - 4802670 de lunes a viernes de 9 a 13, según los siguientes requisitos de ingreso: fotocopia autenticada del título de grado; curriculum vitae; pre-plan de tesis en donde consten el tema de interés y el ‘estado del arte’ de dicho tema; nota del director de tesis en la que éste acepta la dirección, acompañada por su C.V.
Costos: inscripción a la Maestría 100$
Seminario libre: $ 100
Seminarios y/o Talleres Maestría: $ 80

CRONOGRAMA 2007

1º cuatrimestre '07:
5. Historia crítica de la Literatura para niños II (Argentina).
MIRETTI
marzo (8, 9 y 10/03/07)

6. Psicología del niño
MENIN
abril (a confirmar)

7. Psicoanálisis
BLOJ
mayo (17,18 y 19/05/07)


8. Taller (II): Teorías del aprendizaje y prácticas docentes con niños.
TEMPORETTI
junio (a confirmar)

horarios: jueves 15 a 19; viernes y sábado de 9 a 13 y de 14 a 18

2º cuatrimestre '07:

9. Sociolingüística
RAITER
agosto (9, 10 y 11/08/07)

10. Taller (III): Relaciones de la Literatura para niños con la Didáctica
ACTIS
octubre (a confirmar)


11. Psicolingüística
AVENDAÑO
noviembre (a confirmar)

Rosario, febrero ‘07

MÁSTER EN LIBROS Y LITERATURA PARA NIÑOS Y JÓVENES

La segunda edición del Máster en Libros y literatura para niños y jóvenes (2007-2009) se iniciará en el mes de septiembre del 2007.

La inscripción estará abiertadesde el 15 de enero al 15 de marzo del 2007. La admisión se
notificará antes del 30 de abril. El período de matrícula se extenderá desde el 2 de mayo hasta el 30 de junio del 2007.


Organizado conjuntamente con el Banco del Libro de Venezuela y la Fundación Germán Sánchez Ruipérez, el MÁSTER EN LIBROS Y LITERATURA PARA NIÑOS Y JÓVENES aspira a convertirse en un referente de calidad formativa para los profesionales involucrados en la construcción de sociedades lectoras: profesores, bibliotecarios, promotores de lectura, etc. Su desarrollo, a través de cursos a distancia y una semana presencial, se proyecta a ambos lados del Atlántico en tres ejes: aunar esfuerzos, consensuar referentes y criterios de actuación, y potenciar la investigación.

Su organización conjunta entre la Universidad Autónoma de Barcelona, el Banco del Libro de Venezuela y la Fundación Germán Sánchez Ruipérez (España) nace de la voluntad de crear un referente de calidad formativa que se proyecte a ambos lados del Atlántico y extienda su oferta a los diferentes países iberoamericanos a través de la colaboración con las instituciones públicas y privadas de trayectoria en este campo. Aunar esfuerzos, consensuar referentes y criterios de actuación y potenciar la investigación constituyen los ejes de su propuesta. Por ello la capacitación a distancia con un encuentro presencial, ha parecido la opción más operativa para poder incorporar progresivamente la participación de los profesionales más reconocidos del sector y facilitar un horizonte común de formación de los profesionales de los distintos países.

MÁSTER EN LIBROS Y LITERATURA PARA NIÑOS Y JÓVENES
Segunda edición (2007/09)
Pendiente de aprobación oficial en la UAB)
120 CRÉDITOS ECTS


60 créditos dan lugar a un título de Diplomatura de Postgrado de la Universitat Autònoma de Barcelona. 120 créditos dan lugar a un título de Máster de la Universitat Autònoma de Barcelona.

El módulo 3 puede cursarse de modo independiente y da lugar a un Certificado de Postgrado:
http://www.bancodellibro.org.ve/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=430>Curso
de especialización en Libros y literatura para niños y jóvenes de la Universitat Autònoma de Barcelona.


