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17 dezembro, 2012


14 março, 2012

A educação literária em debate



O Prof. António Mendoza Fillola, da Universidade de Barcelona, profere, na próxima 2ª feira, dia 26 de Março, às 17h, no Auditório do Centro Multimédia do Instituto de Educação (Universidade do Minho, campus de Gualtar, Braga), uma conferência intitulada:

LA EDUCACIÓN LITERARIA: COMPETENCIAS, ENFOQUES  Y  PERSPECTIVAS 

En el marco del  enfoque  por  competencias, la  competencia literaria ha de ser determinada en su especificidad. Por  su amplitud,  de la competencia literaria podría llevarnos a concebir un lector literario ideal (una especie de "lector implícito" de todas las creaciones literarias). Su planteamiento atiende a varias  perspectivas: la lectura y su proceso (que controlará y regulará el alumno-lector), el (re)conocimiento de las convenciones que contiene el discurso literario, la especificidad  de la comunicación literaria  y  las  relaciones inter -  / hipertextuales  que  contiene el texto y genera  el lector.   Estas  facetas, constituyen  ámbitos abiertos  a la  innovación e investigación.


ANTONIO MENDOZA FILLOLA (1953) es Catedrático de la Universidad de Barcelona, del área de Didáctica de la Lengua y la Literatura. Premio extraordinario y Premio Nacional de fin de Carrera  (1974), Doctor en Filología Hispánica (1979) y  Licenciado en Historia del Arte Hispánico (1983). Su trayectoria académica y profesional, desde sus inicios, ha estado orientada hacia la docencia y la investigación en el área de su especialidad. 
Actualmente dirige el PROYECTO "La incidencia del discurso de base hipertextual en la formación receptora: Necesidades  específicas de formación e  innovación para potenciar las estrategias de interacción i metacognición del lector", en el /Programa: Projectes de recerca per potenciar els grups de recerca consolidats -Departament d?Universitats, Recerca i Societat de la Informació (Generalitat de Catalunya) DURSI . Código 2009 SGR 079 
Ha participado en diversos cursos, Másters y Programas de Doctorado de varias universidades españolas y extranjeras, impartiendo materias relacionadas con las líneas de investigación en que trabaja: Educación literaria y desarrollo de la competencia lecto-literaria y del intertexto lector, Formación literaria  a través de la LIJ, Claves intertextuales en la educación literaria, Funcionalidad del hipertexto en la formación lingüístico-literaria,     Evaluación en el Área del lenguaje. Director del Grupo consolidado de Investigación de la Universidad de Barcelona ?Formación Receptora: Análisis de Competencias? (FRAC). 
Es autor de diversos estudios y trabajos sobre aspectos específicos de la  innovación en el tratamiento didáctico de la Literatura; entre ellos: Literatura Comparada e Intertextualidad (La Muralla: 1994), Tú, lector: aspectos de la interacción texto-lector (8, Barcelona: Octaedro, 1998). Coordinador del volumen Conceptos clave en Didáctica de la Lengua y la Literatura (1998, Barcelona: Horsori). Entre las publicaciones más recientes, se destaca: La educación literaria. Bases para el desarrollo de la competencia lecto-literaria (Ed. Aljibe. Málaga, 2004);  Didáctica de la lengua y la literatura (Madrid: Prentice Hall, 2003). Editor, junto con P. C. Cerrillo, de  Intertextos. Los componentes del intertexto lector. Publicaciones de la  Universidad de Castilla- La Mancha. Cuenca. (2003). Materiales literarios en el aprendizaje de lengua extranjera (Barcelona: Horsori. 2007); Textos entre textos. Las conexiones textuales en la formación del lector. (Barcelona: Horsori, 2008); El lector ante la obra hipertextual (Barcelona: Horsori, 2010).


A entrada é livre!
Apareçam!

03 dezembro, 2010

Uma boa leitura para o Natal


Acaba de ser publicado, no Canadá, um excelente volume sobre o tratamento do Natal pelas várias literaturas infantis do mundo.
O livro é editado por Danièle HENKY e Robert HURLEY , com prefácio de Jean PERROT

ISBN : 9782896462056, 320p., $29.95  / 22 euros
Para encomendar:
 4475, rue Frontenac, Montréal QuébecH2H 2S2 CANADA

Apresentação da obra:

Noël est une fête propice à la réédition ou à la production d’un grand nombre d’ouvrages. Il ne faudrait pas en conclure trop rapidement que tous les auteurs célèbrent systématiquement et sans nuances dans leurs écrits la fête de la lumière et de la joie Dans cet ouvrage, des littéraires, théologiens, historiens, sociologues et pédagogues s’interrogent sur la représentation de Noël dans la littérature lue par les jeunes d’aujourd’hui.
Des ouvrages classiques comme Le Chant de Noël de Dickens ou La Petite fille aux allumettes d’Andersen, des romans contemporains comme Les Rois mages de Michel Tournier ou encore d’albums illustrés comme Boréal express de Chris van Allsburg ou d’Olivier Douzou, entre autres, sont analysés.
Reste à voir si les symboliques qui y étaient traditionnellement associées le sont encore aujourd’hui et si la force du mystère de Noël est restée vivante dans nos sociétés apparemment en rupture avec des formes de spiritualité qui requièrent détachement, imagination et foi dans l’immatériel.

