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05 junho, 2007

E assim aconteceu... AMOR!







“Como a mãe e o pai se apaixonaram”
Autora/Ilustradora: Katharina Grossmann-Hensel
Editora: Editoral Presença
I.S.B.N: 972-23-3642-8


Neste maravilhoso livro infantil vamos ao encontro de uma menina curiosa por saber como os seus pais se sentiram tocados pelo poder do Amor.
Através de uma linguagem simples e acessível às crianças e num registo divertido e bem humorado, a autora conta-nos o percurso da mãe e do pai desde a altura em que eram crianças até ao momento em que as suas vidas se cruzaram ocasionalmente, mudando deste modo os hábitos de cada um.
A mãe que era desarrumada e gostava de tudo o que era colorido, passou a apreciar o preto e branco e a organizer-se. O pai mais cinzentão e arrumado passou a comportar-se como um adolescente. Estas repentinas alterações de personalidade levam ambos a consultar o médico, diagnóstico: estão apaixonados!
As ilustrações são magníficas e riquíssimas, ora a tons de cinzento ora a cores a ilustradora pinta a história do pai e da mãe antes de chocarem um contra o outro na rua. Após este encontro o colorido e o cinzento misturam-se num só. Esta oposição cinzento/colorido reflecte-se também e não só no antagonismo de duas personagens que nada tem de comum até ao dia em que se conhecem e os seus estilos se complementam.
É através do texto icónico que se dá a conhecer uma segunda história de amor entre os animais de estimação do pai e da mãe. Aliás, todo o texto icónico está carregado de simbolismo e de “outras histórias” que o leitor pode identificar sem ler a narrativa.
Uma história que aborda com naturalidade e inteligência, questões tão difíceis de explicar como o amor e a paixão. Para além destes temas a autora aborda também a família, o casamento e a pluralidade cultural.
Um livro para os mais pequenos, a partir dos 4 anos, escrito e ilustrado por Katharina Grossmann-Hensel. A autora/ilustradora nasceu na Alemanha em 1973. Estudou inglês e literatura alemã, espacializou-se em ilustrações para crianças na Universidade de Ciências Aplicadas de Hamburgo e trabalha para várias editoras alemãs, austríacas e francesas. Em 2003, Katharina publicou o seu primeiro livro como autora e ilustradora. Actualmente, vive em Berlim e é cooperadora da revista feminina Brigitte.

02 junho, 2007

Contos da Mata dos Medos ou a essência do pueril



Ontem foi o aniversário de um dia bem especial: o Dia Mundial da Criança, talvez por isso, voltei ao ponto de encontro neste nosso blog de partilha para poder, de uma outra forma, desejar imensos dias felizes, ao sabor do Dia Mundial da Criança, a todas as nossas crianças. Por continuar a acreditar que é na descoberta do livro que elas poderão perpetuar a grandiosidade desse dia, proponho-me solicitar a todos os responsáveis pelo seu adequado crescimento que ele se festeje, não apenas de forma festiva como é habitual e uma vez por ano, mas diariamente no simples compromisso da leitura, para que elas se sintam sempre maravilhadas na descoberta do novo e do entusiasmante.






(2003; 1ª ed. Assírio & Alvim)
Texto: Álvaro Magalhães
Ilustração: Cristina Valadas
Colecção: Assirinha
ISBN 978-972-37-0856-1
ACONSELHADO para uma leitura de PARTILHA, onde a vontade de continuar está assegurada!

Apeteceu-me iniciar este texto com um convite bem pessoal e dizer: pegue nos seus filhos ou nas suas crianças, se puder hoje ou, então, num futuro muito próximo, e venha divertir-se e aprender na «Mata dos Medos», que fica lá para os lados de todo o lado, mas onde a vida se lê de uma outra forma.
Esta obra nasceu de um projecto de parceria, levado a cabo por Álvaro Magalhães e Cristina Valadas, e descreve o quotidiano de umas encantadoras criaturas que coabitam numa mata do concelho de Almada. Estas belíssimas criaturas, animais distintos no porte e na determinação, pertencem contudo, dada à mensagem veiculada na obra, não só à «Mata dos Medos», mas a todos os outros pedaços de terra que nos rodeiam e onde ainda se pode ouvir os sons da natureza.
Mais do que uma sugestão, tomarei em consideração o propósito desta leitura que deverá fazer-se de coração aberto e em parceria com os mais pequenos.
O encanto que nos seduz desde a primeira página prende-se com a consistência literária que este conto de contos (como aprendi a chamar-lhe) possui, e que aponta como principais responsáveis a capacidade que ele tem de criar, sistematicamente recriando, momentos de absoluta fruição, bem como a consistência de uma consciencialização face ao dever ecológico de cada um de nós.
Neste universo fascinante, onde a solidariedade e a permuta são verdades essenciais, o desconhecido apresenta-se numa aventura surpreendentemente calma, mas cativante, onde o tempo parece querer parar para uns e correr para outros, originando uma leitura plurissignificativa em valores e aprendizagens.
Criadas à moda dos contos tradicionais para crianças, as personagens dos Contos da Mata dos Medos primam por uma constante busca identitária, onde os valores que defendem – consoante a sua espécie, costumes ou simples vontade – têm um reflexo absolutamente positivo sobre o seu habitat natural. Neste lugar, onde a imagem da vida quotidiana se deixa ler de forma ajustada, tudo se faz à medida de cada um, mas num projecto de profunda partilha para o bem da colectividade. Se uns querem “ouriçar”, como o Ouriço ou a Lagarta (que se nega a fazer tudo o que as outras lagartas fazem habitualmente, e por isso foi baptizada pelo Ouriço de «Processionária-Não»); outros regem o seu modo de vida pelo empenho e pela persistência, como o Chapim que anda «sempre a correr de um lado para o outro e, por isso, nunca [está] em lado nenhum»; outros ainda, como o Coelho, preferem viver em contínuo sobressalto, desconfiando que o pior há-de vir; enquanto que outros como o Caracol optam viver na busca do sonho eterno. Por isso todos os anos, teima em ir ver o mar que nunca viu, o que o torna feliz por fazer «sempre uma grande viagem e tra[zer] muito que contar».
Contagiada pela deliciosa personagem Ouriço, que gosta de «ouriçar de barriga para o ar a apanhar sol (…)», mas que não deixa de interferir assertivamente na vida que se cria à sua volta, procuro apreender essa atitude serena e de absoluta auto-satisfação que a personagem tem para consigo e para com os outros habitantes da mata. Aconchegada na vontade de «ouriçar», deixo-me levar, tal criança curiosa, pelas páginas deste texto e descubro que afinal «ouriçar» não é, de modo algum, partilhar de uma indolência molenga e infrutuosa. «Ouriçar» obriga ao compromisso de realizar uma tarefa de suma importância: ter tempo.
Sugiro, agora, uma sucinta reflexão que nos permita compreender o que é isto de “realizar uma tarefa para ter tempo”. Ficaram admirados? Pois eu também fiquei. É que ter tempo significa estar «muito ocupado a ouriçar», como explica o Ouriço, e «ouriçar» é «o que calhar», ou seja, querer fazer algo, seja o que for, logo que nos satisfaça. Esta forma deliciosa de ser, criada pelo autor permite-nos subverter as normas do habitual e recorrer, em prol da nossa defesa (veja-se que nunca nos passou pela cabeça querer ouriçar!), à dicotomia existente entre o que significante e o significado pois, ter muito o que fazer afinal também pode significar não ter o que fazer, por isso «não fazer» isto ou aquilo, e ousar ter um «dia não». Um «dia não» que é apenas é um dia de não fazer, e não o dia não que costuma ser o responsável pelos nossos azares. É o tal dia que nos permite usufruir daquilo que nos aproxima da verdadeira essência da vida na partilha da própria felicidade, tal como o Ouriço, a Lagarta e, mais tarde, o Chapim que o fazem com agrado.
O jogo dialéctico, que se contemporiza entre as noções da denotação/conotação e na própria criação de expressões neologistas (criadas pelo Ouriço), ajusta-se às vivências e aventuras destes animais e concretiza, mais uma vez, o estilo literário do autor que adora brincar com as palavras, libertando-lhes o sentido. É pois na voz destas personagens que, na «Mata dos Medos», se constrói diariamente a recriação da própria ingenuidade e do estado puro das coisas. Parece-me inclusive que as ideias jovialmente inscritas no texto assistem a uma fluência absolutamente icástica das palavras que, quase soltas, porque libertas, se enfileiram, uma após a outra, na divulgação de uma mensagem plural: a da solidariedade descomprometida, típica dos puros de coração; a da compreensão de uma amizade enraizada no verdadeiro sentido do comunitário; a da partilha e da entreajuda sistemáticas entre os seres biologicamente diferentes, mas socialmente iguais.
Muitas são as ideias que constroem o fundamento desta obra criada à medida do essencial, e muito haveria a contar ainda sobre estes bichinhos irrepreensivelmente admiráveis porque tão puros e transparentes nas suas atitudes e desejos, contudo, ficar-me-ei, e já em jeito de conclusão, por uma questão (primordial ou não) que se prende com o ser-se ou não feliz e que perpassa as folhas deste livro. Esta é pois a «Pergunta Terrível» que todos evitam, mas que foi feita ao Chapim, que nem sabia se era feliz ou não, mas que desde então deixou de dormir e se sente, como afiança aos amigos, infeliz: ««O que se passa contigo?» perguntou a Toupeira. (…) o Chapim desatou a chorar. «É a maldita pergunta», disse, ele, entre soluços. «Não quero pensar nela, mas penso. Não me sai da cabeça. Por causa dela esqueço-me das horas, troco tudo, ando perdido no ar sem saber o que estou a fazer. É horrível»» (Magalhães, 2003: 40). O Caracol, por sua vez, julgando ter visto o mar, de regresso ao lar encontra-se dividido entre o estar feliz ou o já não poder estar feliz só porque já realizou o seu grande sonho: «Até que enfim, Caracol. E que tal é o mar?» Quis saber a Toupeira «É um mar como outro qualquer», respondeu ele sem entusiasmo. «Gostei mais do momento antes de o encontrar. Os momentos durante não são tão bons e o momento depois ainda é pior.» «Não estás contente?» «Estou. Porque vi o mar. Mas também estou triste.» «Porquê?» «Porque vi o mar. Agora que o encontrei, já não o posso procurar»» (2003: 53).
Esta reflexão, sobre algo tão difícil como o suposto conhecimento do que é afinal ser-se feliz, obrigar-me-ia a uma reflexão minuciosa sobre os hábitos, quantas vezes contrários à prosperidade do cosmos e da própria harmonia que defendemos como nossos e a uma avaliação pessoal, mas não é este o propósito deste texto. Desejo apenas que fiquemos a pensar e que pensemos, sobretudo, no tempo que dispensamos, de relógio em punho, às nossas crianças.
Num apego forte à mensagem aqui presente, quero apenas salientar que este texto, criado a partir do olhar atento e circundante, regista nos vários momentos em que se constrói, a preocupação autoral do belo, do simples, e do amor pelos animais, o que o transforma num pedaço de terra lavrada onde se cumprem a excelência do culto ao puro e ao natural. Acrescento ainda que o dom especial que particulariza a escrita de Álvaro Magalhães nos assegura que a certeza da satisfação plena se faz quando reconhecemos, que «apenas [estivemos] a ser», como aconteceu com o ansioso Chapim da «Mata dos Medos» que, por fim, aprendeu a estar «só a ver, a cheirar, a ouvir», o que lhe permitiu sentir algo que nunca tinha sentido: «respi[ar] profundamente, e a mata inteira respi[ar] com ele».
Gisela Silva

