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30 abril, 2007

A Política da Língua Portuguesa

Colóquio «A POLÍTICA DA LÍNGUA PORTUGUESA»

4.Maio.2007 (9H30 – 17H00)
Anfiteatro B1 - Campus de Gualtar - Universidade do Minho



9.30 — Abertura
- Acílio Estanqueiro Rocha (Vice-reitor da Universidade do Minho)
- Lúcio Craveiro da Silva (Presidente do Conselho Cultural da UM)
- Fernando Machado (Presidente do Instituto de Letras e Ciências Humanas da UM)
- Manuel Gama (Director do Centro de Estudos Lusíadas)

9.45 — Conferência inaugural
- Vítor Manuel Aguiar e Silva (Professor Catedrático do ILCH da UM)
10.30 — Intervalo
10.45 — Painel - Cuidar da Língua Portuguesa: o devir
Isabel Alçada (Comissária do Plano Nacional de Leitura)
- M. Teresa Calçada (Presidente do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares)
- Rui Vieira de Castro (Presidente do Conselho Académico da UM)
13.00 — Almoço
14.30 — Painel - Cuidar da Língua Portuguesa: o porvir
Vasco Graça Moura (Escritor e Tradutor)
- Emília Amor (Professora Aposentada do 2º e 3º Ciclos e Coordenadora do Projecto Littera)
- José Manuel Mendes (Presidente da Associação Portuguesa de Escritores e Professor do Instituto de Ciências Sociais da UM)
- Daniela Braga (Microsoft Portugal - responsável pelos sistemas de síntese da fala no MLDC: Microsoft Language Development Center)
Entrada livre


Organização do Centro de Estudos Lusíadas (unidade cultural da UMinho).

"Serão as Bibliotecas necessárias no séc. XXI?"

AULA ABERTA
Dra. Maria José Moura
4 de Maio 2007
19 horas
Sala 1.1. da Faculdade de Filosofia (1º andar)
Universidade Católica Portuguesa
Centro Regional de Braga
Faculdade de Filosofia
Pr. da Faculdade de Filosofia, nº 1 - 4710-297 Braga
t. 253 201 200
f. 253 201 210

Maria José Moura, licenciada em Ciências Históricas e Filosóficas e Curso de Bibliotecário-Arquivista (U.C.), foi Directora dos Serviços de Documentação da Universidade de Lisboa. De 1987 a 2006, foi Directora dos Serviços de Biblioteca – IPLB/Ministério da Cultura, tendo elaborado e dirigido o Programa da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas. Nesse período, foi também Vice-Presidente do Conselho Superior das Bibliotecas Portuguesas, responsável pelo National Focal Point – Telematic for Libraries e membro do Information Society Forum, Bruxelas.
Foi fundadora e Presidente da BAD, de que é Sócia Honorária e actualmente Presidente da Assembleia Geral. Condecorada com a Ordem do Mérito, recebeu também (1998, Amesterdão) o Prémio Internacional do Livro, por proposta da IFLA.

Paulo Freire e a importância do acto de ler

Em tempo de reflexão sobre o ensino da língua portuguesa não podemos deixar de reler Paulo Freire e as suas considerações sobre A importância do acto de ler: "(...) sempre vi a alfabetização como um acto de conhecimento e portanto como um ato criador. Para mim seria impensável engagar-me num trabalho de memorização dos ba-be-bi-bo-bu (...) . Daí que não pudesse reduzir a alfabetização ao ensino puro da palavra, das sílabas ou das letras (...) A leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele. (...) De alguma maneira porém podemos ir mais longe e dizer que a leitura da palavra não é apenas precedida da leitura do mundo mas por uma certa forma de escrevê-lo ou de reescrevê-lo , quer dizer de transformá-lo através de nossa prática consciente."
Paulo Freire está na linha da frente do pensamento de uma Literacia Crítica e de uma Literacia para Todos que se constrói a partir das vivências pessoais. No caso das crianças e jovens, nada melhor que as histórias para proporcionar a reflexão sobre a vida e assim reflectir sobre o (seu) mundo...diremos nós!

