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- Best-sellers e literatura infantil: o consumo globalizado?
- Identidades, alteridade e suas representações na Literatura Infantil
- Centro e margens na Literatura Infantil
- Voz e Poder na Literatura Infantil
- Consumismo e solidariedade na Literatura Infantil
- Marketing e crianças
- Estudos de género na literatura de potencial recepção leitora infantil
- O lugar da literatura infantil face aos sistemas ideológicos e filosóficos
- Novas Tecnologias e sua articulação com a literatura infantil
- O imaginário globalizado: símbolos, metáforas e veredas hermenêuticas na literatura de potencial recepção leitora infantil
16 novembro, 2010
Literatura Infantil e Globalização em debate
04 novembro, 2010
A "Nova Literatura" em destaque
10 setembro, 2010
6º Seminário de Educação e Leitura: Novas Linguagens, Novos Leitores
A força das minorias - IBBY 2010
20 janeiro, 2010
ONG solicita a colaboração de todos para a promoção da literacia na Guiné-Bissau
24 dezembro, 2009
Um pedido, uma obrigação colectiva, a festa da vida

A Festa dos Pastores é um livro de Rosário Araújo, editado pela QUIDNOVI pertinho do Natal de 2008, mas que realiza (e realizará) sempre um outro Natal.
A festa, aqui, faz-se de tons quentes estreitados no abraço do singelo e do doce. O convite começa na capa, deliciosamente ilustrada por Carla Nazareth, e o prazer que se associa à época vai, a braços com a escolha feita pela Marta a quem o conto é dedicado, conduzir-nos para o colo atento da avó Bita onde costuma haver histórias. No mundo de Daniel Pastor a nobreza dos sentimentos, que fazem o hábito de muitas crianças, reporta-nos para um mundo onde a solenidade da promessa e o acto da entrega se confundem numa participação atenta para com o Outro.
O novo nascimento da vida, que se desenha nas últimas páginas, adivinha-se nos modos deste pequeno pastor que vive nos montes, onde o dia-a-dia também se faz do calor da amizade sincera com os amigos do pastoreio e do mimo que ele faz às suas ovelhas.
Desde cedo, sentem-se os aromas de casa. Há “pão de lenha”, leite aquecido e bebido por uma grande malga de leite. O adjectivo é meu, apenas o coloquei porque o quadro descrito mostra o poder da sinestesia feita de cores, odores e sabores, o que me deixa sentir o conforto de uma malga grande, quente e erguida na vontade de lá enfiar o nariz, enquanto as mãos se aquecem à sua volta.
É de um menino, de “olhos orgulhosos” no asseio da labuta; dos seus amigos, fiéis na partilha, na alegria e no empenho; da família, orgulhosa no saber ser; de um Anjo Mensageiro que desceu ao “Monte da vida” e, claro, do encanto do Natal, puro e simples no anúncio da boa nova, que se faz esta história.

“Da janela da sua casa, a avó Bita olhava a festa com ternura. Tinha contado tantas histórias ao neto, e agora, ele mesmo tomava parte de uma que nunca mais seria esquecida” (Araújo, 2008:34)
A festa ainda mal começou, mas o meu desejo de festas felizes para todos é sincero e, por isso, já me escapou por entre os dedos. FELIZ NATAL, com cheiro a sonhos, rabanadas e papos de anjo!
Gisela Silva
22 dezembro, 2009
Outros Natais