01 junho, 2007

Dia 1 de Junho, 21h30


A fantasia do escuro


MACHADO, David (2006), A noite dos animais inventados. 1ªedição. Ilustração de Teresa Lima. Lisboa: Editorial Presença.
ISBN: 972-23-3550-2
Conto Infantil


O livro intitulado por A noite dos animais inventados foi escrito por David Machado que nasceu em 1978 e é licenciado em Economia. Ganhou recentemente o Prémio Branquinho da Fonseca 2005 da Fundação Gulbenkian com este livro e além deste, também ganhou outros prémios.
Neste livro conta-se a história de um menino chamado Jonas que numa certa noite não conseguia adormecer. Então fechou os olhos e inventou uma galinha mas quando os abriu ela continuava lá. Foi aí que os seus irmãos acordaram e também a viam, começando eles também a inventar outros animais até o quarto ficar repleto deles. Já de manhã inventaram uma estação de comboios para os animais fugirem e nesse instante os pais entraram no quarto para acordá-los.
É um conto narrativo muito divertido especialmente para as crianças e é capaz de lhes proporcionar uma modificação substancial dos seus ambientes cognitivos pois a literatura não pode ser lida como um espelho. Logo, o princípio da ficcionalidade pode ser explorado pelas crianças ao analisarem o poder mágico do sonho, podendo também imaginar-se como protagonistas da história. Além disto, a literariedade está presente pois a história permite ao leitor fazer uma relação entre o que lê e a realidade na medida em que esta situação de Jonas ter medo do escuro é um episódio habitual nas crianças.
As ilustrações ficaram a cargo de Teresa Lima que nasceu em Lisboa, em 1962. É licenciada em Pintura pela Escola Superior de Belas Artes da Universidade de Lisboa e iniciou a sua actividade como ilustradora em 1990. Em 1998 ganhou o Prémio Nacional de Ilustração, pelo conjunto de ilustrações de uma versão de Alice no País das Maravilhas de Lewis Caroll e em 1994 foi nomeada para a Lista de Honra da IBBY. Neste conto, A noite dos animais inventados, fez uma separação clara entre o texto icónico e o texto verbal pois normalmente não aparecem juntos, sendo que na maioria das situações aparece numa página o texto e noutra as imagens. Mas, apesar disto, as ilustrações em tudo se relacionam com o texto e acabam por se complementar. Em relação ao texto icónico, é de salientar que as ilustrações apesar de coloridas não apresentam cores muitos vivas, o que se torna pouco apelativo para os mais novos. Em contrapartida, todas as ilustrações estão bem elaboradas dando impressão que nem todas foram feitas com a mesma técnica. Algumas dão a impressão que foram pintadas com lápis de cor, outras com pincel ou óleo e ainda algumas através de recortes de tecido. Relativamente ao texto verbal, é de referir que o aspecto gráfico está adequando às crianças visto que o tamanho das letras é grande e as linhas suficientemente espaçadas para evitar enganos na leitura. Todo o texto é bastante perceptível e foi construído numa linguagem simples e clara tornando fácil a sua compreensão. Os paratextos (capa e título) indicam logo à partida o que se irá tratar no livro pois o título interliga-se com a ilustração onde estão representados vários animais. A capa é bastante dura e as folhas são mais espessas que o habitual, o que permite uma maior durabilidade do livro, facilitando o seu manuseamento e das próprias folhas.
Por fim, o modo como finda o conto é bastante subjectivo, representando um espaço em branco, pois as crianças podem interpretá-lo à sua maneira: podem considerar que todo o enredo com os animais fora um sonho de Jonas, podem achar que os irmãos passaram a noite acordados a inventar animais ou podem pensar que os animais existiam mesmo apesar de serem fruto da imaginação. Obviamente que as crianças podem não se aperceber da abundância de sentidos e plurissignificações que este livro comporta e para isso, educadores, professores e pais devem auxiliar as crianças servindo de mediadores para lhes possibilitar o desfrute do livro. E, é por todos estes motivos que esta é uma história fantástica que com todo o mérito ganhou o prémio Branquinho da Fonseca 2005 e possui também uma edição em braile.

A eternidade




TEIXEIRA, José Rui, (2005). Horizonte. 1ªedição.
Ilustração de Joana Quental. Vila Nova de Famalicão: Quasi Edições.
ISBN: 989-552-120-0
Conto infantil

Horizonte é um livro escrito por José Rui Teixeira que nasceu no Porto, em 1974. É licenciado em Teologia pela Universidade Católica Portuguesa e mestre em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. É professor no colégio Luso-Francês e teólogo do Centro Catecumenal da Igreja do Porto. É também autor de vários livros de temas diversos e de outros desta mesma editora (Quasi Edições): Quando o Verão Acabar, Para Morrer, O Fogo e outros utensílios da Luz e Assim na Terra.
Neste conto infantil narra-se a história de uma menina que estava sentada junto à janela e tinha uma caixa vermelha ao colo repleta de fantasia. E, ao olhar para dentro dela e através da janela via o horizonte ao longe, entendia o silêncio, a paciência, o riso e até mesmo o passado. É uma história que nos faz pensar sobre a vida e em tudo o que nos rodeia pois esta menina pensava em tudo olhando simplesmente para o horizonte, preenchendo com os seus pensamentos, uma caixa que apesar de vazia lhe parecia cheia.
Neste livro fala-se em vários temas, especialmente no passado, na eternidade e na morte pois nesta caixa encontra-se, de certa forma, tudo aquilo que é inexplicável ou que não chegou a ser dito ou feito tal como os sonhos dos homens. De facto, a menina sentia um poder enorme ao olhar para a caixa pois conseguia ver aquilo que aparentemente não existe pois só habita no nosso pensamento se acreditarmos na eternidade da vida e tivermos esperança pois o que é e quem nos é importante nunca morre, vivendo para sempre dentro de nós. Em continuidade com o que foi referido, é de salientar o modo como o tema da morte é tratado visto que é feito com muita naturalidade, facto que não se presencia em muitos livros infantis. “De vez em quando cantava melodias tristes que ela ouvira certamente da boca dos mortos…” (Teixeira, 2005) Comporta assim uma novidade semiótica ao incorporar novos temas, facto tipicamente contemporâneo.
Ao longo da narrativa, as crianças podem activar os seus quadros de referência intertextuais quando se fala no mar e noutros elementos que relembrem os descobrimentos portugueses e até mesmo a morte de pessoas no mar que não chegaram a aparecer, o que se presencia em frases como: “…e os seus pequenos dedos imprimiam na superfície do plástico antigas histórias de gente que não mais voltara do mar.” (Teixeira, 2005) ou “…e a madeira cheirava a madeira e alguma coisa nela me dizia que outrora fora barcos.” (Teixeira, 2005).
As ilustrações são de Joana Quental que nasceu em 1969 e é designer, ilustradora e docente. É licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas-Artes do Porto e mestrada em Arte Multimédia. A sua actividade profissional tem-se repartido pelo desenho animado, multimédia, produção de material escolar, genéricos de televisão e ilustração de livros didácticos e literatura infantil. Recebeu a Menção Honrosa no Concurso Nacional de Ilustração Infantil. Neste conto, a ilustradora relaciona intimamente o texto icónico e o texto verbal pois estão associados. As imagens utilizadas no texto icónico são muito coloridas e atractivas e um bom exemplo é a representação do cabelo da menina que por ser tão longo consegue figurar o longe. Igualmente algumas palavras ou frases estão incluídas nas imagens, o que torna este tipo de ilustração inovador. E, ainda antes de se folhear o livro, podem-se observar umas guardas que tem uma ilustração com um elemento em comum com a capa que é uma caixa vermelha. Contudo, a caixa na capa está fechada e nas guardas encontra-se aberta. Os paratextos (capa e título) podem causar, à primeira vista, um certo estranhamento mas também curiosidade pois associando o título Horizonte com a ilustração presente na capa (uma menina com uma caixa na mão), não parece, à primeira vista, fazer muito sentido. Deste modo, apela-se a que o leitor amplie a sua leitura pois só ao longo dela é que se aperceberá da temática do livro.
É, em suma, uma obra muito interessante que nos ensina a ver o mundo de outra maneira, incentivando a olhar o presente e ver a vida com prazer (visão hedonista e tolerante da vida). Há assim uma atitude de harmonia face às questões da ecologia e do pacifismo. É, por tudo isto, um livro muito inovador e educativo, altamente direccionado para crianças.