27 abril, 2007

Conferência Internacional sobre o Ensino do Português

Centro Cultural de Belém (Lisboa) - 7 a 9 de Maio de 2007

Informações:
http://www.dgidc.min-edu.pt/conferenciaportugues/home.htm

23 abril, 2007

OS LIVROS DAS NOSSAS VIDAS - exposição na Biblioteca Pública de Braga


Os livros das nossas vidas
(Exposição na Biblioteca Pública de Braga)
Para celebrar em 2007 o Dia Mundial do Livro, que se comemora a 23 de Abril, a Biblioteca Pública de Braga desafiou os seus Leitores mais persistentes ou os seus Amigos que em ocasiões várias têm colaborado nas iniciativas que promove ou a apoiam nos momentos difíceis que muitas vezes vive, a indicarem o livro da sua vida. Pedimos que cada leitor, que cada amigo nos confidenciasse “o título de um livro que tenha marcado a sua vida, que seja para si um livro inesquecível” e das respostas recebidas surgiu esta pequena exposição.
OS LIVROS DAS NOSSAS VIDAS é uma revelação pessoal, a surpresa de uma escolha que decorre das recordações da infância, da descoberta de um texto que abre horizontes, da sua importância para a formação pessoal ou académica ou apenas do simples prazer que a leitura pode sempre proporcionar. Assim, a BPB apresenta, por ordem alfabética, os livros escolhidos, os respectivos autores, bem como os nomes das pessoas a quem a sua leitura tanto marcou e que poderão ser apreciados na exposição patente no Átrio da Reitoria da Universidade do Minho (Largo do Paço, Braga) desde 23 de Abril a 25 de Maio de 2007 nos dias úteis, das 9 às 17:30h.
A lista dos livros escolhidos é enviada em anexo a esta informação, sendo de notar que 3 títulos receberam duas nomeações: “O principezinho” e a “Bíblia sagrada”. No dia 23 de Abril, no átrio da Biblioteca Pública (Praça do Município) os leitores poderão encontrar, como vem sendo habitual, um conjunto de livros diversos (fim de edições ou livros manuseados) que são oferecidos a quem visitar esta Unidade Cultural da Universidade do Minho. Está prevista para o dia 10 de Maio, no Salão Medieval, pelas 21:30h, a realização de um encontro informal entre todos os que colaboraram na iniciativa que, assim, poderão justificar a sua escolha e conversar entre si e com o público interessado. Entretanto no átrio da BPB será apresentada uma pequena mostra bibliográfica de livros relacionados com o 25 de Abril.
os livros das nossas vidas
APARIÇÃO / Vergílio Ferreira
BÍBLIA SAGRADA / trad. António Pereira de Figueiredo
BICHOS / Miguel Torga
OS CADERNOS DE MALTHE LAURIDS BRIGGE / Rainer Marie Rilke
CEM ANOS DE SOLIDÃO / Gabriel Garcia Márquez
CONFESSO QUE VIVI / Pablo Neruda
CONFISSÕES DE UM HOMEM RELIGIOSO / José Régio
CRISTO RECRUCIFICADO / Nikos Kazantzaki
DIZ-ME A VERDADE ACERCA DO AMOR / W.H. Auden
DOS LÍQUIDOS / Daniel Faria
UM DRAMA NA LIVÓNIA / Jules Verne
HISTÓRIA DA GUERRA DO PELOPONESO / Tucídides
A ILÍADA / Homero
ILUMINAÇÕES / Jean Arthur Rimbaud
O LIVRO DE SAN MICHELE / Axel Munthe
OS LUSÍADAS / Luís de Camões
A MÃE / Maximo Gorki
OS MAIAS / Eça de Queirós
MEMÓRIAS DE ADRIANO / Marguerite Yourcenar
MEU PÉ DE LARANJA LIMA / José Mauro de Vasconcelos
A NEW EARTH / Eckhart Tolle
NOVOS CONTOS DA MONTANHA / Miguel Torga
ODISSEIA / Homero
A ORIGEM DA FAMILIA, DA PROPRIEDADE PRIVADA E DO ESTADO / Friedrich Engels
OUTONO EM PEQUIM / Boris Vian
A PAIXÃO SEGUNDO G.H. / Clarice Lispector
LA PENSÉE SAUVAGE / Claude Levi-Strauss
PEREGRINAÇÃO INTERIOR / António Alçada Baptista
PHOTOPHYSICS OF AROMATIC MOLECULES / John B. Birks
POESIAS INÉDITAS (1919-1930) / Fernando Pessoa
PRAÇA DA CANÇÃO / Manuel Alegre
O PRINCIPEZINHO / Antoine de Saint Exupéry
PROSAS / Antero de Quental
RUA DE SENTIDO ÚNICO E BERLIM POR VOLTA DE 1900 / Walter Benjamin
SERVIDÃO HUMANA / Somerset Maugham
SÓ / António Nobre
OS SUBTERRÂNEOS DA LIBERDADE / Jorge Amado
ULISSES / James Joyce
O VALENTE SOLDADO CHVEIK / Jaroslav Hasek
O VELHO E O MAR / Ernest Hemingway José