Préface : Jean Perrot
Introduction : Danièle Henky

CHAPITRE I : AVATARS DE LA TRADITION
Une petite place dans la crèche ? Les animaux dans les albums de Noël pour enfants entre XXe et XXIe siècles

Catherine d’Humières

Interprétations contemporaines de figures emblématiques de Noël : les porteurs de présents dans les Rois mages de Michel Tournier
Danièle Henky
Noël ou la mise en scène de communauté villageoise suédoise dans Emil i Lönneberga d’Astrid Lindgren
Christophe Premat

CHAPITRE II : PAS DE NOËL SANS PÈRES NOËL

Noël dans Le Nouveau et dans Pierre Noël ou le temps retrouvé 
Isabelle Olivier
Le Père Noël est-il une ordure ? Quelques remarques théologiques en marge d’un récit de Truman Capote
François Nault
Le Père Noël,  un grand maître des paradoxes
Anne Rabany
Le père Noël existe-t-il ? Analyse de la réception d’un album d’Olivier Douzou www.esperenoël
Pascale Gossin

CHAPITRE III : NOËL EN NÉGATIF
L’anti-Noël d’Andersen illustré par Georges Lemoine, une allumette en guise d’étoile Christine Plu
Noël, la petite fille et la mort
Marianne Berissi
À la recherche du Noël perdu
Alice Delphine  Tang

CHAPITRE IV : NOUVELLES SYMBOLIQUES ?
La symbolique de Noël dans Harry Potter
Linda Beji
Noël, temps symbolique de la fraternité et du partage dans la littérature de jeunesse portugaise
Fernando Azevedo
Duper les ogres de Noël pour sortir de l’enfance ou de la chair fraîche à la chair texte ?
Lorine Grimaud-Bost

CHAPITRE V : DIRE LE MYSTÈRE DE NOËL
La fête de Noël : Modalités de transposition du sacré dans les textes pour la jeunesse contemporains
Catherine Brasselet
La spiritualité de Boréal-Express : le mystère de la vie journalière
Robert Hurley.


16 novembro, 2010

Literatura Infantil e Globalização em debate

Decorre, nos próximos dias 28 e 29 de Janeiro, na Universidade do Minho, um colóquio sobre as relações entre a Literatura Infantil e o Mundo Globalizado. É objectivo deste colóquio averiguar até que ponto a Literatura Infantil inscreve e interroga, nos seus textos, as marcas da globalização, um sistema que inclui, no seu espectro semântico, múltiplas acepções nem sempre coincidentes entre si.

Temas possíveis para debate e partilha:


  • Produtos culturais de potencial recepção leitora infantil: cinema, arte, música e outros
  • Best-sellers e literatura infantil: o consumo globalizado?
  • Identidades, alteridade e suas representações na Literatura Infantil
  • Centro e margens na Literatura Infantil
  • Voz e Poder na Literatura Infantil
  • Consumismo e solidariedade na Literatura Infantil
  • Marketing e crianças
  • Estudos de género na literatura de potencial recepção leitora infantil
  • O lugar da literatura infantil face aos sistemas ideológicos e filosóficos
  • Novas Tecnologias e sua articulação com a literatura infantil
  • O imaginário globalizado: símbolos, metáforas e veredas hermenêuticas na literatura de potencial recepção leitora infantil

10 setembro, 2010

6º Seminário de Educação e Leitura: Novas Linguagens, Novos Leitores

Decorre entre 9 e 12 de Dezembro de 2010, o 6º Seminário de Educação e Leitura, na cidade de Natal (Brasil).
O Call for Papers encontra-se aberto até 30 de Setembro!

O 6º SEL coloca em foco a relação dos jovens com as novas linguagens, seu impacto na formação leitora e o trabalho seminal a ser realizado pelos educadores e educadoras. Nós, do Programa de Pós-Graduação em Educação, do Departamento de Educação e da linha de pesquisa "Ensino de leitura, de literatura e formação do leitor" da UFRN, convidamos pesquisadores, educadores, estudantes e cidadãos interessados a fazerem parte desse debate.