O mistério nocturno
SOARES, Luísa Ducla. (2003). Quem está aí?. Barcelos: Editora Civilização. ISBN: 972-26-2112-2. Dos 4 aos 10 anos de idade.

O livro Quem está aí? é uma obra da autora Luísa Ducla Soares que nasceu em Lisboa a 20 de Julho de 1939, onde se licenciou em Filologia Germânica. O seu primeiro livro de poesia data de 1970 e intitula-se Contrato, desde então a escritora tem-se dedicado como estudiosa e autora à literatura infanto-juvenil. Recebeu o "Prémio Calouste Gulbenkian para o melhor livro de literatura infantil no biénio 1984-1985" e o "Grande Prémio Calouste Gulbenkian" pelo conjunto da sua obra em 1996. As suas obras encontram-se traduzidas em diversos línguas, nomeadamente francês, catalão, basco e galego.
O título deste livro apela, logo de início, à participação do leitor no processo interpretativo. Através da interrogação Quem está aí?, o texto parece começar um diálogo com o leitor, onde este vai ao texto na expectativa de encontrar o que o título promete e deixa ainda o leitor curioso, através de uma interrogação explícita em que o leitor vai “mergulhar” na obra para saber do que se trata e atribuir-lhe um sentido.
O carácter enigmático do título envolve o leitor de tal maneira que este vê-se tentado a procurar a resposta para aquilo que não lhe é fornecido à partida.
O modo como o significado do título surge, remete desde início à participação do leitor/receptor no processo interpretativo. Através da interrogação Quem está aí?, o texto parece envolver-se num diálogo com o leitor.
Esta é a história de cinco primos que, numa noite como todas as outras, na hora de ir para a cama faziam birra para brincarem mais um pouco.
Contudo, nessa noite acontece algo inesperado que os põe em alvoroço, ouviram bater o portão. A curiosidade era tanta que um a um saíram para tentar solucionar este mistério. Cada uma das personagens vai encontrar algo diferente com que podem brincar quando acordarem. De manhã, qual é o espanto das crianças e do avó quando vêem que o que encontraram na noite anterior não passou de um mero conjunto de “peças” que formavam um todo, um elefante.
Ao longo do texto, o leitor pode activar os seus quadros de referência intertextuais com a obra Os olhos de Ana Marta de Alice Vieira. À semelhança do que acontece com a personagem Marta, que procura incessantemente a verdade, também os cinco primos e o avô procuram resolver o enigma em que se envolvem. Por outro lado, a presença icónica de olhos (em Quem está aí?) parece-nos os olhos que Marta sentia vaguear pelas paredes de sua casa, vigiando-a.
No que diz respeito ao texto icónico esta obra é bastante rica, desde a capa que apela para o jogo, na medida em que o menino utiliza a tromba do elefante como escorrega para se divertir, bem como no corpo de texto, uma vez que as ilustrações são bastante coloridas, possibilitando captar ainda mais a atenção das crianças e permitindo-lhes, através da imaginação, desenvolver a criatividade, autonomia e sentido crítico. O texto icónico serve de intérprete do texto verbal, pois origina uma variedade de sentidos que enriquecem o texto na sua globalidade.
Neste livro, a ilustração antecipa sempre o que o texto nos vai dizer. Contudo, na página do texto, normalmente com fundo branco, existem também pequenas ilustrações. Estas são, na maior parte das vezes, um elo de ligação com a página anterior.
Em suma, o texto transmite-nos alguns valores, embora não estejam implícitos; A coragem por não ter medo do escuro e do desconhecido; a partilha, porque as crianças partilham com os restantes primos o que encontram; o convívio com as pessoas mais velhas que entram na brincadeira com as mais novas; e a liberdade, porque no final da história o elefante vai para a floresta.

Guerra/Paz
SOARES, Luísa Ducla (2002) O soldado João (3ª edição). Porto: Livraria Civilização Editora. Ilustração de Dina Sachse. ISBN 972-26-2047-9.A partir dos 7 anos.


Luísa Ducla Soares que nasceu em Lisboa a 20 de Julho de 1939, onde se licenciou em Filologia Germânica. O seu primeiro livro de poesia data de 1970 e intitula-se Contrato, desde então a escritora tem-se dedicado como estudiosa e autora à literatura infanto-juvenil. Recebeu o "Prémio Calouste Gulbenkian para o melhor livro de literatura infantil no biénio 1984-1985" e o "Grande Prémio Calouste Gulbenkian" pelo conjunto da sua obra em 1996. As suas obras encontram-se traduzidas em diversos línguas, nomeadamente francês, catalão, basco e galego.
O Soldado João é uma obra da literatura contemporânea onde, através de uma narrativa, nos é relatado, de um modo brincalhão, as peripécias de um “soldado” na sua incursão pelos caminhos – errados – da guerra. Apresenta-se assim como um conto facecioso, mas, ao mesmo tempo, moral e filosófico ao colocar em confronto valores distintos como a guerra e a paz, com evidente preferência por este último.
Os segmentos da acção desenrolam-se num encadeamento perfeitamente delimitado, bem evidente, por exemplo, nos dois últimos parágrafos correspondentes a duas sequências da história, onde os dois generais inimigos “como [já] era noite, acharam que já passara o tempo da guerra, apertaram as mãos e partiram em paz.” (Soares, 2002:16) e o “soldado João [a personagem principal] sete dias andou até chegar à sua aldeola, onde de novo sacha milho, rega cravos, semeia couves e manjericos.” (idem, ibidem: 18).
Através de uma desconstrução paródica é-nos relatada a história de um soldado “feliz e desengonçado” (idem, ibidem: 4), um menino até aí ligado à tranquilidade do campo, que, sem jeito para a guerra, vai colocando valores como a amizade, a tolerância, a partilha e a alegria em substituição das funções bélicas que lhe são atribuídas. Através do seu modo de agir ele vai alterando os comportamentos e atitudes dos outros intervenientes na guerra e com isso “vence-a” e conquista a paz, regressando ao seu lar tranquilo.
Como estamos a falar de literatura, que apela ao imaginário, e olhando a dicotomia guerra/paz presente em todas as ilustrações à partida o título remete-nos para uma figura-tipo, um combatente, um palco de guerra, mas a sua ilustração mostra-nos um menino franzino e de aspecto hilariante com uma flor na mão. Durante todo o conto a subversão das ilustrações mostra-nos uma guerra que mais não é do que uma confraternização, ao mostrar-nos sempre imagens de momentos de alegria como, por exemplo, a dança do fandango enquanto o soldado João tocava corneta. Ficamos assim, durante toda a obra, perante uma guerra que não o é nem existe realmente, e uma paz que até ao momento final vive e passeia-se livremente pelo “interior” da sua outra “personalidade”, a guerra.
O estranhamento também é encontrado nesta obra, através do soldado João que, depois de ter passado o conto todo a “cultivar” a paz, em vez de terminar a história com uma enxada, saia dela com o único elemento que até aí não tinha sido aparecido em nenhuma ilustração – a espingarda.
Esta obra convida o leitor a um constante recurso à sua competência literária, ou à sua experiência de vida, para o preenchimento dos espaços em branco.
Num conto em que as ilustrações o acompanham ao longo de todas as páginas aparecem-nos alguns passos em que esse convite é mais evidente. Uma criança, por exemplo, quando lê o seguinte segmento textual: “Pelos campos fora, o soldado João era a vergonha dos batalhões. Trazia uma flor ao peito, punha as mãos nas algibeiras, coçava o nariz, não acertava o passo.” (idem, ibidem: 4) faz logo uma analogia com o palhaço dos circos, normalmente detentor dessas características. Mas, do mesmo modo pode referir, a partir desse momento, que o papel do soldado João será o de fazer do palco da guerra um palco de alegria, e o de contagiar todos os outros.
Esta obra ao colocar-nos o confronto guerra/paz através da viagem do personagem principal da sua aldeia natal para o palco de guerra, apresenta-se também como uma representação das tensões entre a tradição da aldeia, representada pela tranquilidade e a espiritualidade, e a cidade que opõe a esses valores a modernidade, o material e a ausência de valores espirituais.
Pode ser assim analisada como uma reflexão aos valores da sociedade citadina, em que a autora a expõe ao ridículo através da crítica a certos aspectos, como os valores morais pelos quais esta se rege, e de como eles estão profundamente errados.

“A sabedoria da infância”

LETRIA, José Jorge (1994) O Menino Eterno (1ª ed.).
Ilustrações de Henrique Cayatte, Porto: Livraria Civilização Editora.
ISBN 972-26-1032-5.