Jornadas Literárias de Passo Fundo - Brasil

Está já disponível o Boletim Electrónico das Jornadas Literárias da Universidade de Passo Fundo (Brasil). Para acessar, carregue aqui:
http://www.mundodaleitura.upf.br/boletim_30/

TEATRO DE MARIONETAS DO PORTO apresenta


BALLETEATRO AUDITÓRIO
Praça 9 de Abril, 76 (Jardim de Arca D'Água), Porto
8 a 12 e 16 a 31 de Maio; 8 a 17 de Junho
Para grupos escolares: 3ª a 6ª feira, 10h30 e 15h00
Para público em geral: sábados às 16h00 e 21h30, domingos às 16h00
Reservas pelo tel. 222089175 ou e-mail teatro@marionetasdoporto.pt

22 abril, 2007

18 abril, 2007

Congreso Internacional: La ciudad y los imaginarios locales en las literaturas latinoamericanas

XXX JORNADAS HISPÁNICAS Y DE AMÉRICA LATINA
7, 8 y 9 de noviembre de 2007


Valparaíso-Chile


La globalización económica y cultural nos enfrenta a la existencia de procesos integradores y homogeneizantes favorecidos por la puesta en marcha de modelos comunes y el avance de las nuevas tecnologías de información y comunicación que rebasan las delimitaciones de las naciones. Ello se combina, al mismo tiempo, con la existencia de procesos heterogéneos generados desde las culturas regionales, que exceden la normalización de las demarcaciones político-geográficas, económicas, administrativas. Se trata de prácticas locales/regionales que prestan un nuevo dinamismo a las ciudades, espacio geográfico que ha funcionado a través del tiempo como un enclave cultural dinámico y heterogéneo conformando un campo para la producción de imaginarios culturales y literarios, que ahora incorporan nuevas lógicas que transforman el habitar del ciudadano, generando otras discursividades visuales, plásticas y literarias.

La existencia de estos múltiples discursos literarios, locales/regionales y urbanos, requiere de la indagación, apreciación y reflexión desde perspectivas y herramientas actuales que recojan, al mismo tiempo, experiencias anteriores y posibiliten una puesta al día de acuerdo a las circunstancias del presente, contribuyendo a plantear problemáticas cruciales para pensar-se como sujetos inscritos en un contexto geocultural específico, y desde el cual proponer estrategias de lectura, creación, investigación y reflexión desde y en América Latina.
En este contexto es que las Jornadas Hispánicas y de América Latina, que se han llevado a cabo durante 29 años en el ILCL de la Pontificia Universidad Católica de Valparaíso, dedicarán su trigésima versión a la realización del Congreso Internacional: La ciudad y los imaginarios locales en las literaturas latinoamericanas.

Temas:
■ Discursos literarios y culturales de carácter local/regional
■ Construcción de imaginarios locales y globales en la literatura latinoamericana
■ La ciudad y los espacios urbanos en la literatura latinoamericana
■ El fenómeno de las migraciones en la literatura
■ Nuevas configuraciones del viaje en la globalización
■ Local/global en la literatura desde propuestas de los estudios culturales, latinoame
ricanos, posmodernos, poscoloniales, subalternos, de género sexual, etc.
■ Sujeto y ciudad en la literatura latinoamericana
■ Globalización cultural y pensamiento crítico en América Latina
■ Escrituras de lo urbano (graffiti, crónica urbana, lira popular, revistas, etc.)
■ Identidades locales/globales y la literatura latinoamericana
■ La literatura latinoamericana y las ciudades-puerto en la globalización.