Los ECTS son la nueva medida docente de los países de la Unión Europea y facilitan la convalidación de los estudios entre países. Todos los Máster oficiales van a igualarse a 120 créditos ECTS.


DIRECCIÓN
Teresa Colomer (UAB).

EQUIPO DE COORDINACIÓN
Teresa Colomer, Cecilia Silva-Díaz, Brenda Bellorín.

COORDINACIÓN TÉCNICA
Mireia Manresa (UAB), Carolina Holmes (Banco del Libro).

ASISTENCIA TÉCNICA
César Segovia (Banco del Libro).

ORGANIZACIÓN DEL CURSO
El curso consta de una parte central, dedicada al conocimiento de los libros infantiles y juveniles, y una parte diversificada según cuatro distintas perspectivas profesionales: el uso de los libros en el ámbito escolar, la promoción de la lectura, el estudio con orientación crítica y la edición. Su realización incluye una semana de cursos presenciales en la Universidad Autónoma de Barcelona o en el Banco del Libro de Venezuela y el resto a distancia. Consta de un bloque de cursos básicos, un bloque de cursos específicos de itinerario con posibilidad de realizar prácticas profesionales y un ciclo de conferencias. Cuenta también con una WEB con distintas ofertas formativas.

Para preinscripciones y mayor información
http://www.pangea.org/gretel-uab>http://www.pangea.org/gretel-uab
(apartado: "Más información")

o establecer contacto a través del email: master.lij@uab.cat

IV Máster de Promoción de la Lectura y Literatura Infantil. 2007-09

CEPLI (Centro de Estudios de Promoción de la Lectura y Literatura Infantil)
Facultad de Educación y Humanidades de Cuenca
Universidad de Castilla La Mancha

Primer año 2007-2008
Módulos teóricos y complementos formativos presenciales: 80 créditos Ects

Segundo año 2008-2009
Trabajo de investigación tutorizado: 50 créditos Ects

Total 130 créditos Ects

Objetivos
1 – La formación de especialistas y mediadores que trabajan en promoción y animación lectoras, mediante el estudio de: el proceso lector, las habilidades que facilitan la lectura, técnicas, programas y estrategias de animación a la lectura y conocimientos para orientar la selección de lecturas por edades.
2 – La promoción del conocimiento de la Literatura Infantil y Juvenil como un espacio para la creatividad, la tolerancia y el entendimiento.

Primer año 2007-2008.
Módulo 1: Literatura Infantil y Juvenil: 15 cr.
Módulo 2: Lenguaje literario y creatividad: 10 cr.
Módulo 3: Narración infantil y discurso: 10 cr.
Módulo 4. Evolución psicológica y maduración lectora: 15 cr.
Módulo 5: Lectura y sociedad. Bibliotecas públicas: 10 cr.
Módulo 6: Promoción, mediación y animación lectoras. (Presencial): 20 cr.

Los cinco primeros módulos se cursarán a distancia, a través de internet, con el apoyo de los materiales y la bibliografía que se proporcionará a los alumnos, y con el complemento de un ciclo de videoconferencias, que podrán seguirse en directo, a través de la web de la UCLM (www.uclm.es). El Cepli las proporcionará, grabadas en CD, a todos los alumnos matriculados. Estos módulos se cursarán entre noviembre de 2007 y mayo de 2008. Se establecerá un sistema de tutorías personalizadas vía correo electrónico, por medio de la plataforma WebCT. Campus Virtual.

Complementos formativos presenciales (Módulo 6):
Se celebrarán, de manera intensiva, en la Facultad de Ciencias de la Educación y Humanidades de Cuenca, en las dos últimas semanas del mes de julio de 2008. El programa ofrecerá talleres especializados, exposición de experiencias, clases teóricas y prácticas y encuentros con autores, ilustradores y editores. La superación de estos complementos y de los módulos teóricos será certificada, con sus correspondientes créditos, por la UCLM, y permitirá a los alumnos acceder al segundo año.