José Jorge Alves Letria nasceu em Cascais, a 8 de Junho de 1951,é um jornalista e escritor português. Como escritor distingue-se na poesia, no conto, no teatro e, sobretudo, na literatura para a infância e juventude. E segundo ele, a sua poesia «é muito marcada pelo amor e pela tentação da felicidade que integra o amor. Uma espécie de sede de absoluto que o amor representa enquanto horizonte.».
O Menino Eterno é um conto maravilhoso, retratado como uma lenda oriental. O narrador apresenta-nos esta obra dividida em quatro capítulos sequenciais bem delimitados, onde a história de Pi Wang, Um Camponês Sábio (Letria, 1994: 3), nos transporta através de uma viagem fantástica ao mundo do “eterno”.
Os paratextos com que nos deparamos no nosso primeiro contacto com esta obra contemporânea da literatura infanto-juvenil, são os que estão presentes na capa, contracapa, lombada e badanas.
Mas é na capa e na contracapa do livro aberto, que se forma uma só imagem, de onde se realçam indivíduos que aparentam ser orientais e uma árvore que preenche metade da contracapa.
A capa dura e as folhas espessas, asseguram a transição a um leitor que está a chegar à faixa etária dos 9 anos. O leitor adulto, ao contactar com este livro, tem desde logo a percepção de que está a ser “apresentado” a uma obra de um autor reconhecido.
Na óptica do imaginário e do fantástico, o título ao iniciar-se com o artigo definido “o” deixa de ser um menino eterno para ser “O Menino Eterno”, aludindo à sua autenticidade, a que ele é único. As ilustrações de Henrique Cayette remetem o leitor infanto-juvenil para o mundo do fantástico, associado às lendas do oriente, onde tudo é passível de acontecer.
Este livro conta-nos a história de Pi Wang, um velho camponês que afirmava que as crianças têm nos olhos "toda a sabedoria do mundo" (idem, ibidem: 5). Desiludido com o rumo dos acontecimentos, Pi Wang, apenas com a companhia de um falcão, refugia-se no cimo de uma montanha deserta, onde por intermédio de um segredo bem guardado, vai proferindo as palavras mágicas que um peregrino lhe ensinou. Ingere o preparado e torna-se de novo menino. Só então desce a montanha e encontra um mundo que, apesar de ser o seu, lhe é estranho.
A obra infanto-juvenil Os Olhos de Ana Marta, tem uma forte presença intertextual com O Menino Eterno. O sonho, obsessivo, que povoa O Menino Eterno, à semelhança dos Olhos de Ana Marta está simbolizado na infância que transfigura a morte e nunca parte. A eterna infância em Os olhos de Ana Marta, é personificada na presença “viva” de Ana Marta em toda a narração, em todos os personagens, passeando-se por toda a casa, vigiando com os seus “olhos” os passos da irmã e votando a uma solidão e isolamento, quase total da vida, a Flávia, sua mãe.
A importância das pequenas coisas, quer elas sejam do âmbito humano ou da Natureza, é o valor primordial que sobressai da leitura e interpretação desta obra. A importância da criança, referida como quem tem “nos olhos – explicava ele – toda a sabedoria do mundo” (Letria, 1994: 5) e a renovação da Natureza, o ciclo onde nada se ganha, nada se perde, tudo se transforma, desde que a saibamos respeitar.
O menino eterno, o menino que nos acompanha com a sua omnipresença no dia-a-dia, o menino da obra literária mais lida em todo o mundo, está também presente em O Menino Eterno. Se analisarmos a capa e contracapa como um único elemento, notamos toda uma significação de um momento Bíblico impregnada na ilustração. Um monte, os pastores e os reis magos com as prendas para o menino que os aguarda nas palhas “sentado”. Sentado, porque este Menino Eterno está representado por um sábio ancião, nesta obra, no lugar de Jesus Cristo que nasceu menino, mas predestinado a ser o Messias, a voz de Deus Pai todo-poderoso e a sua voz na terra, afinal a voz de toda a sabedoria.
Enquanto decorre a nossa leitura da obra, somos transportados por quatro capítulos que correspondem às quatro estações do ano. A analogia deste facto remete-nos para quando Pi Wang responde aos camponeses, dizendo-lhes que “-A Natureza tem desta coisas. Tem as suas regras e as suas leis. Porque não havemos de lhe dar um pouco mais de tempo?”(idem, ibidem: 5-6). Desta forma, ele remete toda a sua sabedoria para a Natureza e para o tempo.
Da mesma forma, se analisarmos as alterações icónicas na mudança de capítulos, somos confrontados com a passagem das estações através de uma árvore (simbolizando a Natureza) em que a queda e renovação da folha se alia ao passar do tempo (que tudo cura) e nos convida a todas as vezes que acabamos a obra, a reiniciar o ciclo, voltando à Primavera.
Em síntese, a imagem do eterno está bem presente nesta obra, quer na capacidade da natureza se renovar mas também de nela se desabrochar, sempre, uma vida nova.



“Mais vale uma égua na mão do que duas a galopar”

Andrade, Eugénio (2000). História da Égua Branca. Caminho.
Ilustração: Joana Quental
ISBN: 9726103525


Eugénio de Andrade, o autor deste livro após algumas tentativas juvenis que mais tarde repudiou, impôs-se definitivamente no panorama da actual poesia portuguesa com As Mãos e os Frutos (1948). Contemporâneo dos movimentos neo-realista e surrealista, quase não acusa influência de quaisquer escolas literárias, propondo uma poesia elementar, cuja musicalidade só encontra precedentes na nossa lírica medieval, ou num poeta como Camilo Pessanha.
O livro História da Égua Branca tem como ilustradora Joana Quental que, em 1992 obteve a licenciatura em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas-Artes do Porto, tendo em 2001 concluído o Mestrado em Arte Multimédia. A sua actividade profissional tem-se repartido pelo desenho animado, multimédia, produção de material escolar, genéricos de televisão e ilustração de livros, nomeadamente didácticos e literatura infantil. Em 1997 recebeu a Menção Honrosa no Concurso Nacional de Ilustração Infantil promovido pelo IPLB e IBBY.
O título da obra em análise, remete-nos desde logo para um texto narrativo, no qual Égua Branca é a personagem principal. Juntamente com o título, a ilustração presente na capa apresenta a protagonista, bem como os principais intervenientes na acção.
Quanto às ilustrações é de realçar o seu carácter apelativo, capaz de reter a atenção do leitor, devido às cores alegres e vivas que o induzem para uma narrativa voltada para a natureza, para a amizade e adequada ao público-alvo. Estas fornecem ainda, uma pista relacionada com as categorias temporais (estação do ano, Inverno), através da observação da indumentária dos jovens (casacos + carros); o que não coincide com o texto: “Era Agosto…”.
Esta obra é destinada aos leitores dos 5 aos 8 anos de idade, devido à grande simplicidade e acessibilidade quer no estilo, quer na linguagem, em termos de compreensão. E nesta, como na maioria das narrativas infantis, de fundo pedagógico, prevalece o real e o bem sobre o artificial e o mal.
A acção deste livro desenrola-se no sentido de um único fim e em volta de um problema do qual o narrador relata três episódios, cada um concluído com uma peripécia, as duas primeiras de fundo humorístico e a ultima de fundo sério e moralizante.
Cristóvão tinha três filhos, e como forma de agradecimento por não se terem esquecido do seu aniversário decidiu dar-lhes algo que eles quisessem. É nesta altura que se inicia a acção principal pois todos os filhos queriam a égua. Cristóvão pede ao boticário que o aconselhe e assim confia a égua ao seu filho mais velho, António (primeiro momento), depois deixa a égua com o seu outro filho, Joaquim (segundo momento), e por fim ao seu filho mais novo, João (terceiro momento), com quem a égua acaba por ficar.
Tendo em conta tudo isto, podemos encontrar relações de natureza intertextual entre a obra História da Égua Branca e a história Os Três Porquinhos, pois em ambas a acção desenrola-se em três momentos. Tal como a égua passou pelos três irmãos (três momentos importantes mas distintos), também o “lobo mau” passou pelas casas dos três porquinhos. No entanto o desenlace de cada um destes contos é diferente assim como a moral da história.
Quanto às marcas de estranhamento nesta obra não existem, pois toda a acção decorre dentro da normalidade e do que é real. Além disto, não existe muita possibilidade para o preenchimento de espaços em branco, visto ser um texto que contém bastantes imagens que ajudam a completar a leitura e interpretação do texto. No entanto, esta obra, pode levar-nos a imaginar sons em determinados momentos da história de forma a enriquecê-la.
Segundo a Teoria da Cooperação Interpretativa de Umberto Eco, o receptor tem uma importância crucial na descodificação do texto, logo, a leitura é uma modalidade de interacção entre o texto e o receptor. E isto verifica-se nesta história, pois é estabelecida uma relação de proximidade entre o narrador e o narratário através do recurso à ironia, situações humorísticas, segmentos textuais inacabados.
Em suma, esta obra é uma obra que retrata uma lição de vida apelando à fidelidade e à sinceridade. Pois o verdadeiro interesse de João pela égua prevaleceu devido ao facto deste a aceitar e gostar dela pelo o que ela é e não pelo que ele desejava que fosse, ao contrário dos seus irmãos.

31 maio, 2007

Papá, adoro-te!


Ritchie, Alison (2007). Eu e o meu Papá!. Ilustração de Alison Edgson. Lisboa. Minutos de leitura



ISBN: 972-793-061-1

A partir dos 3 anos

A autora do texto verbal é Alison Ritchie e do texto icónico é Alison Edgson, mas sobre a quais não foi possível encontrar dados relativos aos seus trabalhos e vida.
Este livro conta a história da relação que o ursinho mantém com o seu pai. Assim, o ursinho conta todas as actividades que ao longo do dia vai realizando com ele. Ele diz que é o pai que o acorda todos os dias de manha, que é com ele que vai explorar e passear na floresta, que procura alimento, com quem brinca e faz diversos jogos, que lhe conta as histórias antes de dormir e que o protege sempre que uma tempestade aparece… fazem tudo juntos.
Depois de contar tudo o que fizeram durante esse dia termina dizendo que o seu pai é o melhor e que vão ser sempre amigos.
Esta história tem um cariz actual pois retrata a relação de amor e carinho que existe entre os pais e os filhos mas que por vezes não acontece.
Por isso, na minha opinião, é um livro importante para, de uma forma lúdica e ao mesmo tempo didáctica, tentar aproximar os pais dos filhos, para que possa existir uma cumplicidade entre eles, como o texto deixa transparecer através das diferentes actividades que o pai urso e o ursinho vão fazendo ao longo do dia.
Dessa maneira, se todos os pais lessem a história com os seus filhos, seria muito gratificante na medida em que poderiam aprender a forma como deveriam tratar os seus filhos e lidar com eles e, poderiam também, perceber que, por vezes, um simples gesto de ternura pode fazer a diferença numa criança.
Com a história, os pais podem toma-la como exemplo e ponto de partida para começarem a dar atenção aos seus filhos. Para além disso, aqueles que já mantêm uma cumplicidade com os filhos, podem identificar-se com a história, sentindo-se reconfortados pois verificam que tudo o que ocorre nesta eles também fazem. Vêem o seu trabalho, assim, “recompensado” com a criação desta.
O texto verbal da obra tem como característica o facto de estar escrito em poema. Assim, a cada duas páginas de texto icónico corresponde uma quadra com rima cruzada no segundo e quarto versos. Cada quadra acompanha o texto icónico da respectiva página onde se encontra.
Para além disso, no texto verbal é utilizado uma linguagem acessível e de fácil compreensão pois utiliza palavras simples, e é reduzido pois predomina a ilustração.
Desta forma, este livro é um álbum, em que, as imagens ocupam grande parte deste. Estas são grandes e com cores agradáveis. Por exemplo, o desenho da chuva foi conseguido a partir através da mistura de cores de lavanda, azuis e amarelos.
Estas imagens ilustram aquilo que é dito no texto verbal. Podem, também, demonstrar ao leitor outras informações que possam estar escondidas no texto verbal, e isto vai permitir que a imaginação da criança (e do próprio adulto) se espalhe, criando novas interpretações para o que é dito.
Carina Ferreira

Tudo por uma mudança...


