
19 abril, 2009
Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor

02 abril, 2009
Dia Internacional do Livro Infantil
Este prémio foi, com toda a pertinência, conhecido pela altura do Dia Internacional do Livro Infantil lembrando-nos a importância que têm as histórias para os mais pequenos. São eles que, mais tarde, não farão esquecer o gosto pela leitura e pelos livros e contribuirão para o nascimento de comunidades leitoras que não só leiam mais mas que sobretudo leiam melhor.
O segundo e o terceiro prémios foram atribuidos respectivamente a Tommaso Nava e a Cecilia Afonso de entre 280 trabalhos de 22 países.
29 março, 2009
Ciclo da Fadas XII - Açafrão, A Fada Amarela
" Só pode ser mel de fadas" diz Cristina para a amiga, enquanto procuravam as fadas perdidas no jardim da dona Felizarda.Mas as fadas não produzem mel, são as abelhas e estas, segundo a mitologia representam a eloquência, a poesia e a inteligência como o interface terreno da face de uma moeda que, do outro lado, tem um alcance mais espiritual que é a ressureição e o seu papel iniciático e liturgico,no mundo ideal de Platão. (Chevalier & Gheerbrant, 1982)A Fada Amarela fugiu! Sim ela fugiu para longe e foi então refugiar-se junto às abelhas pois sabia como elas são prudentes e ao mesmo tempo laboriosas no seu atelier, a colmeia, sublimando o pólen das flores em mel imortal.
As duas amigas da nossa história procuram então a Fada Amarela, que fugindo do Génio do Gelo se refugiou na Ilha das Quatro Estações. Sem a Fada Amarela e das suas outras companheiras "O país das fadas continuava gelado e cinzento até as sete Fadas serem encontradas e voltarem para lá."
Será que Cristina e Raquel conseguem encontrá-la? Bom, para isso terão que ler, até ao fim, o livro de Daisy Medows, da Editora Verbo, e provar o mel bafejado com pó mágico... Contudo, será bom precaverem-se dos duendes do Génio do Gelo pois as suas maldições são fortes e frias...
Bibliografia
CHEVALIER&GHREERBRANT (1982) Dicionário dos Símbolos. Lisboa, Editorial Teorema
28 março, 2009
O que Darwin escreveu a Deus

