
19 outubro, 2009
Ler Para Entender: Acção de Formação

17 outubro, 2009
12 outubro, 2009
Ler Para Entender

10 outubro, 2009
Coração Sem Abrigo
Autor: José Jorge LetriaAno: 2009
Editora: Oficina do Livro
“Que dia é hoje? Há quantos dias aqui procurámos abrigo, talvez da chuva, talvez do frio, talvez dos medos sem nome e sem rosto que povoam a noite?” (Letria,2009: 11). É nesta imersão questionadora que se inicia esta narrativa de pendor analítico sobre o desamparo da condição humana encorpada num “sem abrigo”, sendo a componente poética que nela se destaca uma proposta de culto reflexivo na interioridade silenciosa dos leitores.
Intensamente centrado num “imenso monólogo com duas personagens”(Letria, 2009:19) - um homem e um cão - neste romance o dialogismo com o mundo, as dúvidas que dele advêm, as mutações geradoras de insatisfação e a denúncia instaurada pelo vazio deixado pela ausência dos valores ético-morais que desse mundo se arredaram, recuperam o lugar de muitas discussões onde todos são convidados a intervir.
E podem fazê-lo já no dia 13 de Outubro de 2009, às 18.30h, aquando da apresentação deste romance pela Dra. Maria Barroso e pelo Comendador Tomé de Barros Queiroz, no Restaurante, no piso 7 do El Corte Inglés, em Lisboa.
23 junho, 2009
Mesa Redonda sobre Ilustração

O texto gráfico potencia o desenrolar da história?
Percorrem as palavras e as imagens narrativas independentes ou seguem um único patamar de possibilidades?
Estas e outras questões serão possivelmente partilhadas na mesa redonda...
NOVOS CAMINHOS DA ILUSTRAÇÃO
Mesa redonda sobre ilustração no Norte de Portugal e Galiza Biblioteca Municipal de Vila Nova de Gaia, 3 de Julho, 18h30.
Moderador: Emílio Remelhe
29 maio, 2009
Galileu à luz de uma Estrela
Autor: José Jorge LetriaIlustrador: Afonso Cruz
Ano: 2009
Editora: Texto
Poderíamos quedar-nos nas potencialidades de um título visivelmente polissémico, porta de entrada de uma construção ficcional biográfica que revivaliza a figura mítica de Galileu, mas o conteúdo textual que traçará o perfil multifacetado deste protagonista é um painel artisticamente elaborado onde qualquer leitor pode fazer incursões fantasiosas pelos universos sugeridos ou aproveitar para expandir o seu background cultural à luz de um livro que muito fala do contributo dado ao real pelo herói focalizado.
Quanto aos destinatários preferenciais depressa se deixarão guiar pela estrela atenciosa e narradora que constantemente interage com eles, adivinhando as dúvidas e inquietações produzidas no contacto com a leitura, executando o papel de um contador de histórias que fixa os olhos dos ouvintes, atendendo aos sinais que lhe dão indicações da forma de prosseguir: “Neste momento, imagino que estejas já a perguntar o que faz aqui uma estrela a tentar conversar contigo e quem é esse homem especial cuja história eu anunciei que ia contar-te” (p.4). E, pouco depois, descreve o “matemático, físico, filósofo e também astrónomo” (p.6).
Este dialogismo com o leitor permite fazer escaladas muito profundas pela vida de um dos maiores génios que a humanidade conhece, demonstrando a capacidade invulgar e ternamente amadurecida de um escritor que desenha um caminho onde o labor da investigação em torno de personalidades singulares e o conhecimento da Infância o colocam na linha da frente dos grandes nomes de referência da Literatura Infanto-Juvenil contemporânea.
A “Estrela Galileu” (p.32) deixa-nos, assim, “a história de um homem muito especial, que viveu há muitos anos e que, na escuridão das noites frias, gostava de observar as estrelas distantes (…) e de conversar com elas baixinho, para ninguém poder ouvir aquilo que diziam entre si na imensidão do Universo” (p.4).
Teresa Macedo
27 maio, 2009
Era uma vez um rei Conquistador
Autor: José Jorge LetriaIlustrador: Afonso Cruz
Ano: 2009
Editora: Oficina do Livro
A memória do Rei Conquistador seria apenas reforçada por mais um livro, entre tantos que perpetuam o seu génio guerreiro e destemido na determinação sagaz da independência de Portugal, se não fosse a especificidade que singulariza esta obra para a Infância, tecida com todos os elementos imprescindíveis à adesão das crianças pelas temáticas onde Fantasia, Imaginação e Realidade se entrecruzam e corroboram para o alargamento do seu conhecimento do mundo, do desenvolvimento da sensibilidade estética e a promoção dos valores necessários ao constructo humano.