A força das minorias - IBBY 2010

Decorre até domingo, dia 12 de Setembro, o 32º Congresso Internacional do IBBY, este ano consagrado à força das minorias, num sentido amplo do termo.
Se Santiago de Compostela - cidade património da Humanidade - é, por si só um excelente espaço para o diálogo multicultural, o evento, que conta com cerca de 650 participantes, e um leque alargado de intervenções de escritores, ilustradores e investigadores da Literatura Infantil e Juvenil, merece bem a presença e a participação.

20 janeiro, 2010

ONG solicita a colaboração de todos para a promoção da literacia na Guiné-Bissau

Da parte da ONG Afectos com Letras, recebemos o pedido de colaboração na promoção da literacia na Guiné-Bissau. Esta iniciativa está aberta a todos os nossos leitores e colaboradores!

19 outubro, 2009

Ler Para Entender: Acção de Formação


Por sabermos que os símbolos e as imagens são parte constituinte do nosso dia-a-dia onde a criança como indivíduo manifesta as suas aprendizagens, consideramos que o espaço da imaginação é o espaço da excelência.

Assim, esta acção de formação é para todos os educadores, professores, animadores sócio culturais, técnicos de educação, pais e alunos que contestam atitudes impeditivas da capacidade imaginativa da criança.

Indo de encontro a algumas das necessidades que, hoje, o ensino/aprendizagem da língua impõe na formação de leitores reflexivos e competentes, a acção de formação encontra-se estruturada de forma a proporcionar satisfatórias e motivadoras situações de reflexão e diálogo entre todos os participantes.

Pretendemos partilhar experiências de leitura realizadas ’no terreno’, onde serão sugeridas práticas acompanhadas de sistematizações (apoiadas na leitura de obras da literatura de potencial recepção infanto-juvenil), perfeitamente exequíveis dentro da sala de aula, da biblioteca e/ou em casa.

Autores Formadores: Gisela Silva, Teresa Macedo, Rita Simões, Américo Lindeza Diogo e Fernando Azevedo

Locais e datas (em permanente actualização)


Local: Auditório Municipal/Casa da Juventude da Póvoa de Varzim
Data: sábado, 14 de Novembro - 9h30-12h30

Local: Auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva - Braga
Data: sábado, 28 de Novembro - 9h30-12h30

Preço: 20 € (inclui a oferta de materiais e certificado)


19 janeiro, 2009

Biblioteca de Livros digitais

Foi criada a Biblioteca de Livros Digitais (BLD), cujas obras reúnem diversas vertentes que tornam a leitura particularmente apelativa, convidando os leitores a transformarem-se em escritores ou ilustradores e a partilharem as suas produções com os cibernautas inscritos na Biblioteca dos Livros da Malta. Neste momento, a BLD disponibiliza nove obras para diversas faixas etárias, desde o pré-escolar até à idade adulta, e está previsto que sejam disponibilizadas mais 35 durante o próximo semestre.Além da leitura, cada obra apresenta vários “extras”, nomeadamente: cinema de animação, vídeo e áudio; uma apresentação animada das personagens principais; comentários de autores e ilustradores; uma leitura dramatizada da história; e, no final do livro, há um espaço que pode ser utilizado para escrever ou ilustrar, criando uma versão personalizada. Através do registo na Biblioteca dos Livros da Malta, os leitores podem, ainda, enviar e-mails aos restantes membros da comunidade virtual, recomendando livros e divulgando os textos que escreveram.Nesta fase, a prioridade vai ser dada às obras destinadas às crianças entre os cinco e os sete anos e, de acordo com o Ministério da Educação, “o grande objectivo deste projecto, que envolve o Centro de Investigação para as Tecnologias Interactivas, o Plano Nacional de Leitura, a Rede de Bibliotecas Escolares e o Plano Nacional de Ensino do Português, é a criação de um instrumento que promova a leitura, tirando partido da natural apetência que os mais jovens têm pelas novas tecnologias”.
(notícia publicada no site do Ministério da Educação)

25 abril, 2008

O Ciclo das Fadas (1) - As Fadas Verdes

Para iniciar o ciclo das fadas, trazemos aqui um livro de Matilde Rosa Araújo: As Fadas Verdes.Mas antes, não podemos deixar de referir e lembrar Albert Einstein,quando nos ensinou que: "If you want your children to be intelligent, read them fairy tales. If you want them to be more intelligent, read them more fairy tales." De facto, inúmeros escritores, poetas, cientistas, psicólogos e pedagogos têm referido a importância do Imaginário na vida dos seres humanos pois a sua ausência amarra as imagens no tempo e no espaço e consequentemente aprisiona o sentido e os sentidos da vida.Pelo Imaginário, descobrimos a verdade. Não aquela que vem de fora para dentro, mas como dizia Poirot, esse detective extraordinário inventado por Agatha Christie, "...a descoberta da verdade tem de vir de dentro para fora e nunca de fora para dentro." (Christie, 1824)