Comisión organizadora:
Darcie Doll
Adolfo de Nordenflycht
Luis Hachim
Haydée Ahumada
Raquel Bórquez
Mario Verdugo


Presentación de resúmenes y ponencias:
Los resúmenes, de no más de 200 palabras, serán encabezados por el título de la ponencia, seguido del nombre y apellido del autor e institución a la que pertenece. Deberán ser presentados antes del 15 de agosto de 2007, acompañados de la Ficha de Inscripción y enviados por correo electrónico a la dirección que figura al pie. Serán revisados por un comité evaluador y la respuesta de aceptación será enviada por correo electrónico.
Las ponencias completas se entregarán al momento de la inscripción en una copia en papel y en diskette o CD (Word). Deberán ser inéditas y estar vinculadas con las áreas del temario propuesto. En el caso de ponencias de más de un autor, cada integrante se inscribirá como expositor. No se aceptará más de un trabajo por participante. Las ponencias tendrán una extensión máxima de 8 carillas (notas y bibliografía aparte), tamaño carta, escritas a espacio 1,5. El tiempo de exposición máximo será de 20 minutos por ponencia.

Aranceles
Expositores................................... US$ 75 $ 40. 000 (pesos chilenos)
Asistentes..................................... US$ 35 $ 20. 000 (pesos chilenos)
El pago del arancel puede realizarse mediante depósito en la cuenta corriente 6792946-2 del Banco Santander Santiago de Chile a nombre de Darcie Doll, o bien, cancelarse el día de inicio del congreso.

Dirección de contacto y envío de resúmenes
E- mail: literatura@ucv.cl
Dirigido a: Raquel Bórquez (coordinadora del congreso)


Ficha de inscripción
XXX Jornadas Hispánicas y de América Latina
Congreso Internacional: La ciudad y los imaginarios locales en
las literaturas latinoamericanas
7, 8 y 9 de noviembre de 2007
Valparaíso-Chile
APELLIDO:------------------------------------------------------------------------------------NOMBRES:------------------------------------------------------------------------------------Nº y tipo de Documento:-----------------------------------------------------------------------
Domicilio:--------------------------------------------------------------------------------------
Teléfono:---------------------------------------------------------------------------------------E-mail:-----------------------------------------------------------------------------------------
Institución a la que pertenece:------------------------------------------------------------------
Cargo:------------------------------------------------------------------------------------------Expositor/a Asistente
Título de la ponencia:---------------------------------------------------------------------------
------------------------------------------------------------------------------------------------
Área Temática:____________________________________________________________
Lugar de realización del Congreso: Pontificia Universidad Católica de Valparaíso.
Avda. Brasil 2950, Valparaíso, Chile.
Anexar Resumen:



Organização:
Programas de Posgrado en Literatura
Discursos/Prácticas. Revista de literaturas latinoamericanas
Instituto de Literatura y Ciencias del Lenguaje
Pontificia Universidad Católica de Valparaíso

17 abril, 2007

07 abril, 2007

O "Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor" é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Neste dia, para além de inúmeras efemérides realizadas por esse país fora, é lançado, na FNAC do Chiado, em Lisboa, o livro Formar Leitores: Das Teorias às Práticas, coordenado por Fernando Azevedo.
Se és professor, não deixes de estar presente porque a formação de leitores é assunto da escola do século XXI!
Se és pai ou mãe, não deixes de estar presente porque o prazer da leitura começa em casa!
Se és avô ou avó, não deixes de estar presente porque o teu exemplo é necessário para fazer emergir cumplicidades leitoras!
Enfim, se és cidadão deste país, não deixes de estar presente porque a tua presença dá força aos que gostariam de encantar o mundo com o prazer da leitura e dizer:
Ler sempre.
Ler muito.
Ler "quase tudo"
Ler com os olhos, os ouvidos, com o tacto,
pelos poros e demais sentidos.
Ler com razão e sensibilidade.
Ler desejos, o tempo, o som do silêncio e do vento.
Ler imagens, paisagens, viagens.Ler verdades e mentiras.
Ler o fracasso, o sucesso, o ilegível, o impensável, as entrelinhas.
Ler na escola, em casa, no campo, na estrada, em qualquer lugar.
Ler a vida e a morte.
Saber ser leitor tendo o direito de saber ler.
Ler simplesmente ler.

Poema de
Edith Chacon Theodoro

28 março, 2007

Formar Leitores: Das Teorias às Práticas


Decorre no próximo dia 23 de Abril - Dia Mundial do Livro - o lançamento e apresentação da obra Formar leitores: Das Teorias às Práticas, no Fórum FNAC Chiado, em Lisboa, pelas 19h.

Os diversos capítulos que compõem esta obra falam-nos dos lugares considerados importantes para a formação de leitores e dos gestos para que o prazer pela fruição efectiva dos chamados bosques da ficção possa ser afectivamente vivenciado por todos.