Numa edição fora do mercado, chegou-me às mãos este livro do escritor e jornalista José Abílio Coelho que, desde logo, me envolveu numa comovente revisitação aos espaços onde se projectam os mistérios complexos da alma humana, evocadores de sentimentos, pensamentos e memórias onde é possível concretizar-se a sacralização do real.
Numa escrita límpida, segura, trave da recuperação de imagens sociais de tempos idos, assistem os leitores ao êxodo de António e Maria para a cidade, onde o encontro com uma realidade mais próspera aumenta o sentido da alteridade dos protagonistas, ajudando os familiares que permaneceram na aldeia.
Ao aproximar-se o Natal, a possibilidade de ficarem longe dos familiares “naquela noite maior” (Coelho, 2009:21) acentuam as saudades que são abruptamente interrompidas pelo nascimento de um filho, num tempo antecipado pelo “calendário da Natureza, cheio de jeito para contrariar as contas dos homens” (Coelho, 2009:22).
No entanto, esse Natal acontece na atmosfera da espiritualidade humanista. O “choro nítido de uma criança” (Coelho, 2009:29) anuncia um devir contextualizado na dimensão incomensurável de um outro acontecer.
José Abílio Coelho soube em “Outros Natais” encontrar a consistência que transfere os conteúdos da memória e, pela imperiosa força da palavra, reactivar os cenários da tradição rural, reproduzi-los e reelaborá-los na dimensão dos afectos, que a alguns ofereceu com este conto.
Teresa Macedo
15 dezembro, 2009
Mauri Kunnas
Mauri Kunnas is a famous Finish writer and ilustrator for children.
He was born in 1950, in a small town named Vammala, in the South West of Finland, near Tampere.
In 1978, he published his first book The Book of Finish Elves that is a tremendous sucess till now and is translated in many languages, as all of his literary and graphic work.
Kontio, (2003:1) says about Kunnas that:" (...) he has won the hearts across national borders. His stories have educated several generations on everything from the Finish national epic the Kalevala to the tales of King Arthur and his knights of the Round Table, and they continue to provide cross-cultural interaction in a way that is unprecedent. Kunnas has not only created a phenomenon, but become one himself: as a remarkable character of Finish literature and as an illustrator with a wild imagination."
In Portugal several books were published by Mauri Kunnas, in the eighties, and they probably need to be republished. At the same time Portuguese children should have the oportunity
Books published in Portuguese:
Ricky, Rocky and Ringo on TV
Ricky, Rocky and Ringo's colourful Day
References
http://www.maurikunas.net
Kontio, Reija (2003) The importance to Finland of a One Man Phenomenon. Retrieved from http://www.uta.fi/, in 15/12/2009
19 outubro, 2009
Ler Para Entender: Acção de Formação

17 outubro, 2009
12 outubro, 2009
Ler Para Entender

10 outubro, 2009
Coração Sem Abrigo
Autor: José Jorge LetriaAno: 2009
Editora: Oficina do Livro
“Que dia é hoje? Há quantos dias aqui procurámos abrigo, talvez da chuva, talvez do frio, talvez dos medos sem nome e sem rosto que povoam a noite?” (Letria,2009: 11). É nesta imersão questionadora que se inicia esta narrativa de pendor analítico sobre o desamparo da condição humana encorpada num “sem abrigo”, sendo a componente poética que nela se destaca uma proposta de culto reflexivo na interioridade silenciosa dos leitores.
Intensamente centrado num “imenso monólogo com duas personagens”(Letria, 2009:19) - um homem e um cão - neste romance o dialogismo com o mundo, as dúvidas que dele advêm, as mutações geradoras de insatisfação e a denúncia instaurada pelo vazio deixado pela ausência dos valores ético-morais que desse mundo se arredaram, recuperam o lugar de muitas discussões onde todos são convidados a intervir.
E podem fazê-lo já no dia 13 de Outubro de 2009, às 18.30h, aquando da apresentação deste romance pela Dra. Maria Barroso e pelo Comendador Tomé de Barros Queiroz, no Restaurante, no piso 7 do El Corte Inglés, em Lisboa.
23 junho, 2009
Mesa Redonda sobre Ilustração

