19 Outubro, 2009

 

Ler Para Entender: Acção de Formação


Por sabermos que os símbolos e as imagens são parte constituinte do nosso dia-a-dia onde a criança como indivíduo manifesta as suas aprendizagens, consideramos que o espaço da imaginação é o espaço da excelência.

Assim, esta acção de formação é para todos os educadores, professores, animadores sócio culturais, técnicos de educação, pais e alunos que contestam atitudes impeditivas da capacidade imaginativa da criança.

Indo de encontro a algumas das necessidades que, hoje, o ensino/aprendizagem da língua impõe na formação de leitores reflexivos e competentes, a acção de formação encontra-se estruturada de forma a proporcionar satisfatórias e motivadoras situações de reflexão e diálogo entre todos os participantes.

Pretendemos partilhar experiências de leitura realizadas ’no terreno’, onde serão sugeridas práticas acompanhadas de sistematizações (apoiadas na leitura de obras da literatura de potencial recepção infanto-juvenil), perfeitamente exequíveis dentro da sala de aula, da biblioteca e/ou em casa.

Autores Formadores: Gisela Silva, Teresa Macedo, Rita Simões, Américo Lindeza Diogo e Fernando Azevedo

Locais e datas (em permanente actualização)


Local: Auditório Municipal/Casa da Juventude da Póvoa de Varzim
Data: sábado, 14 de Novembro - 9h30-12h30

Local: Auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva - Braga
Data: sábado, 28 de Novembro - 9h30-12h30

Preço: 20 € (inclui a oferta de materiais e certificado)

Inscrições

Iniciativa: Trampolim Edições

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17 Outubro, 2009

 
MATSUTANI, Miyoko is a Japanese writer of stories for children.

She was born in 1926, in Kanda, Tokyo.
Her first story Kaininatta Kodomo no Hanashi (A Story of a Child turned into a Shell) appear in the magazine Dowa Kyoshitsu (A Classroom of Children's Stories), in 1948. Later, the story was published by Akane Publishing Co. as collected short stories entitled Kaininatta Kodomo (A Child turned into a Shell, 1951). The work won the first Japan Juvenile Literature Association Award for New Writers.
Like the Grimm brothers, she with her husband energetically collected oral stories and folktales through the interviews with the rural people in the Shinshu region, which inspired her to create a story Tatsunoko Taro (Taro the Dragon Boy, 1960) in her unprecedented literary style. Matsutani describes the story as a "collaboration of ancestors and myself." Interspersed with classical children's rhymes, her narrative style flows with a beautiful rhythm exquisitely resonant with the inherent power of story-telling. The work received the first Kodansha Award for Newcomers, the Sankei Juvenile Literature Publishing Culture Award, and the Hans Christian Andersen Award-Honour List (current IBBY Honour List) in 1962.
Along with her enthusiasm in creating children's fictions based on folktales, the autobiographical narrative in her Chisai Momo-chan (Little Momo-chan, 1964) brought a fresh air to the genre. The lively tone in the depiction of a child's daily life with her working mother captured readers' hearts. The work won the Noma Prize for Juvenile Literature and the NHK Juvenile Literature Encouragement Prize. Subsequently, she worked on the series of Momo-stories following the girl's growth, such as Momo-chan to Pooh (Momo-chan and Poo, 1970).
Particularly, Chisai Akane-chan made a big challenge in dealing with a topic on a parent's divorce, a conventional taboo in the realm of children's literature, by putting the serious subject into focus in a touch of fairytale style.
Matsutani also wrote the so-called protest literature andwar-stories for younger children such as Machinto (A Little more, 1978) and Oide-Oide (Come here, 1984), for example. They were written for those children in the next generation who do not have any experience of real war.

It is really a pity we don't have one single book translated into the Portuguese language...

(The text was adapted from IBBY Japan)

To read more about Myoko Matsutani...

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12 Outubro, 2009

 

Ler Para Entender

Lançamento da obra na 6ª feira, dia 16 de Outubro, pelas 21h30, na Livraria Salta Folhinhas, no Porto.
Estão todos convidados!

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10 Outubro, 2009

 

Coração Sem Abrigo

Autor: José Jorge Letria
Ano: 2009
Editora: Oficina do Livro


“Que dia é hoje? Há quantos dias aqui procurámos abrigo, talvez da chuva, talvez do frio, talvez dos medos sem nome e sem rosto que povoam a noite?” (Letria,2009: 11). É nesta imersão questionadora que se inicia esta narrativa de pendor analítico sobre o desamparo da condição humana encorpada num “sem abrigo”, sendo a componente poética que nela se destaca uma proposta de culto reflexivo na interioridade silenciosa dos leitores.
Intensamente centrado num “imenso monólogo com duas personagens”(Letria, 2009:19) - um homem e um cão - neste romance o dialogismo com o mundo, as dúvidas que dele advêm, as mutações geradoras de insatisfação e a denúncia instaurada pelo vazio deixado pela ausência dos valores ético-morais que desse mundo se arredaram, recuperam o lugar de muitas discussões onde todos são convidados a intervir.

E podem fazê-lo já no dia 13 de Outubro de 2009, às 18.30h, aquando da apresentação deste romance pela Dra. Maria Barroso e pelo Comendador Tomé de Barros Queiroz, no Restaurante, no piso 7 do El Corte Inglés, em Lisboa.
Teresa Macedo

23 Junho, 2009

 

Mesa Redonda sobre Ilustração


As ilustrações aderem meramente à sequência narrativa ou saltam para além proporcionando comentários e sugestões adicionais à palavra escrita?
O texto gráfico potencia o desenrolar da história?
Percorrem as palavras e as imagens narrativas independentes ou seguem um único patamar de possibilidades?
Estas e outras questões serão possivelmente partilhadas na mesa redonda...