Com base num referencial teórico explícito e devidamente fundamentado na investigação, são analisadas e propostas práticas consideradas significativas para a constituição de um projecto pessoal de leitura em contextos diversificados: desde o jardim-de-infância à sala de aula, passando pela biblioteca, mas também por outros lugares considerados relevantes para a formação, constituição e consolidação de comunidades leitoras.

Nesta perspectiva, esta obra vem responder às preocupações e aos desafios que o Plano Nacional de Leitura coloca às instituições responsáveis pela formação de profissionais: formar leitores voluntários, leitores competentes, leitores reflexivos e críticos, que não apenas lêem em quantidade, mas, principalmente, em qualidade e que, assumindo-se como tal, activamente se encontram comprometidos com o desenvolvimento do grau de literacia de todos os cidadãos.
A entrada é livre e são todos bem-vindos!
Índice

Prefácio
Teresa Calçada, Vice Comissária do Plano Nacional de Leitura

Nota de Abertura
Fernando Azevedo, Universidade do Minho

Formas de Ler. Ontem e Hoje
Maria da Graça Sardinha, Universidade da Beira Interior

A Compreensão na Leitura: Investigação, Avaliação e Boas Práticas
Luísa Araújo, Instituto Superior de Educação e Ciências

Literacia Emergente: de uma Infância com Livros a Adultos que Lêem
Paulo Fernandes, Universidade do Minho

A importância do Ensino Básico na criação de Hábitos de Leitura: O Papel da Escola
Virgínia Coutinho e Fernando Azevedo, Universidade do Minho

O Texto Literário na Escola: uma outra abordagem – Círculos de Leitura
Otília da Costa e Sousa, Escola Superior de Educação de Lisboa

Formar Leitores Críticos, Competentes, Reflexivos: o Programa de Leitura Fundamentado na Literatura
Verónica Pontes e Lúcia Barros, Universidade do Minho

Leitores de hoje: uma visita guiada pela Literatura Infantil
Carminda Lomba e Rita Simões, Universidade do Minho

O Imaginário na Literatura Infanto-Juvenil: O Lúdico e o Pedagógico em Contexto de Sala de Aula (Tomadas de Consciência)
Gisela Silva, Universidade do Minho

Da Leitura à Escrita na Sala de Aula – um percurso palmilhado com a Literatura Infantil
Ângela Balça, Universidade de Évora

Construir e Consolidar Comunidades Leitoras em Contextos Não Escolares
Fernando Azevedo, Universidade do Minho

A Promoção da Leitura nas Bibliotecas Municipais de A Corunha
Cristina Ameijeiras Sáinz, Fundação Gérman Sánchez Ruiperez

A Promoção da Leitura em Público e da Discussão Pública. O promissor caso da Biblioteca Pública de Évora
Cláudia Sousa Pereira, Universidade de Évora

23 março, 2007

"A Maior Flor do Mundo"



Segundo o narrador, que parece ser omnisciente, o enredo da história foca-se na aventura do “menino herói”, que sai da aldeia, chega a Marte, atravessa o mundo muitas vezes e acaba por encontrar uma flor. Percorre o mundo em busca de um rio para saciar a “sede” da flor, “foi vinte vezes cá e lá” e fez “cem mil viagens à lua” até que salva a sequiosa flor e transforma-se em herói, fizera algo ‘‘muito maior que o seu tamanho e do que todos os tamanhos’’.

Esta obra, assinada por José Saramago, é a sua primeira publicação de uma história para crianças, que se concretiza numa breve mas interessante narrativa. Enquadra-se no género infanto-juvenil e pode até ser considerado um álbum ilustrado. Porém, esta aparente simples história, acarreta algumas técnicas narrativas complexas, como é o caso da articulação entre dois níveis narrativos distintos, através da técnica do encaixe. De notar que estes níveis narrativos distintos ultrapassam o domínio estritamente linguístico e literário e acabam por se estender ate à ilustração do próprio texto.

São estes os dois níveis diegéticos, o do narrador, que engloba as suas reflexões, os seus comentários, as suas “notas de rodapé”, os seus sucessivos pedidos de desculpa pela sua inexperiência em contos infantis e os seus apelos e investidas à criatividade do leitor; e o da narrativa que intitula o livro e que vai narrando a história de um menino e as suas aventuras para salvar uma flor.