No início, o Rei Conquistador é dado a ver como um menino que “brincava com coisas simples e gostava especialmente de uma espada de madeira que Egas Moniz (…) mandara fazer para ele (…) [e de] construir castelos de brincar, com pedras, terra barrenta e pedaços de madeira” (p.10), igualizando-se aquele que veio a tornar-se Rei de Portugal a todos os outros meninos. No entanto, na teia de toda a acção que há-de mover a vida do herói fundador da nacionalidade portuguesa, eleva-se uma capacidade inata para a determinação que é movida pela indicação de um futuro predestinado, protegido pela alma de D. Henrique que, “algures, talvez debruçado numa nuvem distante (…) velava por ele e pela sua segurança, nos campos de batalha e fora deles” (p.16) e pela força das premonições oníricas que aconteciam “mesmo de olhos abertos” (p.18).
Esta narrativa articula diferentes perspectivas que elevam o herói ficcionalizado como modelo de generosidade, de lealdade e de persistência, num jogo onde o rigor dos dados históricos se harmoniza com as personagens do Imaginário infantil, organizados por um narrador que estabelece uma grande cumplicidade com as crianças, derrubando as fronteiras entre o mundo possível e o mundo impossível.
Por isso, a “Fada da Noite Estrelada” (p.36) surge para encerrar de maneira cativante o percurso de vida de Afonso Henriques, apresentando-se com o poder simbólico que sugere o fim, mas livra os pequenos leitores do confronto com a palavra morte.
“Era uma vez um Rei Conquistador” é, por isso, um livro de leitura recomendada.
Teresa Macedo
12 maio, 2009
Era uma vez uma fada que se chamave Lisete que por não estar habituada a comer em demasia, caiu desmaiada a caminho do lago. Mimo, o velho castor seu amigo, ficou sem a ajuda habitual que Lizete lhe costumava prestar e por isso estava triste e quase a pensar que tinha sido abandonado à sua sorte.Bibliografia
BAKTIN, Mikail. Marxismo e filosofia da linguagem.6ed. São Paulo: Hucitec, 1992.
03 maio, 2009
Depois do sucesso das edições anteriores, a Câmara Municipal da Trofa promove, de 2 a 10 de Maio, o V Encontro Lusófono de Literatura Infanto-Juvenil.Durante uma semana, a Casa da Cultura da Trofa recebe escritores, ilustradores lusófonos, exposições, encontros com escolas, formação, apresentação de livros e a IX Feira do Livro.Para esta edição marcarão presença os escritores e ilustradores Alexandre Parafita, Ana Bárbara de Santo António, Ana Saldanha, Inácio Nuno Pignatelli, José Cardoso Marques, Lourdes Custódio, Manuela Monteiro, Margarida Fonseca Santos, Marcus Tafuri, Ondjaki e Valter Hugo Mãe.
O encontro Lusófono continua com apresentação de livros, de destacar no dia 4 de Maio pelas 14h00 a apresentação do livro “A casa da Romãzeira – História com Abril dentro” texto de Manuela Monteiro. No dia 5 de Maio, pelas 11h30 será a vez do livro “Russa, a Bruxinha Tecedeira” com texto de Ana Bárbara de Santo António e ilustração de Isabel Menezes. A 10 de Maio, pelas 17h00 será apresentado o livro “Este lago não existe” de Vítor Burity da Silva.
Este blog exorta-vos a visitarem o município da Trofa onde poderão apreciar um trabalho de qualidade em prol do livro e da leitura.
19 abril, 2009
Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor

02 abril, 2009
Dia Internacional do Livro Infantil
Este prémio foi, com toda a pertinência, conhecido pela altura do Dia Internacional do Livro Infantil lembrando-nos a importância que têm as histórias para os mais pequenos. São eles que, mais tarde, não farão esquecer o gosto pela leitura e pelos livros e contribuirão para o nascimento de comunidades leitoras que não só leiam mais mas que sobretudo leiam melhor.
O segundo e o terceiro prémios foram atribuidos respectivamente a Tommaso Nava e a Cecilia Afonso de entre 280 trabalhos de 22 países.