Batista, António Alçada (2005). Uma vida melhor. Ilustração de Teresa Conceição. Lisboa. Oficina do Livro.

ISBN: 989-555-132-0

A partir dos 5 anos

António Alçada Batista, autor do texto verbal, nasceu em 1927 na Covilhã. Licenciado em Direito, esteve ligado ao jornalismo e à edição. O seu primeiro livro foi sobre Documentos políticos, seguindo-se a publicação de "Peregrinação interior – Reflexões sobre Deus", "O Anjo da Esperança" e, os romances "Catarina ou o sabor da maçã", "Uma vida melhor" ou "O riso de Deus". Teresa Conceição é autora do texto icónico, da qual não foi possível encontrar dados relativos ao seu trabalho.
Este livro conta-nos a infância do Senhor Doutor Luís. Este, quando era pequeno, vivia na cidade, numa casa com um jardim e um quintal. Gostava de estar sempre no colo de alguém e quando fosse grande queria ser cowboy ou índio bom. Gostava, também, de brincar com os seus amigos (o Zequinha, o Artur, o João e o Xarréu) e com os primos e as primas e, gostava de ir para a quinta que ficava perto da cidade, e ai brincar com o Quim e o Tó.
Mas um dia o Senhor Doutor Luís foi ao médico e descobriu que estava doente. Além de ter bronquite tabágica, descobriu que estava com stress. Aquando disso, o Senhor Doutor Luís percebeu que precisava de fazer algo para mudar a sua vida.
Com isso pensou em duas coisas: a primeira era que tinha dado demasiado valor a coisas que não tinham importância; a segunda foi que estava sempre tão ocupado que não tinha tempo para brincar.
No dia seguinte decidiu vender o escritório e com o dinheiro comprou uma quinta chamando-lhe “O Rancho do Vale de Deus”. Aqui voltou a brincar: às casinhas, aos desenhos, a ler… e a sentir o colo que outrora tinha sentido quando era mais novo.
Esta história retrata o que ocorre nos dias de hoje. Existem muitos adultos que, com o passar do tempo, se esqueceram daquilo que realmente lhes interessa e é importante. Esquecem-se que um dia foram crianças, e isto acaba por tornar a sua vida monótona, sem alegria pois perderam a capacidade de brincar.
Com a história a criança pode entender uma das razões porque, por vezes, os pais não brincam com elas, e, em contrapartida, ajuda-os, também, a ter esperança que os seus pais possam mudar, e voltem a brincar com eles. Os pais, ao lerem a história aos seus filhos, podem perceber que estão presos às responsabilidades do dia-a-dia e que se esqueceram de coisas tão simples como brincar com os seus filhos. Ficam tão absorvidos com o que acontece no dia-a-dia que se esquecem que há coisas boas na vida que devem ser aproveitadas e vividas. Quem acaba por perder são as crianças que não têm a companhia dos pais.
Relativamente ao texto verbal da obra não é muito acessível. Embora se perceba o que pretende ser transmitido contém alguns termos que a criança pode ter dificuldade em interpretar, se não tiver a ajuda de um adulto. É, também, um texto bastante descritivo e longo o que pode tornar-se cansativo para uma criança mais nova pois não tem tanta capacidade de concentração, quando comparada com uma criança mais velha. Podendo, com isso, perder o interesse pela história.
Algumas características que podem levar a criança a mostrar interesse por esta é o facto de conter termos que são usados por crianças e jovens como “gaja”, e por relatar acontecimentos que algumas crianças passam enquanto crianças.
O texto verbal, em comparação como texto icónico, ocupa a maior parte da obra. As imagens, na sua maioria, ocupam metade da página embora algumas sejam pequenas. Estas acompanham o que é dito no texto verbal, sem acrescentar algo mais ao que é dito.
Por fim é de referir que na capa do livro encontra-se o símbolo da fundação do Gil. A Fundação do Gil foi criada em 1999, e tem como objectivo a integração social das crianças e jovens que se encontrem internados em unidades hospitalares, prisionais entre outras. Para conseguir realizar os seus projectos a Fundação promove acções de carácter cultural, educativo, artístico, científico, social e de assistência.
Carina Ferreira

25 maio, 2007

“Canções de Embalar a Vida: vozes, sons e afectos” - Instituto Piaget - 9 de Junho


O Instituto Superior de Língua Portuguesa (ISLP), em articulação com o Observatório da Literatura Infanto-Juvenil (OBLIJ), vai levar a efeito um encontro subordinado ao tema: “Canções de Embalar a Vida: vozes, sons e afectos”.
Destinado a Educadores/as de Infância, “avós”, pré-mamãs ou jovens mães e a todos os profissionais de educação, procurar-se-á redescobrir a prática das canções de embalar; reflectir sobre a importância da música, dos sons e das canções na vida da criança, desde o berço; partilhar experiências e vivências; esbater fronteiras intergeracionais.
Este evento terá lugar no próximo dia 9 de Junho, no auditório da Escola Superior de Saúde do Instituto Piaget, em Gulpilhares, de acordo com o seguinte programa:

Programa
09.00 – Recepção dos participantes
09.15 – Sessão de abertura (Luís Cardoso – Presidente do Campus Académico de V.N. de Gaia – Estela Lamas – Directora do ISLP)
09.30 – Momento lúdico-musical – Embalando Histórias e Memórias (Alunos de Educação Musical – Instituto Piaget)
09.45 – Apresentação do Observatório da Literatura Infanto-Juvenil (OBLIJ) e do Centro de Literatura Infantil do Instituto Piaget (CLIIP) (Armindo Mesquita – UTAD – e Paula Pina – Instituto Piaget)
10.15 - Apresentação do livro “Mitologia, Tradição e Inovação – (Re)Leituras para uma nova literatura infantil” (Fernando Azevedo – Universidade do Minho)
10.30 – Intervalo
11.00 – A importância da Música na vida da Criança (Ângelo Martingo – Instituto Piaget)
11.30 – Impregnar de Afectos a Vida e o Ser da Criança (Helena Pinheiro – Instituto Piaget)
12.00 – Partilha/Debate (Moderador: Armindo Mesquita – UTAD)
12.45 – Interrupção dos trabalhos

14.30 – Workshops lúdico-musicais – Embalando Histórias e Memórias – canções de embalar, e infantis (dinamizadores: grupo de cantares de St.ª Valha – Valpaços; Augusto Pacheco – Instituto Piaget/Academia de Música de Vilar do Paraíso; Tadeu Marques – Escola E.B. 1 de Quebrantões, V.N. Gaia)
15.30 – Partilha dos trabalhos
16.15 – Canções Contadas (Estela Lamas e José Manuel Couto – ISLP)
17.00 – Encerramento (Estela Lamas)

* Ao longo do dia, contaremos com uma feira do livro (Literatura Infanto-juvenil), da responsabilidade da Editorial Piaget e da Gailivro

Escola Superior de Saúde Jean Piaget/Vila Nova de Gaia
Alameda Jean Piaget, 4405-678 GulpilharesTelefone: +351 227 536 600
Fax: +351 227 536 637

Encontro de Educação - Ler é Poder: LEITURA e PRÁTICAS DOCENTES

Mirandela, 13 de Junho

Auditório da Escola Secundária de Mirandela
(Quarta-feira)


14:30 Abertura/Sessão de Apresentação.

15:00 Plano Nacional de Leitura: objectivos e estratégias. Comunicação da Dr.ª Dina Macias (ESE de Bragança).
15:45 Estratégias para formar leitores. Comunicação do Prof. Dr. Fernando Azevedo (U. Minho) e da Dr.ª Virgínia Coutinho (Formadora do CFAE Mirandela).
DEBATE: Moderador: Prof. Fernando Lopes, Director do CFAE de Mirandela.

16:30 Intervalo: Café.

16:45 Conhecer e Reflectir sobre práticas de leitura. Mesa redonda com as seguintes comunicações:
1.ª Intervenção: “Práticas de Leitura no 1.º Ciclo do E. B.”, pela Dr.ª Elza Mesquita, (ESE de Bragança).
2.ª Intervenção: Projecto “Ler: Há Letra “ do Agrupamento de Escolas Luciano Cordeiro de Mirandela, pelas Professoras Fernanda Silva e Arminda Alves.
3.ª Intervenção: Projectos “ Leitura e aprendizagem: um binómio feliz” e “Um livro aberto fala” pelas professoras Isabel Pires e Elvira Sousa da Escola Secundária/3 de Mirandela.
DEBATE: Moderador: Prof. José Carlos Azevedo, Presidente da CEI do Agrup. Luciano Cordeiro de Mirandela.
18:00 Encerramento e distribuição dos certificados de participação.