No que diz respeito à ilustração da história, por João Caetano, é importante referir que as imagens que acompanham a história ajudam a fixar elementos dos dois níveis narrativos, referidos anteriormente, as ilustrações aproximam o narrador ao autor e identificam-nos do ponto de vista físico. Ao longo da obra são várias as ilustrações que nos remetem para o próprio Saramago, e acabam, por isso mesmo, numa leitura/interpretação possível para este texto. Essas ilustrações apesar de simples, apresentam grande significado para a compreensão da obra, completam a aparente simplicidade da diegese, através do recurso a uma técnica plástica mista, que abarca a pintura e a colagem. O próprio João Caetano reconhece que o seu objectivo é completar o texto e não parafraseá-lo ao afirmar que “espero não fazer com que as imagens digam aquilo que o texto já diz. Procuro dar algo mais” (Pimenta, 2002: 66).

Por sua vez, o título, torna-se num elemento de grande importância, que remete os leitores para a criação de um horizonte de expectativas infindável e maravilhoso, o titulo “A maior flor do mundo” coloca o texto sob uma certa informalidade e simplicidade, na medida em que apesar de sugerir a grandeza de um certo ser, apresenta-se grafado em letras minúsculas e refere-se a uma entidade bastante comum e conhecida.

Está presente na obra, uma Preocupação pedagógico-didáctica com as dificuldades que os leitores mais pequenos possam vir a sentir face ao vocabulário usado no seu conto, acabando por alertar: “agora vão começar a aparecer algumas palavras difíceis, mas, quem não souber, deve ir ver ao dicionário ou perguntar ao professor”. Esta obra valoriza também, a mediação das obras literárias por adultos, para uma melhor compreensão por parte do leitor infantil, que quando tem duvidas deve solicitar a ajuda dos professores ou de outro adulto.

São várias as notas, quase paratextuais, que concorrem para o facto da história surgir frequentemente entrecortada ou permeada por segmentos textuais próximos das notas ou de reflexões acerca daquilo que é ou não é paradigmático no mundo dos livros infantis e dos leitores mais novos. Veja-se assim, implícita a definição do conceito de Literatura Infantil, que sem deixar de ser literatura exige capacidades específicas ao seu criador. A aparição de reflexões sobre a construção de textos literários para crianças, permitem produzir efeitos benéficos no leitor, como o desenvolvimento do espírito critico, da atenção e aquisição de técnicas para uma melhor construção e interpretação de um texto icónico, e tornar assim mais agradável a leitura aos leitores infantis.

O texto ao apresentar-nos a história de um menino herói, destemido e altruísta, com vontade de ajudar e sem medo de arriscar, demonstra-nos também alguns valores humanos, que muitas vezes só encontramos nos livros, mas que devíamos encontrar todos os dias em cada pessoa por quem passamos.

Referências bibliográficas
Saramago, José (2001) A maior flor do mundo, Lisboa: Caminho
ISBN:
972-21.1437-9.