29 março, 2009
Ciclo da Fadas XII - Açafrão, A Fada Amarela
" Só pode ser mel de fadas" diz Cristina para a amiga, enquanto procuravam as fadas perdidas no jardim da dona Felizarda.Mas as fadas não produzem mel, são as abelhas e estas, segundo a mitologia representam a eloquência, a poesia e a inteligência como o interface terreno da face de uma moeda que, do outro lado, tem um alcance mais espiritual que é a ressureição e o seu papel iniciático e liturgico,no mundo ideal de Platão. (Chevalier & Gheerbrant, 1982)A Fada Amarela fugiu! Sim ela fugiu para longe e foi então refugiar-se junto às abelhas pois sabia como elas são prudentes e ao mesmo tempo laboriosas no seu atelier, a colmeia, sublimando o pólen das flores em mel imortal.
As duas amigas da nossa história procuram então a Fada Amarela, que fugindo do Génio do Gelo se refugiou na Ilha das Quatro Estações. Sem a Fada Amarela e das suas outras companheiras "O país das fadas continuava gelado e cinzento até as sete Fadas serem encontradas e voltarem para lá."
Será que Cristina e Raquel conseguem encontrá-la? Bom, para isso terão que ler, até ao fim, o livro de Daisy Medows, da Editora Verbo, e provar o mel bafejado com pó mágico... Contudo, será bom precaverem-se dos duendes do Génio do Gelo pois as suas maldições são fortes e frias...
Bibliografia
CHEVALIER&GHREERBRANT (1982) Dicionário dos Símbolos. Lisboa, Editorial Teorema
28 março, 2009
O que Darwin escreveu a Deus

Editora: Oficina do Livro
Ano: 2009
Esta obra epistolar inicia-se com uma “Carta nada imaginária para o leitor deste livro” (p.7) e encerra com a “Carta do Autor a Deus” (p.147), definindo, por isso, uma trajectória em que a comunicação se concretiza de forma ascendente e define uma linha de reflexão, que parte da criação de uma ambiência em que o Leitor é focalizado como alguém que tem de ser esclarecido sobre algum conteúdo da ficção, até outro lugar onde a figura do Autor assume um papel preponderante numa confessional busca do sentido Metafísico.
Assim sendo, o Autor assume um papel magistral e as epistolas que enchem o coração do livro, mais não são que os pontos de (des)conexão que a sua capacidade reflexiva e modo crítico de olhar o Mundo engendraram para dar a ver aos outros personalidades que se demarcaram na historicidade humana pela transgressão, sofrimento, capacidade empreendedora e singularidade e uma ou outra simplesmente imaginada como metáfora do inconformismo, do humor construído para a aceitação do (quase) inaceitável.
Não seria, por isso, necessário revelar as grandes linhas semântico-interpretativas que sustentam a prevalência dos valores ético-morais - “que não podiam deixar de morar, algures, no coração destas cartas” (p.9) - para as sentirmos na transversalidade da leitura, associadas ao poder singular de reflectir e de intervir pelo domínio da Palavra.
“O que Darwin escreveu a Deus” é um livro que dinamiza a vontade de revisitar toda a obra literária do mesmo autor, onde encontramos sempre um espaço privilegiado para construirmos ou reavivarmos Conhecimentos e nos deliciarmos com uma escrita que conduz a mundos onde as personagens são nossas conhecidas, mas agem de encontro ao despertar de algumas consciências adormecidas.
Teresa Macedo
12 março, 2009
O Guarda-Rios (Gailivro)
Estes, no dizer de Nodelman (1988) são livros que pretendem comunicar uma história " (...) through a series of many pictures combined with relatively slight text or no text at all (...)".
No livro, que agora estamos a dar-vos a conhecer, estas ilustrações saltam definitivamente para um plano superior, elas têm como objectivo pôr-nos em contacto com o inesperado, com a surpresa e com a ambiguidade, através das cores que nos aquecem, do desenho que salta a centralidade da página e se espalha pela borda da mesma e ainda pelo enquadramento que nos obriga a procurar sentidos, entre um desenho e outro.
O texto de Eugénio Roda apresenta-se despojado de todos os excessos verbais manifestando-se portanto contido nas palavras mas não na profusão de ideias que manifesta sobre a criação do mundo e da vinha. As ilustrações de Cristina Valadas conseguem fazer passar o sentimento e a atmosfera dessa mesma revolta criação, feita de vermelhos, amarelos, laranjas e dos respectivas matizes e tons que de uma maneira subtil interagem, quer com o desenho dos ramos da vinha a florir, quer com o texto onde " No princípio, tudo o que imaginamos verde...era vermelho. Terra de fogo queria ser azul (...)".