Editora: Oficina do Livro
Ano: 2009
Esta obra epistolar inicia-se com uma “Carta nada imaginária para o leitor deste livro” (p.7) e encerra com a “Carta do Autor a Deus” (p.147), definindo, por isso, uma trajectória em que a comunicação se concretiza de forma ascendente e define uma linha de reflexão, que parte da criação de uma ambiência em que o Leitor é focalizado como alguém que tem de ser esclarecido sobre algum conteúdo da ficção, até outro lugar onde a figura do Autor assume um papel preponderante numa confessional busca do sentido Metafísico.
Assim sendo, o Autor assume um papel magistral e as epistolas que enchem o coração do livro, mais não são que os pontos de (des)conexão que a sua capacidade reflexiva e modo crítico de olhar o Mundo engendraram para dar a ver aos outros personalidades que se demarcaram na historicidade humana pela transgressão, sofrimento, capacidade empreendedora e singularidade e uma ou outra simplesmente imaginada como metáfora do inconformismo, do humor construído para a aceitação do (quase) inaceitável.
Não seria, por isso, necessário revelar as grandes linhas semântico-interpretativas que sustentam a prevalência dos valores ético-morais - “que não podiam deixar de morar, algures, no coração destas cartas” (p.9) - para as sentirmos na transversalidade da leitura, associadas ao poder singular de reflectir e de intervir pelo domínio da Palavra.
“O que Darwin escreveu a Deus” é um livro que dinamiza a vontade de revisitar toda a obra literária do mesmo autor, onde encontramos sempre um espaço privilegiado para construirmos ou reavivarmos Conhecimentos e nos deliciarmos com uma escrita que conduz a mundos onde as personagens são nossas conhecidas, mas agem de encontro ao despertar de algumas consciências adormecidas.
Teresa Macedo
12 março, 2009
O Guarda-Rios (Gailivro)
Estes, no dizer de Nodelman (1988) são livros que pretendem comunicar uma história " (...) through a series of many pictures combined with relatively slight text or no text at all (...)".
No livro, que agora estamos a dar-vos a conhecer, estas ilustrações saltam definitivamente para um plano superior, elas têm como objectivo pôr-nos em contacto com o inesperado, com a surpresa e com a ambiguidade, através das cores que nos aquecem, do desenho que salta a centralidade da página e se espalha pela borda da mesma e ainda pelo enquadramento que nos obriga a procurar sentidos, entre um desenho e outro.
O texto de Eugénio Roda apresenta-se despojado de todos os excessos verbais manifestando-se portanto contido nas palavras mas não na profusão de ideias que manifesta sobre a criação do mundo e da vinha. As ilustrações de Cristina Valadas conseguem fazer passar o sentimento e a atmosfera dessa mesma revolta criação, feita de vermelhos, amarelos, laranjas e dos respectivas matizes e tons que de uma maneira subtil interagem, quer com o desenho dos ramos da vinha a florir, quer com o texto onde " No princípio, tudo o que imaginamos verde...era vermelho. Terra de fogo queria ser azul (...)".
27 fevereiro, 2009
Derivas de Fevereiro
Um tema refrescante em tempo de perturbações...na escola...Para ir, ouvir e para participar com imaginação!
21 fevereiro, 2009
Autor: Raquel Méndez Ilustrador: Helga Bansch
OQO Editora
Maravilhosamente bem contado e ilustrado, este album (picture story book) para a infância partilha aquilo a que Barthes chamou um texto semiótico. Cada página constitui-se como uma entidade própria que discute a narrativa visual dentro de um quadro significativo, que foca a habilidade para comunicar empáticamente através das cores, formas, planos visuais e texto.
Este, pequeno, feito de frases curtas e simples é ladeado por estas ilustrações de Helga Bansch que se tornam elas próprias uma espécie de escrita pelo significância proporcionada e são "a kind of speech for us ... even objects will become speech, if they mean something"(Cotton, 2000:50).
A beleza pictórica das ilustrações são uma porta aberta para uma experiência frutífera, permanente e vivencial do amor pelos livros e pela leitura, bem como de uma apreciação estética da literatura e da arte através do estilo e do extraordinário vocabulário imagístico. A ênfase posta nos objectos importantes da narração - por exemplo, o caldeirão e o lobo - misturam - se com o tamanho dos caracteres impressos formando um todo indissociável e de inesgotável beleza visual.
As noções de amizade, solidariedade, espírito de inter-ajuda e partilha estarão também subjacentes e subtilmente entranhados nesta história tradicional que, como não podia deixar de ser, tem o lobo como principal alvo a abater.
" Com o lume na cauda e o rabo encarnado,
o lobo saiu da casa a gritar...
e assim está o conto acabado
para o lobo nunca mais voltar."
15 fevereiro, 2009
X SALÃO DO LIVRO INFANTIL E JUVENIL
De 1 de Fevereiro ao 15 de Março de 2009, o Salão do Livro Infantil e Juvenil está patente em Pontevedra, Galiza. O amor é o tema que centra, este ano, o evento e Portugal foi o país convidado para expôr os seus livros, as suas ilustrações e os seus escritores.Exposições, conferências, actividades diversas e sobretudo muita literatura enriquecem o programa desta edição que conta também com a participação massiva de todas as crianças das inúmeras escolas que constituem este grande município, numa festa que se pretende de incentivo e promoção da leitura
19 janeiro, 2009
Biblioteca de Livros digitais
14 janeiro, 2009
O Meu Pequeno Coração