Segundo año 2008-2009. Trabajo de investigación
Quienes deseen obtener el título propio de la UCLM de Máster en Promoción de la Lectura y Literatura Infantil cursarán un segundo año en el que realizarán un trabajo de investigación. Se realizará a distancia, a través de internet, con tutorías personalizadas por el procedimiento ya reseñado para el primer año.


Criterios de evaluación
Para optar al título del Máster será necesario:
1 – La superación de las pruebas y trabajos de los módulos teóricos.
2 – La realización presencial completa de los complementos formativos presenciales.
3 – La realización y superación del trabajo de investigación del segundo año.


PROFESORADO
Dª Elsa Aguiar, Editora.
Dr. José I. Albentosa, CEU de Filología Inglesa. (UCLM).
Dr. Francisco Alía, Prof. Titular de Historia Contemporánea. (UCLM).
D. Fernando Alonso. Escritor.
Dra. Paloma Alfaro, Directora de la Biblioteca del Campus de Cuenca (UCLM).
Dª Isabel Cano (maestra, editora y animadora).
Dra. Cristina Cañamares. Prof. Ayudante de Literatura Infantil. (UCLM).
Dr. Pedro C. Cerrillo, Catedrático de Didáctica de la lengua y la literatura (UCLM).
D. José Luis Cortés (Director de Publicaciones del Grupo SM).
Dª Ana García Castellano (animadora, cuentacuentos y actriz).
Dr. Jaime García Padrino, Catedrático de Didáctica de la lengua y la literatura (Universidad Complutense de Madrid).
Dª Dolores González López-Casero, Directora de la Fundación Germán Sánchez Ruipérez. Salamanca.
Dra. Elisa Larrañaga, TEU de Psicología Evolutiva (UCLM).
Dr. Amando López Valero, Catedrático de Didáctica de la lengua y la literatura, Universidad de Murcia.
Dr. Ramón Llorens, TEU de Didáctica de la lengua y la literatura, Universidad de Alicante.
Dra. Gemma Lluch, CEU de Filología Catalana. (Universidad de Valencia).
Dª Begoña Marlasca, Directora de la Biblioteca Pública de Cuenca.
Dr. Eloy Martos. CEU de Didáctica de la Lengua y la Literatura. (Universidad de Extremadura).
Dr. Antonio Mendoza, Catedrático de Didáctica de la lengua y la literatura, Universidad de Barcelona.
Dra. Pascuala Morote, CEU de Didáctica de la Lengua y la Literatura, Universidad de Valencia.
Dr. A. Jesús Moya, CEU de Filología Inglesa (UCLM).
Dr. Ángel L. Mota, Catedrático de Enseñanzas Medias y profesor Asociado de Literatura Española (UCLM).
D. José Mª Navarro. Maestro, experto en lectura comprensiva.
D. Raúl Navarro. Prof. Ayudante de Psicología Social. (UCLM).
Dª Sandra Sánchez, Bibliotecaria (UCLM).
D. César Sánchez Ortiz. Investigador del Cepli. (UCLM).
D. Antonio Santos. Escritor e ilustrador.
Dra. Victoria Sotomayor CEU de "Literatura Infantil". Universidad Autónoma de Madrid.
Dr. Ángel Suárez. Prof. Titular de “Didáctica de la Lengua”. (Universidad de Extremadura).
Dra. Mª del Carmen Utanda, TEU de Lengua Española (UCLM).
Dr. Santiago Yubero, CEU de Psicología Social (UCLM).

Requisitos:
Estar en posesión de un título universitario de Licenciado o Diplomado
Plazas: El número de plazas ofertadas es de 50. El número mínimo de matriculados para que el Máster se celebre de 25.
Criterios de selección: Por riguroso orden de llegada de las inscripciones.

Precios de matrícula:
Primer año: 975 euros
Segundo año: 800 euros

Preinscripción y matrícula
Se realizarán en el Cepli, en la Facultad de Ciencias de la Educación y Humanidades de Cuenca. Avenida de los Alfares, 44 - 16071 – Cuenca. (España).