27 fevereiro, 2009
Derivas de Fevereiro
Um tema refrescante em tempo de perturbações...na escola...Para ir, ouvir e para participar com imaginação!
21 fevereiro, 2009
Autor: Raquel Méndez Ilustrador: Helga Bansch
OQO Editora
Maravilhosamente bem contado e ilustrado, este album (picture story book) para a infância partilha aquilo a que Barthes chamou um texto semiótico. Cada página constitui-se como uma entidade própria que discute a narrativa visual dentro de um quadro significativo, que foca a habilidade para comunicar empáticamente através das cores, formas, planos visuais e texto.
Este, pequeno, feito de frases curtas e simples é ladeado por estas ilustrações de Helga Bansch que se tornam elas próprias uma espécie de escrita pelo significância proporcionada e são "a kind of speech for us ... even objects will become speech, if they mean something"(Cotton, 2000:50).
A beleza pictórica das ilustrações são uma porta aberta para uma experiência frutífera, permanente e vivencial do amor pelos livros e pela leitura, bem como de uma apreciação estética da literatura e da arte através do estilo e do extraordinário vocabulário imagístico. A ênfase posta nos objectos importantes da narração - por exemplo, o caldeirão e o lobo - misturam - se com o tamanho dos caracteres impressos formando um todo indissociável e de inesgotável beleza visual.
As noções de amizade, solidariedade, espírito de inter-ajuda e partilha estarão também subjacentes e subtilmente entranhados nesta história tradicional que, como não podia deixar de ser, tem o lobo como principal alvo a abater.
" Com o lume na cauda e o rabo encarnado,
o lobo saiu da casa a gritar...
e assim está o conto acabado
para o lobo nunca mais voltar."
15 fevereiro, 2009
X SALÃO DO LIVRO INFANTIL E JUVENIL
De 1 de Fevereiro ao 15 de Março de 2009, o Salão do Livro Infantil e Juvenil está patente em Pontevedra, Galiza. O amor é o tema que centra, este ano, o evento e Portugal foi o país convidado para expôr os seus livros, as suas ilustrações e os seus escritores.Exposições, conferências, actividades diversas e sobretudo muita literatura enriquecem o programa desta edição que conta também com a participação massiva de todas as crianças das inúmeras escolas que constituem este grande município, numa festa que se pretende de incentivo e promoção da leitura
19 janeiro, 2009
Biblioteca de Livros digitais
14 janeiro, 2009
O Meu Pequeno Coração

Desde muito pequenas que as crianças conseguem fazer este feito notável o que permite aos ilustradores um largo espaço de manobra, para poderem exercer a sua criação, em todo o seu potencial.
Parte do acto de ler é saber que os primeiros estádios de uma história requerem dos leitores uma tolerância à incerteza do que vai acontecer. À medida que a história se desenrola somos confrontados então, com técnicas narrativas que estabelecem ligações entre os factos, que à partida seriam impossíveis de ligação e então, pela força dessas mesmas técnicas, somos levados a reconsiderar a informação e a reformular as nossas perspectivas.
Goodmann (1954:102) dizia a este propósito que " Stories have an overall structure: in the beginning anything is possible; in the middle things become more probable; in the ending everything is necessary" .
De facto, é no final que se joga toda a história, que se decide se se quer tornar a lê-la ou se se vai colocá-la, na estante, para sempre. No caso das histórias por imagens esta decisão é condicionada pela posição e tamanho das personagens, pela centralidade ou marginalidade onde se colocaram, pela perspectiva gráfica (dimensional ou tridimensional) e pela ausência ou presença de horizontes credíveis. Uma súbita ausencia de horizonte pode significar perigo, o que não é o caso desta história onde o horizonte está bem delineado na capa, perto do sol que também tem a forma de coração!
Estes e outros factores, como sejam a moldura que circunda a imagem, que permite a identificação com o mundo dentro e fora da história são sugestionadores da aceitação ou negação do todo criado (história). Em O Meu Pequeno Coração a moldura providencia um espaço temporal e espacial que são o mesmo: o coração. Tudo gira à volta dele e da sua cor (rosa, vermelho, laranja) e à volta das expressões corporais das personagens que sugerem subtilmente os mundos possíveis reais das molduras afectivas quotidianas.
11 dezembro, 2008
Lançamento do terceiro livro que terá lugar no próximo dia 15 de Dezembro, pelas 17.30, no Fórum Romeu Correia, Praça da Liberdade - Almada.
E se fosse mesmo «Um Problema Muito Enorme – Novíssimos Contos da Mata dos Medos»?