Desde muito pequenas que as crianças conseguem fazer este feito notável o que permite aos ilustradores um largo espaço de manobra, para poderem exercer a sua criação, em todo o seu potencial.
Parte do acto de ler é saber que os primeiros estádios de uma história requerem dos leitores uma tolerância à incerteza do que vai acontecer. À medida que a história se desenrola somos confrontados então, com técnicas narrativas que estabelecem ligações entre os factos, que à partida seriam impossíveis de ligação e então, pela força dessas mesmas técnicas, somos levados a reconsiderar a informação e a reformular as nossas perspectivas.
Goodmann (1954:102) dizia a este propósito que " Stories have an overall structure: in the beginning anything is possible; in the middle things become more probable; in the ending everything is necessary" .
De facto, é no final que se joga toda a história, que se decide se se quer tornar a lê-la ou se se vai colocá-la, na estante, para sempre. No caso das histórias por imagens esta decisão é condicionada pela posição e tamanho das personagens, pela centralidade ou marginalidade onde se colocaram, pela perspectiva gráfica (dimensional ou tridimensional) e pela ausência ou presença de horizontes credíveis. Uma súbita ausencia de horizonte pode significar perigo, o que não é o caso desta história onde o horizonte está bem delineado na capa, perto do sol que também tem a forma de coração!
Estes e outros factores, como sejam a moldura que circunda a imagem, que permite a identificação com o mundo dentro e fora da história são sugestionadores da aceitação ou negação do todo criado (história). Em O Meu Pequeno Coração a moldura providencia um espaço temporal e espacial que são o mesmo: o coração. Tudo gira à volta dele e da sua cor (rosa, vermelho, laranja) e à volta das expressões corporais das personagens que sugerem subtilmente os mundos possíveis reais das molduras afectivas quotidianas.
11 dezembro, 2008
Lançamento do terceiro livro que terá lugar no próximo dia 15 de Dezembro, pelas 17.30, no Fórum Romeu Correia, Praça da Liberdade - Almada.
E se fosse mesmo «Um Problema Muito Enorme – Novíssimos Contos da Mata dos Medos»?

25 novembro, 2008
A Fada das Crianças - Fernando Pessoa - Ciclo das Fadas IX
20 novembro, 2008
A Grande Aventura de Beck - Ciclo das Fadas VIII
"Somos feitos da mesma matéria que os nossos sonhos" disse Shakespeare. Esta frase do grande escritor inglês veio-me à memória quando li "A grande Aventura de Beck", da colecção Fadas, da Disney. De facto, só dentro dos nossos sonhos conseguimos imaginar seres que se movem com a força do pensamento, que voam com o poder do pó mágico ou que entendem a linguagem dos animais. Mas estes sonhos, no dizer de Shakespeare, materializam-se naquilo que nós somos e naquilo que conseguimos fazer, falar e ser. Quer dizer, se sonhas com fadas podes ser ou tornar-te uma delas?!...ou considerando de outra forma: "You cannot have a concept of fantasy without a concept of reality" (Gamble &Yates, 2008:118) porque uma boa história de fadas, no sentido geral do termo, está profundamente enraizada nas experiências , ideias e ideais humanos. A história deste livro, A Grande Aventura de Beck, posiciona-se neste quadro conceptual: a fantasia ou o não racional feito gnomos, de animais que falam e de fadas ocorre no mundo racional onde existem plantas, animais, casas e seres humanos. 10 novembro, 2008
Lília e a Planta Misteriosa - Ciclo das Fadas VII

Os elementos que compõem esta nossa terra (sol, terra, fogo e ar) dão-lhes, muitas vezes os atributos com que desenvolvem os contactos com os seres humanos: umas são as fadas que acalmam tempestades do mar, outras apaziguam o vento das montanhas, algumas apagam o fogo das florestas e ainda outras cultivam as flores dos nossos jardins reais ou imaginários, cheios de papoilas, roseiras e trevos perfumados.
A Fada Lília, da nossa história, tinha precisamente este último atributo: ela era a fada que cuidava dos jardins. Era por assim dizer uma fada arquitecta paisagista que se preocupava com a beleza da paisagem, da sua configuração espacial e estética, dos seus valores culturais e biofísicos.(Ribeiro Teles, 2008)
Ela amava as plantas e as flores com todo o seu coração e o seu passatempo predilecto era"deitar-se no cimo do musgo macio, ver a erva crescer"... " pois tinha a certeza de que as folhinhas de erva cresciam mais depressa quando sabiam que ela estava a olhar para elas."
Certo dia, num passeio pela floresta, ("convirá dizer que as fadas nunca passeiam sozinhas na floresta por causa das cobras, das corujas e dos falcões") Lília encontra uma semente desconhecida que, depois de plantada, resultou numa planta feia, malcheirosa e esquisita.
Terá Lídia de arrancar para sempre a planta desconhecida por quem, apesar de tudo,nutre uma ternura especial ? Conseguirá ela impôr-se ao resto da comunidade do Plátano, onde vivem centenas de fadas?
Bom, isso é o que terão que descobrir juntamente com a Rainha Pomba, " o ser mais mágico de todos" que empoleirada no seu Ovo garante a juventude eterna a quem viver sob a sua influência, lá na segunda estrela à direita, da Via Láctea?....
A Festa dos Pastores na Fundação Cupertino de Miranda