O texto gráfico potencia o desenrolar da história?
Percorrem as palavras e as imagens narrativas independentes ou seguem um único patamar de possibilidades?
Estas e outras questões serão possivelmente partilhadas na mesa redonda...
NOVOS CAMINHOS DA ILUSTRAÇÃO
Mesa redonda sobre ilustração no Norte de Portugal e Galiza Biblioteca Municipal de Vila Nova de Gaia, 3 de Julho, 18h30.
Moderador: Emílio Remelhe
29 maio, 2009
Galileu à luz de uma Estrela
Autor: José Jorge LetriaIlustrador: Afonso Cruz
Ano: 2009
Editora: Texto
Poderíamos quedar-nos nas potencialidades de um título visivelmente polissémico, porta de entrada de uma construção ficcional biográfica que revivaliza a figura mítica de Galileu, mas o conteúdo textual que traçará o perfil multifacetado deste protagonista é um painel artisticamente elaborado onde qualquer leitor pode fazer incursões fantasiosas pelos universos sugeridos ou aproveitar para expandir o seu background cultural à luz de um livro que muito fala do contributo dado ao real pelo herói focalizado.
Quanto aos destinatários preferenciais depressa se deixarão guiar pela estrela atenciosa e narradora que constantemente interage com eles, adivinhando as dúvidas e inquietações produzidas no contacto com a leitura, executando o papel de um contador de histórias que fixa os olhos dos ouvintes, atendendo aos sinais que lhe dão indicações da forma de prosseguir: “Neste momento, imagino que estejas já a perguntar o que faz aqui uma estrela a tentar conversar contigo e quem é esse homem especial cuja história eu anunciei que ia contar-te” (p.4). E, pouco depois, descreve o “matemático, físico, filósofo e também astrónomo” (p.6).
Este dialogismo com o leitor permite fazer escaladas muito profundas pela vida de um dos maiores génios que a humanidade conhece, demonstrando a capacidade invulgar e ternamente amadurecida de um escritor que desenha um caminho onde o labor da investigação em torno de personalidades singulares e o conhecimento da Infância o colocam na linha da frente dos grandes nomes de referência da Literatura Infanto-Juvenil contemporânea.
A “Estrela Galileu” (p.32) deixa-nos, assim, “a história de um homem muito especial, que viveu há muitos anos e que, na escuridão das noites frias, gostava de observar as estrelas distantes (…) e de conversar com elas baixinho, para ninguém poder ouvir aquilo que diziam entre si na imensidão do Universo” (p.4).
Teresa Macedo
27 maio, 2009
Era uma vez um rei Conquistador
Autor: José Jorge LetriaIlustrador: Afonso Cruz
Ano: 2009
Editora: Oficina do Livro
A memória do Rei Conquistador seria apenas reforçada por mais um livro, entre tantos que perpetuam o seu génio guerreiro e destemido na determinação sagaz da independência de Portugal, se não fosse a especificidade que singulariza esta obra para a Infância, tecida com todos os elementos imprescindíveis à adesão das crianças pelas temáticas onde Fantasia, Imaginação e Realidade se entrecruzam e corroboram para o alargamento do seu conhecimento do mundo, do desenvolvimento da sensibilidade estética e a promoção dos valores necessários ao constructo humano.
No início, o Rei Conquistador é dado a ver como um menino que “brincava com coisas simples e gostava especialmente de uma espada de madeira que Egas Moniz (…) mandara fazer para ele (…) [e de] construir castelos de brincar, com pedras, terra barrenta e pedaços de madeira” (p.10), igualizando-se aquele que veio a tornar-se Rei de Portugal a todos os outros meninos. No entanto, na teia de toda a acção que há-de mover a vida do herói fundador da nacionalidade portuguesa, eleva-se uma capacidade inata para a determinação que é movida pela indicação de um futuro predestinado, protegido pela alma de D. Henrique que, “algures, talvez debruçado numa nuvem distante (…) velava por ele e pela sua segurança, nos campos de batalha e fora deles” (p.16) e pela força das premonições oníricas que aconteciam “mesmo de olhos abertos” (p.18).
Esta narrativa articula diferentes perspectivas que elevam o herói ficcionalizado como modelo de generosidade, de lealdade e de persistência, num jogo onde o rigor dos dados históricos se harmoniza com as personagens do Imaginário infantil, organizados por um narrador que estabelece uma grande cumplicidade com as crianças, derrubando as fronteiras entre o mundo possível e o mundo impossível.
Por isso, a “Fada da Noite Estrelada” (p.36) surge para encerrar de maneira cativante o percurso de vida de Afonso Henriques, apresentando-se com o poder simbólico que sugere o fim, mas livra os pequenos leitores do confronto com a palavra morte.
“Era uma vez um Rei Conquistador” é, por isso, um livro de leitura recomendada.
Teresa Macedo
12 maio, 2009
Era uma vez uma fada que se chamave Lisete que por não estar habituada a comer em demasia, caiu desmaiada a caminho do lago. Mimo, o velho castor seu amigo, ficou sem a ajuda habitual que Lizete lhe costumava prestar e por isso estava triste e quase a pensar que tinha sido abandonado à sua sorte.Bibliografia
BAKTIN, Mikail. Marxismo e filosofia da linguagem.6ed. São Paulo: Hucitec, 1992.
03 maio, 2009
Depois do sucesso das edições anteriores, a Câmara Municipal da Trofa promove, de 2 a 10 de Maio, o V Encontro Lusófono de Literatura Infanto-Juvenil.Durante uma semana, a Casa da Cultura da Trofa recebe escritores, ilustradores lusófonos, exposições, encontros com escolas, formação, apresentação de livros e a IX Feira do Livro.Para esta edição marcarão presença os escritores e ilustradores Alexandre Parafita, Ana Bárbara de Santo António, Ana Saldanha, Inácio Nuno Pignatelli, José Cardoso Marques, Lourdes Custódio, Manuela Monteiro, Margarida Fonseca Santos, Marcus Tafuri, Ondjaki e Valter Hugo Mãe.
O encontro Lusófono continua com apresentação de livros, de destacar no dia 4 de Maio pelas 14h00 a apresentação do livro “A casa da Romãzeira – História com Abril dentro” texto de Manuela Monteiro. No dia 5 de Maio, pelas 11h30 será a vez do livro “Russa, a Bruxinha Tecedeira” com texto de Ana Bárbara de Santo António e ilustração de Isabel Menezes. A 10 de Maio, pelas 17h00 será apresentado o livro “Este lago não existe” de Vítor Burity da Silva.
Este blog exorta-vos a visitarem o município da Trofa onde poderão apreciar um trabalho de qualidade em prol do livro e da leitura.
19 abril, 2009
Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor

02 abril, 2009
Dia Internacional do Livro Infantil
Este prémio foi, com toda a pertinência, conhecido pela altura do Dia Internacional do Livro Infantil lembrando-nos a importância que têm as histórias para os mais pequenos. São eles que, mais tarde, não farão esquecer o gosto pela leitura e pelos livros e contribuirão para o nascimento de comunidades leitoras que não só leiam mais mas que sobretudo leiam melhor.
O segundo e o terceiro prémios foram atribuidos respectivamente a Tommaso Nava e a Cecilia Afonso de entre 280 trabalhos de 22 países.
29 março, 2009
Ciclo da Fadas XII - Açafrão, A Fada Amarela
" Só pode ser mel de fadas" diz Cristina para a amiga, enquanto procuravam as fadas perdidas no jardim da dona Felizarda.Mas as fadas não produzem mel, são as abelhas e estas, segundo a mitologia representam a eloquência, a poesia e a inteligência como o interface terreno da face de uma moeda que, do outro lado, tem um alcance mais espiritual que é a ressureição e o seu papel iniciático e liturgico,no mundo ideal de Platão. (Chevalier & Gheerbrant, 1982)A Fada Amarela fugiu! Sim ela fugiu para longe e foi então refugiar-se junto às abelhas pois sabia como elas são prudentes e ao mesmo tempo laboriosas no seu atelier, a colmeia, sublimando o pólen das flores em mel imortal.
As duas amigas da nossa história procuram então a Fada Amarela, que fugindo do Génio do Gelo se refugiou na Ilha das Quatro Estações. Sem a Fada Amarela e das suas outras companheiras "O país das fadas continuava gelado e cinzento até as sete Fadas serem encontradas e voltarem para lá."
Será que Cristina e Raquel conseguem encontrá-la? Bom, para isso terão que ler, até ao fim, o livro de Daisy Medows, da Editora Verbo, e provar o mel bafejado com pó mágico... Contudo, será bom precaverem-se dos duendes do Génio do Gelo pois as suas maldições são fortes e frias...
Bibliografia
CHEVALIER&GHREERBRANT (1982) Dicionário dos Símbolos. Lisboa, Editorial Teorema