19 março, 2007

Recensão crítica


“Os três presentes” de Álvaro Magalhães


A obra “Os três presentes” de Álvaro Magalhães é uma comovente narrativa, na medida em que nos é contada uma verdadeira história de amizade entre três crianças e um senhor já de idade, o senhor Martins.
Os três presentes, pela sua capa com cores bastante claras, subtis e com a imagem, transmitindo a alegria e o sonho da juventude, convida desde logo à sua leitura. Por seu lado, o título desta obra é algo que poderá atrair e abrir um mundo desconhecido, pois este parece que não coincide com a imagem que ilustra a capa, despertando assim a curiosidade do leitor. Este poderá levantar determinadas questões, como por exemplo: “Quais serão estes presentes?”, “ Qual o motivo para o número de presentes ser três?”, “ Para quem serão os presentes?”. Estas e muitas outras perguntas poderão ser levantadas pela leitura do título da obra, o que, seguramente, levará o leitor à descoberta das respostas que mesmo suscitou. O leitor irá, então, preencher os espaços em branco que o título do livro lhe “propôs”, sendo que a partir daqui entrará em contacto com o texto, havendo uma interacção com o mesmo, criando um mundo imaginário no qual quer participar.
Mesmo a imagem que a capa do livro contém poderá atrair o interesse do leitor, na medida em que esta transmite uma sensação de ternura e felicidade.
“Os três presentes” é um conto camuflado de Natal, onde é narrado a história de amizade entre três amigos, que no dia de Natal resolvem dar um presente muito especial (amor, alegria e silêncio colocados dentro de três frascos de vidro) a um pobre senhor que já tinha desistido de viver. Deste modo, poder-se-á estabelecer uma relação de natureza intertextual com a história dos três Reis Magos que no dia de Natal ofereceram ao menino Jesus três presentes: ouro, incenso e mirra. Tal como os três Reis Magos que viajaram durante dias, seguindo a estrela guia, oferecendo presentes ao menino Jesus: ouro, incenso e mirra, estas três crianças ofereceram, igualmente, três presentes ao seu amigo que estava a deixar-se levar pela solidão e pela doença. Nesta obra verifica-se um diálogo, um intercâmbio discursivo com a história dos Três Reis Magos, pois tal como estes, os três amigos levaram ao senhor Martins três valiosos presentes que lhe permitiu o renascimento para a vida, no dia “mais diferente de todos os dias diferentes. Era o dia de Natal.” (Magalhães, 2003:34).
Esta obra deixa transparecer nas suas entrelinhas vários valores que são experimentados e vividos pelas personagens da história, o João, a Teresa, o Pedro, o senhor Martins e o senhor Afonso. A amizade é o valor que mais sobressai quando se entra no mundo destas cinco personagens. A verdadeira amizade entre três amigos que ao verem o senhor Martins desiludido com a vida, desistindo de lutar, decidem fazer alguma coisa para não deixar que o seu velho amigo abdique de viver e de apreciar a verdadeira beleza da vida.
A magia e o sonho também fazem parte desta história, pois à medida que lemos o livro vamos entrando no mundo de sonho e fantasia de três crianças que pretendiam colocar dentro de três garrafas, amor, silêncio e alegria para oferecer ao seu amigo. Estas três crianças colocaram dentro de três garrafas estes três presentes, mas como é que isto pode ser possível? De facto, para o leitor compreender o texto no seu verdadeiro sentido, terá que interagir com ele, entrar no jogo e criar um pacto ficcional, fazendo, assim, gerar os efeitos perlocutivos. Somente criando e aceitando este mundo imaginário no qual tem que participar, o leitor irá compreender como é possível colocar dentro de três simples garrafas algo que não é palpável, ou seja, amor, alegria e silêncio.
Ao longo da obra o leitor terá que entrar no jogo e no desafio interpretativo, promovendo, assim, os efeitos perlocutivos, aumentando o grau de perceptibilidade dos objectos e proporcionando uma visão cuidada dos objectos em si. O leitor encontra-se, frequentemente, perante marcas de estranhamento quando se depara com expressões que “exigem” que interprete e interaja com o texto, como por exemplo: “Nessa noite adormeceram com os olhos abertos e tiveram sonhos de todas as cores”. (idem, ibidem, p:10).
Toda a obra está repleta de múltiplas significações, de significados plurais que são construídos no âmbito de uma cooperação interpretativa que envolve o próprio leitor e o texto em si.
“Os três presentes” é bastante rico em ambiguidade, plurissignificação ou conotação, sendo que muitas das suas palavras apresentam vários sentidos figurados.
Durante a leitura desta obra verifica-se a existência de vários convites para o preenchimento dos “espaços em branco”, dos “elementos não-ditos”. Este texto é bastante rico em “espaços em branco”, solicitando assim uma cooperação activa e empenhada por parte dos seus leitores. Esta obra dá ao leitor um espaço de liberdade para o preenchimento destes “espaços em branco”, dos “elementos não-ditos”. Ao longo da leitura desta comovente história de amizade o leitor é convidado, frequentemente, pelo texto para uma interpretação livre e pessoal dos seus vários elementos. Os três amigos decidiram colocar amor, silêncio e alegria dentro de três frascos de vidro, sendo a imagem que representa estas três garrafas a verdadeira alma do livro. Os presentes que os amigos decidiram oferecer ao amigo doente foram presentes completamente diferentes de todos que o leitor está habituado a ver, principalmente o leitor/criança, provocando este facto admiração e estranheza. O leitor terá que pactuar e aceitar este mundo maravilhoso criado pelo texto, não poderá contestar e duvidar que o amor, o silêncio e a alegria couberam dentro de três simples garrafas, desenvolvendo assim os efeitos perlocutivos.


Grupo do 3. º ano de Ensino Básico - 1.º Ciclo:

Lia Ferreira

Marta Abreu

Patrícia Silva




16 março, 2007

Bem vindos ao nosso blog!

Estão convidados a participar activamente na partilha de leituras e experiências no âmbito da literatura infanto-juvenil!
Esperamos contribuições vivas e pertinentes!