Preinscripción Del 15-05-2007 Al 30-07-2007
Matrícula Del 05-09-2007 Al 05-10-2007

Más información
Teléfono: 969-17-91-00 Extensión: 4329
andres.villanueva@uclm.es
www.uclm.es/cepli

Directores:
Dr. Pedro C. Cerrillo
Catedrático de Didáctica de la lengua y la literatura (UCLM).
Dr. Santiago Yubero
Catedrático E.U. de Psicología Social (UCLM).

Subdirectores
Dra. Mª Carmen Utanda
TEU de Lengua Española (UCLM)
Dra. Elisa Larrañaga
TEU de Psicología Evolutiva (UCLM)

Con la colaboración de:
Fundación Santa María
Caja Castilla La Mancha

Animación y mediación lectoras: recursos y estrategias - CEPLI

Centro de Estudios de Promoción de la Lectura y Literatura Infantil
Universidad de Castilla La Mancha

2-4 Julio 2007

DIRECTORES
Dr. Pedro C. Cerrillo Torremocha
Catedrático de la UCLM
Dra. Carmen Utanda Higueras
TEU de la UCLM

DIRIGIDO A: Profesores de Infantil, Primaria y Secundaria. Bibliotecarios. Filólogos. Estudiantes de Magisterio y Filologías.

OBJETIVOS:
1. Presentar y debatir el marco teórico de la animación y mediación lectoras.
2. Ofrecer diversos recursos y estrategias para promover la lectura en los ámbitos escolar y bibliotecario.

PROGRAMA
Día 2 de julio
10,45 h. “Leer, la aventura secreta - D. José Mª Merino (Escritor)
12,15 h. Mesa redonda:
“Lecturas y lectores en Secundaria”
Dr. Ángel L. Mota Chamón (Catedrático de Bachillerato y Prof. de la UCLM)
D. Juan Mata (Prof. Titular de E.U. de la Universidad de Granada)
Dª Begoña Marlasca (Directora de la Biblioteca Pública de Cuenca)
Moderadora: Mª Carmen Utanda

17,00 h. (*)
Taller 1: “De la televisión y el cine a la literatura”
Dra. Gemma Lluch Crespo
Prof. Titular de la Universidad de Valencia

Taller 2: “De la palabra a la estrofa en el País de los versos. Acercar la poesía a los niños”
D. Antonio García Teijeiro
Escritor y profesor

Día 3 de julio

10,00 h. “Promoción, animación y mediación lectoras. La figura del mediador”
Dr. Pedro C. Cerrillo Torremocha
Catedrático de la UCLM
11,45 h. Taller 1: “De la televisión y el cine a la literatura”
Dra. Gemma Lluch Crespo
Taller 2: “De la palabra a la estrofa en el País de los versos. Acercar la poesía a los niños”
D. Antonio García Teijeiro
17,00 h. Taller 3: “Selección de lecturas por edades”
Dr. Santiago Yubero Jiménez
Catedrático de E.U. de la UCLM
Taller 4: “Acciones para intervenir en bibliotecas escolares e infantiles•
D. Mariano Coronas
Maestro.

Día 4 de julio

10,00 h. Taller 3: “Selección de lecturas por edades”
Dr. Santiago Yubero Jiménez
Taller 4: “Acciones para intervenir en bibliotecas escolares e infantiles•
D. Mariano Coronas
12,30 h. “Título por determinar”
D. Gustavo Martín Garzo
Escritor

Este curso tendrá una validez de 2 Créditos de Libre Configuración para las titulaciones de la UCLM.