NOVOS CAMINHOS DA ILUSTRAÇÃO


Mesa redonda sobre ilustração no Norte de Portugal e Galiza Biblioteca Municipal de Vila Nova de Gaia, 3 de Julho, 18h30.

Com os ilustradores Gémeo Luis, Cristina Valadas, Luís Silva, Marc Taeger e José Manuel Saraiva


Moderador: Emílio Remelhe

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29 Maio, 2009

 

Galileu à luz de uma Estrela

Autor: José Jorge Letria
Ilustrador: Afonso Cruz
Ano: 2009
Editora: Texto

A arte de narrar para crianças requer um genial domínio de estratégias que sejam suficientemente capazes de seduzir este tipo de leitores. E nessa medida a vastíssima produção literária de José Jorge Letria para este público alvo tem-no revelado um manuseador singular dos elementos da afectividade, da poeticidade e duma escrita envolvente, que fomentam a adesão à leitura e o desenvolvimento do interesse por temáticas com elevado grau de complexidade como é o caso de “Galileu à luz de uma estrela”.
Poderíamos quedar-nos nas potencialidades de um título visivelmente polissémico, porta de entrada de uma construção ficcional biográfica que revivaliza a figura mítica de Galileu, mas o conteúdo textual que traçará o perfil multifacetado deste protagonista é um painel artisticamente elaborado onde qualquer leitor pode fazer incursões fantasiosas pelos universos sugeridos ou aproveitar para expandir o seu background cultural à luz de um livro que muito fala do contributo dado ao real pelo herói focalizado.
Quanto aos destinatários preferenciais depressa se deixarão guiar pela estrela atenciosa e narradora que constantemente interage com eles, adivinhando as dúvidas e inquietações produzidas no contacto com a leitura, executando o papel de um contador de histórias que fixa os olhos dos ouvintes, atendendo aos sinais que lhe dão indicações da forma de prosseguir: “Neste momento, imagino que estejas já a perguntar o que faz aqui uma estrela a tentar conversar contigo e quem é esse homem especial cuja história eu anunciei que ia contar-te” (p.4). E, pouco depois, descreve o “matemático, físico, filósofo e também astrónomo” (p.6).
Este dialogismo com o leitor permite fazer escaladas muito profundas pela vida de um dos maiores génios que a humanidade conhece, demonstrando a capacidade invulgar e ternamente amadurecida de um escritor que desenha um caminho onde o labor da investigação em torno de personalidades singulares e o conhecimento da Infância o colocam na linha da frente dos grandes nomes de referência da Literatura Infanto-Juvenil contemporânea.
A “Estrela Galileu” (p.32) deixa-nos, assim, “a história de um homem muito especial, que viveu há muitos anos e que, na escuridão das noites frias, gostava de observar as estrelas distantes (…) e de conversar com elas baixinho, para ninguém poder ouvir aquilo que diziam entre si na imensidão do Universo” (p.4).
Teresa Macedo

27 Maio, 2009

 

Era uma vez um rei Conquistador

Autor: José Jorge Letria
Ilustrador: Afonso Cruz
Ano: 2009
Editora: Oficina do Livro

Se o título “Era uma vez um Rei Conquistador” é convidativo à entrada no universo encantatório do Maravilhoso, a ilustração de Afonso Cruz revela imediatamente o herói pertença do mundo histórico e factual, de quem José Jorge Letria faz uma construção ficcional biográfica, na efeméride dos 900 anos do seu nascimento – Afonso Henriques.
A memória do Rei Conquistador seria apenas reforçada por mais um livro, entre tantos que perpetuam o seu génio guerreiro e destemido na determinação sagaz da independência de Portugal, se não fosse a especificidade que singulariza esta obra para a Infância, tecida com todos os elementos imprescindíveis à adesão das crianças pelas temáticas onde Fantasia, Imaginação e Realidade se entrecruzam e corroboram para o alargamento do seu conhecimento do mundo, do desenvolvimento da sensibilidade estética e a promoção dos valores necessários ao constructo humano.
No início, o Rei Conquistador é dado a ver como um menino que “brincava com coisas simples e gostava especialmente de uma espada de madeira que Egas Moniz (…) mandara fazer para ele (…) [e de] construir castelos de brincar, com pedras, terra barrenta e pedaços de madeira” (p.10), igualizando-se aquele que veio a tornar-se Rei de Portugal a todos os outros meninos. No entanto, na teia de toda a acção que há-de mover a vida do herói fundador da nacionalidade portuguesa, eleva-se uma capacidade inata para a determinação que é movida pela indicação de um futuro predestinado, protegido pela alma de D. Henrique que, “algures, talvez debruçado numa nuvem distante (…) velava por ele e pela sua segurança, nos campos de batalha e fora deles” (p.16) e pela força das premonições oníricas que aconteciam “mesmo de olhos abertos” (p.18).
Esta narrativa articula diferentes perspectivas que elevam o herói ficcionalizado como modelo de generosidade, de lealdade e de persistência, num jogo onde o rigor dos dados históricos se harmoniza com as personagens do Imaginário infantil, organizados por um narrador que estabelece uma grande cumplicidade com as crianças, derrubando as fronteiras entre o mundo possível e o mundo impossível.
Por isso, a “Fada da Noite Estrelada” (p.36) surge para encerrar de maneira cativante o percurso de vida de Afonso Henriques, apresentando-se com o poder simbólico que sugere o fim, mas livra os pequenos leitores do confronto com a palavra morte.
“Era uma vez um Rei Conquistador” é, por isso, um livro de leitura recomendada.



Teresa Macedo




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