Alguns já nascem com uma capacidade exponencial de construir imaginários, e daí resultam personalidades marcantes na vida artística , literária ou científica. Todos nos lembramos de Leonardo D'Avinci e dos seus desenhos visionários e futuristas, de Shakespeare e da sua capacidade de teatralizar com refinada sofisticação a natureza humana, de J.R.R. Tolkian e da sua criação de mundos ou universos alternativos e de Fernando Pessoa e da sua multifacetada criação de outras vidas imaginárias, através dos heterónimos. Tanto eles como outros, com a sua percepção crítica e arguta da realidade, catapultaram a mesma, para os patamares mais altos da actividade humana que é a Imaginação criadora Artística.

As fadas, esses seres que povoam o nosso imaginário colectivo, permitem-nos também, com a sua simplicidade, chegar a esse supremo nível de aprendizagem artística que é o " Olhar para lá das aparências, e dar o salto para o lado de lá ... para chegar à raiz ... para onde se joga a poesia ou o novo sentido das coisas". (Meneres, 2003).Elas garantem-nos, em última instância, que há maneiras diferentes de ver o mundo, formas inovadoras de sentir o aqui e o agora, como contemporâneos uns dos outros, sentindo que as dificuldades podem ser vencidas, as florestas atravessadas e os caminhos de espinhos cortados.

As fadas pacificam-nos, instigam-nos a olhar para a natureza, para o verde das plantas, das árvores, das folhas e que por serem dessa cor verde, matizada de vários tons, misteriosamente ressoam a refúgio de esperança, nesta nossa existência, que se diz a curto prazo e para a qual não sabemos "... what tomorrow will bring... " .(Pessoa, 1935)

Esperamos, com a leitura das Fadas Verdes e ao iniciar este Ciclo das Fadas, saborear a sua magia ao alcance do pensamento e também "... divined the potency of the words, and the wonder of things, such as stone, and wood, and iron; tree and grass; house and fire; bread and wine." (Tolkian, 1939)

19 fevereiro, 2008

Grandes Clássicos contados às crianças


Do teatro ao cinema e à banda desenhada os grandes clássicos da literatura têm sido profusamente adaptados, recriados e traduzidos. Figuras nascidas nas letras, como Dom Quixote, Vasco da Gama, Bewolf e Gulliver, entre outros, encontram-se hoje nas prateleiras de qualquer livraria e ganham novos rostos reinventadas por cartonistas, cineastas, ilustradores e escritores. Enquanto que, a maioria das vezes, tendemos a considerar as adaptações cinematográficas e de banda desenhada como novas produções estéticas, porque implicam uma nova linguagem utilizada (o filme e o desenho) já com as adaptações que utilizam o mesmo suporte (a escrita) somos mais comedidos nas apreciações, mais convencionais e tendemos a considerá-las, à priori, de menor qualidade.
A possibilidade de recriar textos numa tentativa de os tornar mais agradáveis sem que eles percam a sua essência é portanto o grande dilema das adaptações. Ninguém, hoje em dia, fora dos círculos académicos lê por exemplo, o “Bewolf”, escrito em inglês medieval com incidências germânicas nem o “ Paraíso Perdido “ de Milton com os seu versos brancos muito complicados sintacticamente, diz Sophii Gee, crítica literária do New Tork Times.
Sendo assim, será preferível encontrar novos formas de difusão, novos suportes, novas formas de ver, olhar ou mesmo escutar os clássicos da literatura?
Na nossa modesta opinião, as reescritas, criando um produto completo, não precisam ser um caminho para se chegar ao original que as inspirou, elas podem valer por si próprias. Tudo depende da qualidade de quem escreve a história, de quem ilustra a história, de quem dirige o filme ou de quem cria a banda desenhada. A arte é sempre apreciada por si própria e ela também é, ela própria, fruto de influências, intertextualidades, reescritas, memórias, ligações que se foram entrecruzando através dos tempos…
No caso das adaptações de grandes clássicos para Literatura Infantil e Juvenil as premissas são as mesmas no que respeita às perdas e ganhos. Perde-se agora o contacto com o autor original mas ganha-se o contacto com a essência da história. Esta, se foi bem recriada, proporcionará uma nova experiência estética através dos paratextos, estrutura, pontos de vista e personagens que, por sua vez, encaminhará o leitor para novos efeitos perlocutivos, para novas respostas pessoais e colectivas perante esta nova leitura.
A memória dos antigos é assim tirada dos alfarrabistas e é mantida viva, pois a reconstrução das suas histórias baseou-se certamente numa lealdade para com o novo leitor, mas também, sem dúvida, para com eles próprios.