(*) Los talleres se impartirán en grupos reducidos

Información y matrículas: +0034969179100, ext.4019 y 4045

www.uclm.es
CEPLI
Everest, La Galera y Fundación SM

Literatura Infantil e Juvenil Brasileira em destaque

A Literatura Infantil e Xuvenil Brasileira

12 de Fevereiro, 19h30 - Galería Sargadelos de Santiago de Compostela

A charla será presentada por Xosé Antonio Neira Cruz e contará coa presencia de :

Elizabeth D’Angelo Serra, secretaria xeral da Fundaçao Nacional do Livro Infantil e Juvenil, sección brasileira do IBBY(International Board on Books for Young People)

Rui de Oliveira, ilustrador, recibiu numerosos premios, recentemente Premio de Literatura Infanto Juvenil da Academia Brasileira das Letras no 2006.

Ana María Machado, escritora e investigadora sobre literatura infantil e xuvenil. Recibiu o Premio Hans Christian Andersen no ano 2000.

Agradecemos a vosa presencia neste acto


GÁLIX

10 fevereiro, 2007


05 fevereiro, 2007

Livros...diários da nossa vida ou simplesmente uma companhia?

Por: Tânia Dias
Letria, José Jorge (texto) ; Castro, Rui (ilustração): Ler doce ler. Terramar, 2004 (1ª edição) ISBN: 972-710-383-9

José Jorge Letria nasceu em Cascais em 1951. Iniciou a sua actividade literária no suplemento «Juvenil» do Diário de Lisboa. Foi desde 1970 redactor em vários jornais, trabalhando também como guionista e autor de programas de televisão, de que se destacam Rua Sésamo, Os Segredos de Mimix e O Rato dos Livros. Foi vereador da Cultura da Câmara Municipal de Cascais de 1994 a 2001. Foi colaborador, editor e subchefe de redacção de JL. Tem colaborado nas publicações Colóquio/Letras, Vértice, República («Artes e Letras», suplemento literário), O Diário, Nova Renascença, Hifen, Sílex, Boca Bilingue (Espanha), etc. Obteve, entre outros, os seguintes prémios: Florbela Espanca (Câmara de Vila Viçosa), José Galeno (da SPA), Cesário Verde (da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto), Eça de Queirós – Poesia (do Município de Lisboa). É conhecido como poeta, ficcionista, dramaturgo, ensaísta e autor de literatura infanto-juvenil. Escreveu diversas obras de literatura infantil, entre outras, Alicate, Bonifrate e Versos com Remate (poesia).
A nível de ilustração, podemos dizer que Rui Castro (do qual não obtive informações pessoais), ilustra de forma divertida e expressiva e as suas ilustrações interagem com o texto de um modo eficaz, escondendo ou desvendando pormenores dos poemas que acompanha.
A qualidade das ilustrações em “Ler doce ler” é notória fazendo com que esta obra tenha lugar nas dez obras cujas ilustrações merecem destaque pelo júri do Instituto Português do livro e das bibliotecas.
Esta obra prima pela diferença, e nela se encontra a importância da leitura e a magia que esta possui, sendo transmitida através de poemas acompanhados por um discurso visual inovador. Os poemas e a sua linguagem comunicam com o leitor e envolvem-no no mundo maravilhoso que é a leitura, surpreendendo pelo caracter imaginativo de que se revestem.
Letria diverte inevitavelmente pelas metáforas e por uma certa personificação dada aos livros, o que leva os leitores a reflectirem sobre a importância e o valor incalculável que estes possuem.
Todos estes elementos fazem desta uma obra a não perder, por leitores de todas as idades.
Depois da leitura desta obra facilmente percebemos que é indispensável a leitura e que devemos sem duvida dar valor aos livros, vistos que eles muitas vezes são um diário da nossa própria vida ou simplesmente uma companhia.