Recebi o convite e fiquei mais uma vez emocionada.
Pois bem, ela vai estar de novo por terras do norte e é já no próximo sábado, às 16.30h.
O lançamento, nas palavras do nosso também querido Manuel António Pina, assegura a importância do momento . Quanto às ilustrações, parece-me que só um contacto ao vivo poderá atestar a veracidade deste conjunto, onde escritora e ilustradora brincam de fazer sonhar.
06 novembro, 2008
Um Simples Olá
24 outubro, 2008
A Biblioteca Escolar: promoção da leitura e da literacia
Este espaço foi, até meados do século XX, um repositório de livros, unicamente, em suporte papel, apelidando Jorge Luis Borges, de um modo afectivo, A Biblioteca de Babel.
Na década de 50 e 60, do século passado, o Mundo assistiu à corrida desenfreada dos EUA e da ex-URSS, pela conquista do espaço (Martins, 2007: 7), o que originou um rápido desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação, surgindo, entre outros, o computador, o videogravador, a cassete vídeo, a cassete áudio, que, no início, tinha um uso militar e científico restrito, após o qual houve uma democratização, a que a sociedade civil teve acesso.
Do ponto de vista pedagógico, a escola viu uma oportunidade de usar esses recursos, pois eram mais aliciantes, potenciando a utilização da imagem e do som, em contexto educativo. Foi o que sucedeu em Portugal quando foi criado, em 1964, o Instituto de Meios Audiovisuais de Ensino, e da Telescola (Carvalho, 2008: 803), que visavam “a elevação cultural da população”.
No que concerne à biblioteca, a informação podia ser guardada em novos suportes (cassete vídeo e áudio), evoluindo, actualmente para o DVD, CD áudio, CD-Rom, assim como o uso da Internet e das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).
Estavam lançadas as bases de um novo conceito de biblioteca, um centro de recursos multimédia de livre acesso, destinado à consulta e produção de documentos em diferentes suportes.
Deste modo, a leitura múltipla que a sociedade da informação privilegia, reflecte, também, a leitura do mundo (Gonnet, 2007: 37), promovendo uma pedagogia da integração dos saberes.
Em Portugal, na década de 90, o conceito de Biblioteca Escolar evolui para o de Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos (BE/CRE), com o apoio da Rede de Bibliotecas Escolares, desde 1997, assistindo à implementação destes espaços ecléticos nas escolas do ensino básico e secundário, de modo que a comunidade educativa, em particular os alunos, tenham acesso à literatura e à pesquisa de informação.
Neste contexto, fomenta-se a animação e promoção da leitura de potencial recepção infanto-juvenil, através da instituição de Clubes de Leitura, junto dos alunos, utilizando blogs, para divulgação de material escrito e plástico e de opiniões sobre literatura, organizando feiras do livro, exposições, concursos literários, convidando escritores, como forma de dinamizar a BE/CRE.
O objectivo derradeiro é criar hábitos leitores nos jovens, fazendo da leitura um acto de prazer gratuito, onde o contacto estético com diversos textos e géneros literários os conduza ao sonho, à imaginação (Steiner, 2007: 46), promovendo a criatividade nas suas práticas educativas, a competência literária e a literacia.
Referências bibliográficas:
ECO, Umberto (2002). A biblioteca. Lisboa: Difel.
GONNET, Jacques (2007). Educação para os Media. As controvérsias fecundas. Porto: Porto Editora.
MARTINS, Jorge (2007). Bibliotecas Escolares/ Centros de Recursos Educativos: cânones e promoção da competência literária. Braga: Universidade do Minho.
PROUST, Marcel (2008). Sobre a leitura. Lisboa: Vega.
CARVALHO, Rómulo de (2008). História do ensino em Portugal. Desde a fundação da nacionalidade até ao fim do regime de Salazar-Caetano. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
STEINER, George (2007). O silêncio dos livros. Lisboa: Gradiva.
19 outubro, 2008
Mês Internacional das Bibliotecas Escolares
09 outubro, 2008

Hoje é o DIA INTERNACIONAL DA LITERACIA.
A promoção da literacia através da literatura infantil é um bom ponto de partida para iniciativas variadas, pois a literatura proporciona um prazer, associado à aprendizagem de competências que se querem significativas e intelectualmente estimulantes.

As crianças de todas as idades e as suas famílias são convidadas a conviver com escritores e ilustradores bem como a participar em inúmeros workshops de escrita e ilustração.
