"(…) ao evocar-nos assim, de coração oprimido, não posso deixar de pensar nas grandes tempestades que abalavam a minha terra. Era como se alguém começasse a medir a distância da trovoada, o tempo entre o relâmpago e o trovão. Cada quilómetro significava um ano. (…) Um estrondo medonho faz estremecer a terra, e uma voz cheia de horror exclama: Agora está mesmo por cima de nós!”
Lose, 1997
Neste contexto, a reprodução de características do mundo empírico-histórico factual “ (…) serves to highlight purposes, intentions, and aims that are decidedly not part of the realities reproduced” como diz Iser, (1997.3), e permite, também converter essa mesma realidade “(…) into a sign for something other than themselves.”, que neste caso é a construção da realidade europeia que teve as suas origens depois da terrível experiência do holocausto, constituindo a sua consolidação, que neste texto se antevê, num desafio para todos os países, um apelo à tolerância activa e à solidariedade responsável.
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