A menina que sorria a dormir por Tânia Dias

Zambujal, Isabel (texto) ; Nogueira, Helena (ilustração): A menina que sorria a dormir. Oficina do livro, 2005 (1ª edição) ISBN: 989-555-133-9

A obra “ A menina que sorria a dormir” conta a história de Glória, uma menina que precisava de ouvir histórias enquanto dormia. Por isso a sua família e amigos ajudavam-na contando-lhe historias durante a noite.
Como perder uma noite de sono não deixava ninguém bem disposto, tinha de se encontrar uma solução. Esta foi encontrada pelo pai de Glória quando lhe ofereceu uma Fada de olhos fechados, para debaixo da almofada e esta lhe contaria historias durante a noite.
No fim em vez de ser a família e os amigos a contarem historias a Glória, era ela que lhes contava as maravilhosas historias que ouvia da fada.
Isabel Zambujal, autora do livro, nasceu em Lisboa, em 1965. Sempre trabalhou a juntar as palavras e um dia decidiu juntar três das coisas que mais gostava na vida: viagens, crianças e escrever criou a colecção “ Um Saltinho” e mais tarde outras obras como “ A menina que sorria a dormir”.
A ilustradora Helena nogueira (da qual não obtive nenhuma informação pessoal) fez com nesta obra a linguagem textual e visual andassem de mãos dadas nesta aventura de imaginação, onde as ilustrações acompanham o texto verbal e a partir delas percebemos a historia e o seu sentido magico. Estas têm um aspecto cúbico, são muito actuais, e possuem um mundo de cor que torna a historia ainda mais atractiva.
A nível do conteúdo da historia e sua linguagem, podemos dizer que esta é bastante acessível sendo facilmente lida ou ouvida mesmo pelos leitores mais novos. Esta possui ainda elementos mágicos como por exemplo a Fada que remete para uma certa intertextualidade com a “ Fada do dentinho” com a qual todas as crianças sonham, e isso faz com a história se aproxime ainda mais dos leitores (crianças) fazendo-os entrar num mundo de fantasia.

31 janeiro, 2007

Música Portuguesa para a Infância

Música Portuguesa para a Infância
7 de Fevereiro (4ª feira) às 19h
Auditório 1
Escola de Música Nossa Senhora do Cabo
Coordenação: Sandra Barroso

Obras em estreia de jovens compositores para ainda mais jovens intérpretes

30 janeiro, 2007

Workshop "Vivo quando narro" - Projecto Escola Criativa - Serviço Cultural e Educativo - Centro Cultural de Cascais

Projecto Escola Criativa - CMC Serviço Cultural e Educativo - Fundação D. Luis I
O Serviço Cultural e Educativo da Fundação D. Luís I, a funcionar no Centro Cultural de Cascais (C.C.C.) desde Fevereiro de 2003, elabora e propõe um programa integrado de actividades lúdicas, artísticas e culturais que inclui um conjunto diversificado de propostas, dirigidas a crianças e jovens, bem como a adultos que desempenhem funções educativas tanto a nível familiar, como escolar e comunitário. (Percursos Lúdicos, Ateliers, Animações e Espectáculos, Espaço de Reflexão e Formação, Exposições, Para os Pais...).
Neste contexto, nos dias 8 e 9 de Fevereiro de 2007 está previsto um * Workshop* aberto a toda a comunidade denominado* "Vivo quando narro" - António Portillo *.
António Portillo (Lerma, Burgos, 1959) é professor do 1º ciclo e paralelamente tem vindo a desenvolver um conjunto de projectos que evidenciam o papel da narração como acto de escuta e como acto expressivo. O seu trabalho estende-se ao teatro e às artes plásticas. Em 2004 publicou "Artefactes", um livro que mereceu o Prémio Nacional do melhor livro Infanto-Juvenil. Inventa e recicla objectos para contar histórias… Preocupa-se com a importância do Desejo na Aprendizagem.
O número de participantes é limitado sendo necessário efectuar marcação até ao dia 5 de Fevereiro através dos telefones 21 484 89 02 / 21 483 64 20
Para qualquer esclarecimento:
Serviço Cultural e Educativo
Fundação D. Luis I Centro Cultural de Cascais
Telf. +351 21 483 64 20 / +351 21 484 89 02