10 março, 2007

Porquê o Jornal? (escolar)
Porque é que mesmo hoje, com a concorrência da rádio, da televisão e das TICs, tantos homens e mulheres continuam presos à leitura do seu jornal? Porquê na grande maioria das escolas proliferam jornais escolares, boletins culturais, flyers etc?
Como diz Thibaut(1976) "Sans doutes est-ce parce que le journal répond à de nombraux besoin, certains avoués, d'autres cachés ou inconsciens..."
Embora esta frase seja de 1976, parece-nos ainda ter toda a actualidade, nas escolas portuguesas, uma vez que embora o ratio aluno por computador tenha aumentado substancialmente, em Portugal ele continua muito abaixo da média da União Europeia e continua, sobretudo, abaixo do que seria necessário para se poder fazer um trabalho realmente eficaz ao nível, por exemplo, da aprendizagem de uma língua (materna ou estrangeira) ou mesmo da matemática.
Assim, apesar de já haver inúmeros professores que desenvolvem e promovem junto dos seus alunos jornais e revistas on-line, blogs e trabalhem com plataformas de aprendizagem a palavra impressa ainda tem aquele sentimento de relience que é " Le sentiment quónt tous les hommes, quels que soient leur race, leur catégorie social et leur niveau de vie, d'appartenir malgré tout à une communauté dont ils partageront le destin inéluctable."
Será que alguma vez iremos obter este sentimento da palavra virtual? Certamente que as novas gerações o vão poder experienciar e tirar do meio virtual "des jois et des souffrances de notre conditions humaines, permet sans doute à chacun de mieux supporter ses propes problèmes; et peut-être de les oublier..."
THIBAUT, Daniel (1976): Explorer le Jounal; P aris,Hatier



27 fevereiro, 2007

O Ensino da língua e da literatura
Neste momento, em algumas escolas, está a desenrolar-se um debate sobre a autonomia pedagógica, administrativa e financeira que poderá conferir maior autonomia e maior reforço das competências que até hoje lhes estavam atribuidas.
Um ponto desse debate é a ligação que necessáriamente se estabelecerá com as Universidades e Escolas Superiores de Educação, na formação contínua dos professores, já com largos anos de experiência de ensino.
Redireccionar esses professores para campos pedagógico didácticos algo estranhos das suas práticas habituais, não será tarefa fácil, porque o novo perfil de professor exigido, para podermos contribuir para que os alunos alcancem as competências necessárias para a vivência no século XXI, é necessáriamente diferente.
Assim, ocorre-me o que disse António Mendoza Fillola sobre o perfil do professor."...poderríamos estabelecer, siguiendo la distribuión del enfoque curricular oficial, capacidades u objectivos basados en conceptos, procedimientos y atitudes ...
A) Capacidades y saberes:
Poseer una amplia competencia linguística y literaria.
Connocer las caracteristicas sistemático-funcionales.
Reconocer situaciones comunicativas (...)
B) Procedimientos:
Usar adequadamente los recursos linguisticos, a manera de modelo.
Estabelecer una comunicación clara, motivadora y eficaz.
Facilitar la interpretación y comprensión de los alumnos a partir de los modelos y/o textos utilizados (...)
Utilizar técnicas de animación (...)
C) Atitudes y rol(es) del professor:
Presentarse como modelo, consultor, informador, participador (...)
Interesarse por la materia que imparte (...)
Seguir las inovaciones teórico-didácticas que puedan incidir en la mayor eficacia de su actuación docente (...)".in Mendoza Fillola, António (1996): "Didáctica de la Lengua para la Ensenanza Primaria e Secundaria", Ediciones Akal
Relativamente a esta última característica, necessária ao professor de língua e literatura, que realcei e destaquei do texto de Mendoza Fillola, parece-nos que será a mais difícil de ser conseguida, por qualquer sistema de formação, uma vez que ela tem muito a ver com as qualidades intrínsecas à pessoa professor, à sua personalidade e à sua postura perante a vida.

20 fevereiro, 2007

Encontros de Português - Universidade da Beira Interior


Inicia-se no dia 22 de Fevereiro, no Pólo I da Universidade da Beira Interior, o ciclo de conferências intitulado Encontros de Português - Reflectir para Agir - , destinado a alunos e professores de Português de todos os ciclos de ensino. Estes encontros têm como objectivo principal a reflexão/acção na prática docente.