Destinatários: Educadores e Professores de todos os níveis de ensino das Escolas Associadas do CFAE Mirandela

INSCRIÇÕES: Ficha de inscrição. Enviar para: CFAE Mirandela. Escola E B 2 e 3 Luciano Cordeiro. Bairro do Pinheiro Manso. 5370-336 Mirandela. (por Correio ou Fax: +351 278264456)

Organização: CFAE Mirandela
Centro de Formação da Associação de Escolas do Concelho de Mirandela
Escola EB 2 e 3 Luciano Cordeiro
Bairro do Pinheiro Manso
5370-336 MIRANDELA
Telef. e Fax: 278264456

Apoios: Câmara Municipal de Mirandela
Livraria e Papelaria PINHEIRO
Escolas Associadas do CFAE Mirandela

promover a leitura com a poesia

Este video mostra-nos como a leitura de poesia pode proporcionar momentos, quer de fruição estética quer de divertimento, e como ainda conjuga o saber ler com a expressividade necessária ao entendimento do texto.
Os poemas são de Shel Silverstein e o primeiro tem por título Sick


"I cannot go to school today,"
Said little Peggy Ann McKay.
"I have the measles and the mumps,
A gash, a rash and purple bumps.
My mouth is wet, my throat is dry,
I'm going blind in my right eye.
My tonsils are as big as rocks,
I've counted sixteen chicken pox
And there's one more--that's seventeen,
And don't you think my face looks green?
My leg is cut--my eyes are blue--
It might be instamatic flu.
I cough and sneeze and gasp and choke,
I'm sure that my left leg is broke--
My hip hurts when I move my chin,
My belly button's caving in,
My back is wrenched, my ankle's sprained,
My 'pendix pains each time it rains.
My nose is cold, my toes are numb.
I have a sliver in my thumb.
My neck is stiff, my voice is weak,
I hardly whisper when I speak.
My tongue is filling up my mouth,
I think my hair is falling out.
My elbow's bent, my spine ain't straight,
My temperature is one-o-eight.
My brain is shrunk, I cannot hear,
There is a hole inside my ear.
I have a hangnail, and my heart is--what?
What's that? What's that you say?
You say today is. . .Saturday?
G'bye, I'm going out to play!"

Download: Posted by jmemmott at TeacherTube.com.

Os blogs e a promoção da leitura em contexto escolar

Download: Posted by speakingofhistory at TeacherTube.com.

Criando leitores! A importância das bibliotecas

Download: Posted by bailey at TeacherTube.com.

23 maio, 2007

Prémio Nacional de Ilustração

Este ano, o Prémio Nacional de Ilustração distinguiu, por unanimidade, Teresa Lima pelo conjunto das ilustrações da obra Histórias de Animais, com texto de Rudyard Kipling, publicada pela Editora Âmbar.
Esta é a segunda vez que Teresa Lima vence o Prémio Nacional de Ilustração, depois de, em 1998, ter ganho com as ilustrações de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Caroll. Foram ainda atribuídas duas menções honrosas a Bernardo Carvalho, pelas ilustrações de P de pai, e a Madalena Matoso, por Uma mesa é uma mesa, será?, ambos de Isabel Martins e editados pela Planeta Tangerina.
Este ano estiveram a concurso 111 obras ilustradas por autores portugueses de 32 editoras, registando-se um recorde de participação editorial.

16 maio, 2007

Lançamento da revista LIBECLine


LIBECLine - Revista em Literacia e Bem-Estar da Criança


A Comissão Editorial da revista LIBECLine convida todos os interessados para uma primeira apresentação pública da revista, a qual terá lugar no antigo edifício do Instituto de Estudos da Criança (Av. Central, nº 100, Braga), pelas 19h15, na próxima 6ª feira, dia 18 de Maio.
Número 1
Editorial
Entre fios, meadas e tramas: Emília des(a)fia a palavra escrita e tece suas memórias - Eliane Debus
A magia do recontar: apontamentos sobre intertextualidade, dialogismo e polifonia na obra cinematográfica Os Irmãos Grimm - Ana Amélia Tridico, Kézia Kristina da Silva, Nicia Narciso e Regina Durigan
Investigações matemáticas envolvendo alunos do 1º ciclo do ensino básico - Paulo Afonso e Maria da Graça Gabriel
The way a Romany (Gypsy) community perceives space notions and some educational implications for Romany students - Stathopoulou Charoula
Contactos:
Centro de Investigação em Promoção da Literacia e Bem-Estar da Criança (LIBEC)
Universidade do Minho
Campus de Gualtar
4710-057 Braga
Telf. +351 253601360
Fax. +351 253601201


13 maio, 2007

Fazendo leitores

Algumas das minhas memórias mais queridas dizem respeito à leitura: esconder-me debaixo dos lençois com uma lanterna, ler muito depois da meia noite, deitar-me no sofá com uma caixa de chocolates a ler A morgadinha dos Canaviais ou os Sonetos de Camões...ou sentir na mão o meu primeiro cartão de uma biblioteca pública!
O meu amor pela leitura consolidou-se... nem eu sei quando: na minha casa os livros enchiam as paredes! Ler era-me absolutamente normal, todos liam à minha volta: pais, irmãos, amigos, companheiras e companheiros de escola!
Contudo, a certa altura um fenómeno estranho aconteceu: a leitura de certos livros foi-me desaconselhada porque alguém podia saber o que eu lia e isso podia trazer dissabores...a liberdade e a democracia ainda não tinham chegado ao nosso país.
João Pedro Mésseder /Editorial Caminho

Ah, mas o fruto proibido é o mais apetecido e os livros de Máximo Gorki e de Steinbeck passaram a ter capas cobertas por papel custaneira! A minha mãe ficou horrorizada, mas nada conseguiu deter-me na caminhada da leitura, e há falta de melhor lia-se as Selecções do Readers Digest ou A Maria ou ainda a revista Fagulha! Mais tarde, barricados no bar da faculdade de Letras, ouvindo o Zeca cantando canções de embalar, a poesia despertou como a estrela d´alba da cantiga:

Dorme ó meu menino / Que a estrela d' alba / Já a procurei e não a vi / Se ela não vier de madrugada / Outra qu' eu souber será p´ra ti!

José Jorge letria/O sol e a Lua

QUE COISA É ESTA QUE NOS MOVE PARA A LEITURA? QUE COISA É ESTA QUE NOS FAZ BEBER OS LIVROS COMO CAFÉ EM DIAS DE "não sei como vou aguentar tanto trabalho?"

Bem complicada esta situação para a qual não existem respostas simples mas antes tentativas generosas para fazer leitores. Aqui vos deixo mais uma: muitos livros dão-nos palavras de sabedoria, trechos engraçados ou descrições eloquentes e seria encorajador escrever essas frases numa grande parede com o título"A Parede da Inspiração".

Podem ter a certeza que esta Parede da Inspiração será um aditivo poderoso e proporcionará uma constante lembrança do poder e da beleza das palavras!

10 maio, 2007

Os livros das nossas vidas - Braga, 21h30

CONVERSA SOBRE “OS LIVROS DAS NOSSAS VIDAS”
Para celebrar em 2007 o Dia Mundial do Livro, que se comemorou a 23 de Abril, a Biblioteca Pública de Braga desafiou os seus Leitores mais persistentes ou os seus Amigos que em ocasiões várias têm colaborado nas iniciativas que promove ou a apoiam nos momentos difíceis que muitas vezes vive, a indicarem o livro da sua vida.
Pedimos que cada leitor, que cada amigo nos confidenciasse “o título de um livro que tenha marcado a sua vida, que seja para si um livro inesquecível” e das respostas recebidas surgiu a pequena exposição patente no Átrio da Reitoria da UM (Largo do Paço).
OS LIVROS DAS NOSSAS VIDAS é uma revelação pessoal, a surpresa de uma escolha que decorre das recordações da infância, da descoberta de um texto que abre horizontes, da sua importância para a formação pessoal ou académica ou apenas do simples prazer que a leitura pode sempre proporcionar.
A BPB pretende prolongar o efeito daquela exposição para além da apresentação das capas dos livros, por isso convidou aqueles que nela colaboraram a estarem presentes no salão medieval para, em tom informal, como se de uma amena cavaqueira entre amigos se tratasse, darem contas das razões da sua escolha, explicarem por que motivo o livro escolhido os marcou tão profundamente. Naturalmente não vão estar presentes os 40 amigos da Biblioteca que responderam ao desafio, mas alguns já confirmaram a sua presença e dão garantias de um serão animado.
Deste modo a BPB convida todos os interessados, quer tenham respondido ao pedido ou não, a participarem na Conversa sobre “os livros das nossas vidas” que se vai realizar no Salão Medieval (Largo do Paço) hoje, dia 10 de Maio, às 21.30 horas. Conversando sobre livros, que foram importantes na vida de alguns dos nossos bracarenses, a Biblioteca Pública de Braga apoia o Plano Nacional de Leitura cujo objectivo principal é fazer LER MAIS

Jovens Criadores 2007




O Club Português de Artes e Ideias vai levar a cabo mais um concurso JOVENS CRIADORES 2007. O Concurso Jovens Criadores é um concurso nacional e pluridisciplinar para artistas em inicio de carreira.


Para mais informações: Clube Português de Artes e Ideias Largo Rafael Bordalo Pinheiro nº 29, 2º 1200-369 Lisboa

Tel: +351 213230090/1 Fax: +351 213230092

09 maio, 2007

07 maio, 2007

CONTOS DE CORES E SABORES - 7 e 8 de Maio de 2007

Dragões Azuis, Lobos Verdes, meninas de Capuchinho Vermelho, Touros Brancos, Sereias Azuis, Anões Amarelos, o Barba-Azul e a Noiva de Açúcar e Mel, a Branca de Neve, Ogres, Bruxas e Comilões, a história da Casinha de Chocolate, a história das Três Laranjas, ou a história da Sopa de Pedra…

Cores e Sabores povoam os contos tradicionais em todo o mundo, criando pela palavra mundos de sensações, estimulando sentidos e emoções. Cores e Sabores que são retomados pelos contadores urbanos contemporâneos, através da recriação dos contos tradicionais, ou da criação de novas cores e novos sabores, novos contextos, novas simbologias.
Olhar, comer, sentir prazer ou desprazer, medo ou coragem, ternura ou raiva: a matéria dos contos é feita das coisas básicas e pequeninas que fazem a vida das pessoas e que se tornam grandes e com significado pela voz do contador e pelo imaginário dos contos.
Mais uma vez, pela palavra e gesto dos contadores de histórias de hoje, o público do Minho vai poder viajar em várias línguas para mundos fantásticos ou quotidianos e ser transportado para o mundo dos contos, de tons alegres ou sombrios, de sabores variados e de personagens de todas as cores.
As nonas Jornadas do Conto da Universidade do Minho, que decorrem este ano nos dias 7 e 8 de Maio, em Braga, reúnem como habitualmente contadores nacionais e estrangeiros, num formato um pouco diferente do das edições anteriores.
O dia 7 de Maio, que decorre na Universidade do Minho, em Gualtar, será consagrado à reflexão, partilha de experiências e discussão sobre os repertórios dos contadores contemporâneos. Queremos saber como trabalham os contadores: como escolhem as suas histórias, como as desenvolvem, que lugar e que estatuto ocupam os contos tradicionais no seu repertório, que tipo de repertórios utilizam, que critérios utilizam na criação de novos contos. Contaremos nesta reflexão com as experiências de contadores vindos da Galiza e de França, de Inglaterra e do Canadá, do Brasil, e, claro, de vários lugares de Portugal. E também com a experiência de investigadores que se dedicam ao estudo do conto oral. Moderação: Ana Paula Guimarães e José Barbieri.
O dia 8 de Maio será dedicado à realização de oficinas do conto, dedicadas a estudantes, professores e animadores culturais e de sessões de contos em várias escolas e bibliotecas da região.
E como habitualmente, haverá dois espectáculos de contos para o público em geral: no dia 7 contos luso-canadianos e no dia 8 um serão de Contos de Cores e Sabores no Salão Medieval da Biblioteca Pública de Braga.
Para mais informações contactar a comissão organizadora:Instituto de Letras e Ciências Humanas, Maria Eduarda Keating, Sofia Afonso, Marie-Manuelle Silva ou Virgínia Gonçalves.www2.ilch.uminho.pt/sdef/lafete/contes.htm
Programa detalhado e inscrições consulte:
http://www2.ilch.uminho.pt/sdef/lafete/contes.htm

03 maio, 2007

Esposende: Fórum da Educação 2007




A Câmara Municipal de Esposende vai promover, entre os dias 21 de Maio e 1 de Junho, o FÓRUM DA EDUCAÇÃO 2007.

O evento, que vai já na terceira edição, integra um conjunto variado de iniciativas, com destaque para o Seminário “A Formação Cultural na Educação”, a ter lugar no dia 23, no Auditório Municipal, o Encontro do Programa “Crescer a Brincar”, a tertúlia “Os média, os valores e a Educação Familiar”, os Concertos Pedagógicos "Contributos para uma História da Música" e a peça de teatro “Felizmente há luar!”, adaptação da obra de Luís de Sttau Monteiro.

Ainda no âmbito do evento, decorrerá de 28 de Maio a 1 de Junho a Festa da Criança, com a apresentação da ópera “Bastien e Bastienne”, de W. A. Mozart, e o espectáculo “As sombras que a música tem…”, da autoria do Instituto Orff do Porto, tendo como público-alvo as crianças do 1.º ciclo do Ensino Básico e da Educação Pré-Escolar do concelho.

Programa detalhado e inscrições em www.cm-esposende.pt


E-mail educacao@cm-esposende.pt
Tel. +351 961.526.704 Fax. +351 253.960.176

30 abril, 2007

A Política da Língua Portuguesa

Colóquio «A POLÍTICA DA LÍNGUA PORTUGUESA»

4.Maio.2007 (9H30 – 17H00)
Anfiteatro B1 - Campus de Gualtar - Universidade do Minho



9.30 — Abertura
- Acílio Estanqueiro Rocha (Vice-reitor da Universidade do Minho)
- Lúcio Craveiro da Silva (Presidente do Conselho Cultural da UM)
- Fernando Machado (Presidente do Instituto de Letras e Ciências Humanas da UM)
- Manuel Gama (Director do Centro de Estudos Lusíadas)

9.45 — Conferência inaugural
- Vítor Manuel Aguiar e Silva (Professor Catedrático do ILCH da UM)
10.30 — Intervalo
10.45 — Painel - Cuidar da Língua Portuguesa: o devir
Isabel Alçada (Comissária do Plano Nacional de Leitura)
- M. Teresa Calçada (Presidente do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares)
- Rui Vieira de Castro (Presidente do Conselho Académico da UM)
13.00 — Almoço
14.30 — Painel - Cuidar da Língua Portuguesa: o porvir
Vasco Graça Moura (Escritor e Tradutor)
- Emília Amor (Professora Aposentada do 2º e 3º Ciclos e Coordenadora do Projecto Littera)
- José Manuel Mendes (Presidente da Associação Portuguesa de Escritores e Professor do Instituto de Ciências Sociais da UM)
- Daniela Braga (Microsoft Portugal - responsável pelos sistemas de síntese da fala no MLDC: Microsoft Language Development Center)
Entrada livre


Organização do Centro de Estudos Lusíadas (unidade cultural da UMinho).

"Serão as Bibliotecas necessárias no séc. XXI?"

AULA ABERTA
Dra. Maria José Moura
4 de Maio 2007
19 horas
Sala 1.1. da Faculdade de Filosofia (1º andar)
Universidade Católica Portuguesa
Centro Regional de Braga
Faculdade de Filosofia
Pr. da Faculdade de Filosofia, nº 1 - 4710-297 Braga
t. 253 201 200
f. 253 201 210

Maria José Moura, licenciada em Ciências Históricas e Filosóficas e Curso de Bibliotecário-Arquivista (U.C.), foi Directora dos Serviços de Documentação da Universidade de Lisboa. De 1987 a 2006, foi Directora dos Serviços de Biblioteca – IPLB/Ministério da Cultura, tendo elaborado e dirigido o Programa da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas. Nesse período, foi também Vice-Presidente do Conselho Superior das Bibliotecas Portuguesas, responsável pelo National Focal Point – Telematic for Libraries e membro do Information Society Forum, Bruxelas.
Foi fundadora e Presidente da BAD, de que é Sócia Honorária e actualmente Presidente da Assembleia Geral. Condecorada com a Ordem do Mérito, recebeu também (1998, Amesterdão) o Prémio Internacional do Livro, por proposta da IFLA.

Paulo Freire e a importância do acto de ler

Em tempo de reflexão sobre o ensino da língua portuguesa não podemos deixar de reler Paulo Freire e as suas considerações sobre A importância do acto de ler: "(...) sempre vi a alfabetização como um acto de conhecimento e portanto como um ato criador. Para mim seria impensável engagar-me num trabalho de memorização dos ba-be-bi-bo-bu (...) . Daí que não pudesse reduzir a alfabetização ao ensino puro da palavra, das sílabas ou das letras (...) A leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele. (...) De alguma maneira porém podemos ir mais longe e dizer que a leitura da palavra não é apenas precedida da leitura do mundo mas por uma certa forma de escrevê-lo ou de reescrevê-lo , quer dizer de transformá-lo através de nossa prática consciente."
Paulo Freire está na linha da frente do pensamento de uma Literacia Crítica e de uma Literacia para Todos que se constrói a partir das vivências pessoais. No caso das crianças e jovens, nada melhor que as histórias para proporcionar a reflexão sobre a vida e assim reflectir sobre o (seu) mundo...diremos nós!

27 abril, 2007

Conferência Internacional sobre o Ensino do Português

Centro Cultural de Belém (Lisboa) - 7 a 9 de Maio de 2007

Informações:
http://www.dgidc.min-edu.pt/conferenciaportugues/home.htm

23 abril, 2007

OS LIVROS DAS NOSSAS VIDAS - exposição na Biblioteca Pública de Braga


Os livros das nossas vidas
(Exposição na Biblioteca Pública de Braga)
Para celebrar em 2007 o Dia Mundial do Livro, que se comemora a 23 de Abril, a Biblioteca Pública de Braga desafiou os seus Leitores mais persistentes ou os seus Amigos que em ocasiões várias têm colaborado nas iniciativas que promove ou a apoiam nos momentos difíceis que muitas vezes vive, a indicarem o livro da sua vida. Pedimos que cada leitor, que cada amigo nos confidenciasse “o título de um livro que tenha marcado a sua vida, que seja para si um livro inesquecível” e das respostas recebidas surgiu esta pequena exposição.
OS LIVROS DAS NOSSAS VIDAS é uma revelação pessoal, a surpresa de uma escolha que decorre das recordações da infância, da descoberta de um texto que abre horizontes, da sua importância para a formação pessoal ou académica ou apenas do simples prazer que a leitura pode sempre proporcionar. Assim, a BPB apresenta, por ordem alfabética, os livros escolhidos, os respectivos autores, bem como os nomes das pessoas a quem a sua leitura tanto marcou e que poderão ser apreciados na exposição patente no Átrio da Reitoria da Universidade do Minho (Largo do Paço, Braga) desde 23 de Abril a 25 de Maio de 2007 nos dias úteis, das 9 às 17:30h.
A lista dos livros escolhidos é enviada em anexo a esta informação, sendo de notar que 3 títulos receberam duas nomeações: “O principezinho” e a “Bíblia sagrada”. No dia 23 de Abril, no átrio da Biblioteca Pública (Praça do Município) os leitores poderão encontrar, como vem sendo habitual, um conjunto de livros diversos (fim de edições ou livros manuseados) que são oferecidos a quem visitar esta Unidade Cultural da Universidade do Minho. Está prevista para o dia 10 de Maio, no Salão Medieval, pelas 21:30h, a realização de um encontro informal entre todos os que colaboraram na iniciativa que, assim, poderão justificar a sua escolha e conversar entre si e com o público interessado. Entretanto no átrio da BPB será apresentada uma pequena mostra bibliográfica de livros relacionados com o 25 de Abril.
os livros das nossas vidas
APARIÇÃO / Vergílio Ferreira
BÍBLIA SAGRADA / trad. António Pereira de Figueiredo
BICHOS / Miguel Torga
OS CADERNOS DE MALTHE LAURIDS BRIGGE / Rainer Marie Rilke
CEM ANOS DE SOLIDÃO / Gabriel Garcia Márquez
CONFESSO QUE VIVI / Pablo Neruda
CONFISSÕES DE UM HOMEM RELIGIOSO / José Régio
CRISTO RECRUCIFICADO / Nikos Kazantzaki
DIZ-ME A VERDADE ACERCA DO AMOR / W.H. Auden
DOS LÍQUIDOS / Daniel Faria
UM DRAMA NA LIVÓNIA / Jules Verne
HISTÓRIA DA GUERRA DO PELOPONESO / Tucídides
A ILÍADA / Homero
ILUMINAÇÕES / Jean Arthur Rimbaud
O LIVRO DE SAN MICHELE / Axel Munthe
OS LUSÍADAS / Luís de Camões
A MÃE / Maximo Gorki
OS MAIAS / Eça de Queirós
MEMÓRIAS DE ADRIANO / Marguerite Yourcenar
MEU PÉ DE LARANJA LIMA / José Mauro de Vasconcelos
A NEW EARTH / Eckhart Tolle
NOVOS CONTOS DA MONTANHA / Miguel Torga
ODISSEIA / Homero
A ORIGEM DA FAMILIA, DA PROPRIEDADE PRIVADA E DO ESTADO / Friedrich Engels
OUTONO EM PEQUIM / Boris Vian
A PAIXÃO SEGUNDO G.H. / Clarice Lispector
LA PENSÉE SAUVAGE / Claude Levi-Strauss
PEREGRINAÇÃO INTERIOR / António Alçada Baptista
PHOTOPHYSICS OF AROMATIC MOLECULES / John B. Birks
POESIAS INÉDITAS (1919-1930) / Fernando Pessoa
PRAÇA DA CANÇÃO / Manuel Alegre
O PRINCIPEZINHO / Antoine de Saint Exupéry
PROSAS / Antero de Quental
RUA DE SENTIDO ÚNICO E BERLIM POR VOLTA DE 1900 / Walter Benjamin
SERVIDÃO HUMANA / Somerset Maugham
SÓ / António Nobre
OS SUBTERRÂNEOS DA LIBERDADE / Jorge Amado
ULISSES / James Joyce
O VALENTE SOLDADO CHVEIK / Jaroslav Hasek
O VELHO E O MAR / Ernest Hemingway José

Jornadas Literárias de Passo Fundo - Brasil

Está já disponível o Boletim Electrónico das Jornadas Literárias da Universidade de Passo Fundo (Brasil). Para acessar, carregue aqui:
http://www.mundodaleitura.upf.br/boletim_30/

TEATRO DE MARIONETAS DO PORTO apresenta


BALLETEATRO AUDITÓRIO
Praça 9 de Abril, 76 (Jardim de Arca D'Água), Porto
8 a 12 e 16 a 31 de Maio; 8 a 17 de Junho
Para grupos escolares: 3ª a 6ª feira, 10h30 e 15h00
Para público em geral: sábados às 16h00 e 21h30, domingos às 16h00
Reservas pelo tel. 222089175 ou e-mail teatro@marionetasdoporto.pt

22 abril, 2007

18 abril, 2007

Congreso Internacional: La ciudad y los imaginarios locales en las literaturas latinoamericanas

XXX JORNADAS HISPÁNICAS Y DE AMÉRICA LATINA
7, 8 y 9 de noviembre de 2007


Valparaíso-Chile


La globalización económica y cultural nos enfrenta a la existencia de procesos integradores y homogeneizantes favorecidos por la puesta en marcha de modelos comunes y el avance de las nuevas tecnologías de información y comunicación que rebasan las delimitaciones de las naciones. Ello se combina, al mismo tiempo, con la existencia de procesos heterogéneos generados desde las culturas regionales, que exceden la normalización de las demarcaciones político-geográficas, económicas, administrativas. Se trata de prácticas locales/regionales que prestan un nuevo dinamismo a las ciudades, espacio geográfico que ha funcionado a través del tiempo como un enclave cultural dinámico y heterogéneo conformando un campo para la producción de imaginarios culturales y literarios, que ahora incorporan nuevas lógicas que transforman el habitar del ciudadano, generando otras discursividades visuales, plásticas y literarias.

La existencia de estos múltiples discursos literarios, locales/regionales y urbanos, requiere de la indagación, apreciación y reflexión desde perspectivas y herramientas actuales que recojan, al mismo tiempo, experiencias anteriores y posibiliten una puesta al día de acuerdo a las circunstancias del presente, contribuyendo a plantear problemáticas cruciales para pensar-se como sujetos inscritos en un contexto geocultural específico, y desde el cual proponer estrategias de lectura, creación, investigación y reflexión desde y en América Latina.
En este contexto es que las Jornadas Hispánicas y de América Latina, que se han llevado a cabo durante 29 años en el ILCL de la Pontificia Universidad Católica de Valparaíso, dedicarán su trigésima versión a la realización del Congreso Internacional: La ciudad y los imaginarios locales en las literaturas latinoamericanas.

Temas:
■ Discursos literarios y culturales de carácter local/regional
■ Construcción de imaginarios locales y globales en la literatura latinoamericana
■ La ciudad y los espacios urbanos en la literatura latinoamericana
■ El fenómeno de las migraciones en la literatura
■ Nuevas configuraciones del viaje en la globalización
■ Local/global en la literatura desde propuestas de los estudios culturales, latinoame
ricanos, posmodernos, poscoloniales, subalternos, de género sexual, etc.
■ Sujeto y ciudad en la literatura latinoamericana
■ Globalización cultural y pensamiento crítico en América Latina
■ Escrituras de lo urbano (graffiti, crónica urbana, lira popular, revistas, etc.)
■ Identidades locales/globales y la literatura latinoamericana
■ La literatura latinoamericana y las ciudades-puerto en la globalización.


Comisión organizadora:
Darcie Doll
Adolfo de Nordenflycht
Luis Hachim
Haydée Ahumada
Raquel Bórquez
Mario Verdugo


Presentación de resúmenes y ponencias:
Los resúmenes, de no más de 200 palabras, serán encabezados por el título de la ponencia, seguido del nombre y apellido del autor e institución a la que pertenece. Deberán ser presentados antes del 15 de agosto de 2007, acompañados de la Ficha de Inscripción y enviados por correo electrónico a la dirección que figura al pie. Serán revisados por un comité evaluador y la respuesta de aceptación será enviada por correo electrónico.
Las ponencias completas se entregarán al momento de la inscripción en una copia en papel y en diskette o CD (Word). Deberán ser inéditas y estar vinculadas con las áreas del temario propuesto. En el caso de ponencias de más de un autor, cada integrante se inscribirá como expositor. No se aceptará más de un trabajo por participante. Las ponencias tendrán una extensión máxima de 8 carillas (notas y bibliografía aparte), tamaño carta, escritas a espacio 1,5. El tiempo de exposición máximo será de 20 minutos por ponencia.

Aranceles
Expositores................................... US$ 75 $ 40. 000 (pesos chilenos)
Asistentes..................................... US$ 35 $ 20. 000 (pesos chilenos)
El pago del arancel puede realizarse mediante depósito en la cuenta corriente 6792946-2 del Banco Santander Santiago de Chile a nombre de Darcie Doll, o bien, cancelarse el día de inicio del congreso.

Dirección de contacto y envío de resúmenes
E- mail: literatura@ucv.cl
Dirigido a: Raquel Bórquez (coordinadora del congreso)


Ficha de inscripción
XXX Jornadas Hispánicas y de América Latina
Congreso Internacional: La ciudad y los imaginarios locales en
las literaturas latinoamericanas
7, 8 y 9 de noviembre de 2007
Valparaíso-Chile
APELLIDO:------------------------------------------------------------------------------------NOMBRES:------------------------------------------------------------------------------------Nº y tipo de Documento:-----------------------------------------------------------------------
Domicilio:--------------------------------------------------------------------------------------
Teléfono:---------------------------------------------------------------------------------------E-mail:-----------------------------------------------------------------------------------------
Institución a la que pertenece:------------------------------------------------------------------
Cargo:------------------------------------------------------------------------------------------Expositor/a Asistente
Título de la ponencia:---------------------------------------------------------------------------
------------------------------------------------------------------------------------------------
Área Temática:____________________________________________________________
Lugar de realización del Congreso: Pontificia Universidad Católica de Valparaíso.
Avda. Brasil 2950, Valparaíso, Chile.
Anexar Resumen:



Organização:
Programas de Posgrado en Literatura
Discursos/Prácticas. Revista de literaturas latinoamericanas
Instituto de Literatura y Ciencias del Lenguaje
Pontificia Universidad Católica de Valparaíso

17 abril, 2007

07 abril, 2007

O "Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor" é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Neste dia, para além de inúmeras efemérides realizadas por esse país fora, é lançado, na FNAC do Chiado, em Lisboa, o livro Formar Leitores: Das Teorias às Práticas, coordenado por Fernando Azevedo.
Se és professor, não deixes de estar presente porque a formação de leitores é assunto da escola do século XXI!
Se és pai ou mãe, não deixes de estar presente porque o prazer da leitura começa em casa!
Se és avô ou avó, não deixes de estar presente porque o teu exemplo é necessário para fazer emergir cumplicidades leitoras!
Enfim, se és cidadão deste país, não deixes de estar presente porque a tua presença dá força aos que gostariam de encantar o mundo com o prazer da leitura e dizer:
Ler sempre.
Ler muito.
Ler "quase tudo"
Ler com os olhos, os ouvidos, com o tacto,
pelos poros e demais sentidos.
Ler com razão e sensibilidade.
Ler desejos, o tempo, o som do silêncio e do vento.
Ler imagens, paisagens, viagens.Ler verdades e mentiras.
Ler o fracasso, o sucesso, o ilegível, o impensável, as entrelinhas.
Ler na escola, em casa, no campo, na estrada, em qualquer lugar.
Ler a vida e a morte.
Saber ser leitor tendo o direito de saber ler.
Ler simplesmente ler.

Poema de
Edith Chacon Theodoro